sábado, 1 de novembro de 2014

COTIDIANO

A família e a Igreja

A Igreja sempre se preocupou com a organização da família que de acordo com os preceitos do cristianismo deve constituir-se através do matrimônio.

O Sínodo dos Bispos sobre a família, por exemplo, é um dos momentos em que a Igreja concentra suas reflexões em assuntos relacionados à família.

O conceito de família sofreu e vem sofrendo grandes modificações ao longo da história. As primeiras instituições familiares (os clãs), eram grupos de indivíduos relacionados a partir de um antepassado comum ou pelo matrimônio. O crescimento desses clãs, que chegavam a possuir milhares de elementos, originaram as primeiras tribos.

A organização inicial das famílias, fundamentada basicamente na afinidade sanguínea, originou as primeiras sociedades humanas organizadas, mas, com o desenvolvimento de sociedades mais complexas, os vínculos sanguíneos enfraqueciam-se e o termo “família natural” que designava o grupo formado apenas por um casal e seus filhos foi valorizado.

A família natural romana se constituía através do casamento cujos pressupostos eram a coabitação e a proclamação do casal de viverem como marido e mulher. A inexistência de um desses pressupostos implicava no fim do casamento. O afeto entre os cônjuges era valorizado.

A ideia de família natural foi ajustada pela Igreja Católica, que fez do casamento uma instituição sagrada, indissolúvel e única formadora da família cristã cuja função primordial é o da procriação. Assim, nos termos do cânon 1056, a união decorrente do casamento é “indissolúvel, isto é, não se pode dissolver por vontade dos cônjuges, exceto pela morte”.

A família nos dias de hoje é considerada de fundamental importância para sociedade humana. É na família, por exemplo, que se aprende a confiar, a defender, a unir, a ouvir, a desenvolver a paciência, a necessidade de compreender e respeitar, a conhecer melhor a si e aos outros e etc.

De acordo com Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé junto à ONU de Genebra, “é na família que as gerações encontram o amor, a educação, o apoio recíproco e a transmissão do dom da vida”.

No entanto, nos dias de hoje, a família, após passar por vários ciclos de transformação e desenvolvimento ao longo da história vêm perdendo espaço para a intolerância e a agitação da vida cotidiana e é com base nisto, que a Igreja preocupa-se e apela para que a família “não seja dividida ou marginalizada”, mas sim “tutelada e defendida não somente pelo Estado, mas também por toda a sociedade”.

Sigamos o apelo e o exemplo da Igreja.

Vanusa do Reis Coêlho Rodrigues

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Vanusa Coêlho é graduada em Ciências Contábeis e Letras/Inglês. Possui Mestrado em Psicologia da Educação (PUC/SP); MBA em Recursos Humanos (FGV). É Especialista em Educação Lúdica, Neuroaprendizagem e em Psicopedagogia Clínica e institucional (PUC/SP). É Personal Coach e Practitioner em Programação Neurolinguística. Possui Certificação em Mediação PEI e Curso de aperfeiçoamento em TDA/TDAH (EPSIBA/Buenos Aires).


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro 2014
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

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