quarta-feira, 1 de agosto de 2018

DÍZIMO E DIZIMISTAS ANIVERSARIANTES


Senhor. Somos caminheiros na jornada da existência e aprendemos com o Evangelho a importância do amor, da justiça e da solidariedade. Sabemos que cada um de nós deve fazer a sua parte para que aconteça entre nós o Reino de Paz, Amor e Justiça anunciado e vivido por Vosso Filho e Senhor nosso, Jesus de Nazaré, que ofertou sua própria vida na cruz em favor da redenção de toda a humanidade. Para que esse anúncio de salvação se propague é preciso que assumamos a nossa missão de batizados e através da oração, do jejum e da participação solidária na comunidade, oferecendo-nos a nós mesmos a Deus, com tudo o que somos e temos, também com a oferta do dízimo que ajuda a nossa comunidade a ser fiel em sua missão evangelizadora. Que a vossa graça nos sustente para que permaneçamos fiéis e unidos em fraternidade, correspondendo ao chamado recebido em nosso batismo de sermos fermento, sal e luz e assim podermos crescer, dar sabor e iluminar os caminhos da humanidade, para que esta não pereça e nem se afaste de vós. Amém!

FELIZ ANIVERSÁRIO DIZIMISTAS DE AGOSTO!

Antonia Sartorelli
Antonio Rodolfo Estrócio
Arnaldo Jeronymo
Benjamim Rios
Daniel dos Santos
Fabio Vinicius Losnak
Francisley Adriane da Silveira
Inácio Gomes da Silva
Irma de Santi
João Xavier de Almeida
José Alberto Ferrari
Laura Sanches Santos
Marcel de Lima Marigo
Margarida Bertola de Assis Bueno
Margarida Caproni
Maria de Lourdes Izidoro dos Santos
Maria do Socorro Pimentel Bozyk
Maria Edite Bonjovani Gennarini
Raphael Martins de Oliveira
Roldão de Assumpção Maffei
Simone de Fátima Rodrigues Sousa


PARABÉNS!!!



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Agosto de 2018
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquiahttp://www.pnslourdes.com.br

CONHECENDO NOSSA PASTORAL

Pastoral da Catequese
Catequese de Iniciação Cristã

Missão da catequese: Levar a Palavra de Deus para a vida da criança., Uma pastoral que busca a evangelização infantil por meio de encontros semanais, atividades de integração e celebrações especiais realizadas na própria paróquia.

Este aprendizado inicial dura dois anos. Neste período, a criança ou pré-adolescente passa a ter contato com Cristo e sua história de salvação.

Renovada e totalmente comunicada à liturgia dominical, a catequese busca também a interatividade das crianças com a comunidade. Na missa das 9 horas, por exemplo, a pastoral tem participação ativa.

É responsável pela realização das leituras, aclamação e ofertório, entre outras funções.


Dias dos encontros catequéticos: Sexta-feira, ás 15h30 e sábado em dois horários: das 9h às 10h30 e das 10h30 às 12h00.



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Agosto de 2018
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ORIENTAÇÕES DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Segunda urgência: Igreja – Casa da iniciação à vida cristã

80. “A fé é dom de Deus! Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (DCE, 1). Por sua vez, este encontro é mediado pela ação da Igreja, ação que se concretiza em cada tempo e lugar, de acordo com o jeito de ser de cada povo, de cada cultura.

81. A adesão a Jesus Cristo implica sempre o anúncio da Palavra de Deus. Cada época tem exigências próprias para que o anúncio de Jesus Cristo se torne eficaz. Se no passado o primeiro contato das pessoas com a Pessoa e a mensagem de Jesus Cristo se dava na família, ou mesmo na sociedade que se confessava “cristã”, hoje não se pode mais dar a fé por pressuposta. “Tal pressuposto, não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado. Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé, que atingiu muitas pessoas” (PF, 2).

82. Por isso, é necessário “desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza ao encontro pessoal com Jesus Cristo” (DGAE 2016-2019, 83).

83. A iniciação cristã “não se esgota na preparação formal para os sacramentos do Batismo, Confirmação e Eucaristia, mas se refere, principalmente, à adesão pessoal a Jesus Cristo. A adesão que tal processo promove deve ser feita e refeita, fortalecida e ratificada tantas vezes quantas o cotidiano exigir. Nossas comunidades precisam ser mistagógicas, lugares por excelência da catequese, preparadas para favorecer que o encontro com Jesus Cristo se faça e se refaça permanentemente” (DGAE 2016-2019, 43), e a participação corresponsável e generosa na vida e na missão da Igreja.

84. Tornar a iniciação cristã uma característica da ação evangelizadora e, consequentemente, das comunidades eclesiais, implica rever atitudes, horários, estruturas e, até mesmo, o perfil do agente evangelizador, que deverá servir como “ponte” entre o “candidato” à fé e a comunidade que o acolhe e acompanha.

85. Indicações Pastorais

1.    Em todas as paróquias e comunidades haja uma pastoral catequética vigorosa, com catequistas bem formados e em número suficiente; que haja suficientes espaços para a catequese; que nenhuma criança e adolescente de família católica fique sem a catequese para os Sacramentos de iniciação à vida cristã.
2.    Pregação assídua e sistemática sobre os temas da fé e da moral, de maneira que a doutrina da fé católica e os mistérios da fé cristã sejam anunciados a todos, conhecidos e amados.
3.    Atendimento personalizado das pessoas, através da acolhida, diálogo interpessoal, reflexão sobre a experiência de vida, no respeito à liberdade de cada pessoa.
4.    Destaque para o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e a missão. Sendo a comunidade eclesial o lugar da educação na fé, o processo formativo não pode se reduzir a cursos, pois exige a participação na vida da comunidade.
5.    Atenção especial para a formação dos leigos, para favorecer o interesse e a participação de um maior número de pessoas na vida e missão da Igreja, servindo-se, para isso, dos recursos dos meios de comunicação, das possibilidades oferecidas pelas mídias sociais e pelas novas formas de educação.
6.    Continuar a promover o estudo do Catecismo da Igreja Católica (ou do seu Compêndio), do YouCat (Catecismo Jovem), pois o conhecimento doutrinal é essencial para a vida de fé: sem saber o que se crê, não dá para saber o que viver, o que testemunhar e o que celebrar.
7.    Formação e acompanhamento na fé do cristão adulto, com o aprofundamento e comunicação constante da fé integral, seja no interior das paróquias e comunidades, como também nas próprias famílias e nas instituições católicas. Também intensificar a educação e a formação na fé das crianças, adolescentes e jovens (Escolas Católicas, Universidades etc.), de modo que os católicos bem formados sejam capazes de “dar as razões de sua esperança”, conhecendo e amando a sua fé. Valorizar a participação na Liturgia, na Missa dominical e nos Sacramentos, a fonte e o ápice da vida cristã.
8.    Estímulo e acompanhamento dos jovens em seu processo de educação na fé e na elaboração de um projeto de vida e de vocação.
9.    Formação bíblico-teológica: as Regiões Episcopais, Setores e as Faculdades de Teologia ofereçam cursos de formação bíblica e teológica para pessoas que estão à frente de trabalhos pastorais e movimentos, e para as pessoas que queiram aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos, para o serviço pastoral das comunidades.
10. Programa de Catequese Familiar, no qual os pais, orientados por catequistas devidamente preparados, colabora na iniciação cristã dos seus filhos e na inserção gradual na prática da fé e da vida eclesial.
11. Formação de catequistas atentos à realidade, a partir da Doutrina Social da Igreja, para que contribuam para cultivar a fé encarnada, a relação fé e vida, favorecendo a vivência comunitária da fé, de modo que os católicos estejam preparados para testemunhar Jesus Cristo na Cidade.
12. A elaboração de um Catecismo arquidiocesano que sirva para o processo de iniciação a vida cristã. Tal Catecismo arquidiocesano proporá os conteúdos fundamentais de maneira adaptada à evangelização na grande Cidade. Na mesma linha, oferecer às famílias, aos adolescentes e jovens um manual com orações e práticas devocionais mais usuais dos católicos.
13. Revisar o Diretório dos Sacramentos levando em conta as mudanças sofridas e ocorridas nas famílias, a fim de que a nossa Arquidiocese possa se mostrar Mãe misericordiosa e acolhedora.
14. Implantação do Rito de Iniciação Cristã de Adultos (Rica) em todas as paróquias, em vista de uma transmissão vital da sabedoria e da geração de um novo ser e de uma nova Vida em Cristo.
15. Revisar e adaptar datas de inscrição de catequese e os horários dos encontros de catequese, a fim de favorecer a máxima participação de crianças e adolescentes.





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Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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NOTÍCIAS DA NOSSA IGREJA

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE LOURDES

07/07/2018 = Aconteceu a Confraternização para as pessoas que trabalharam em nossa quermesse... Foi um momento de agradecer a Deus com a missa de ação de graças à 18h00 na Paróquia e após tivemos um churrasco com bebidas e comidas que cada um trouxe para partilhar... Deus abençoa a todos!








10 de Julho= FESTA JUNINA DA COMUNIDADEFesta Junina da Comunidade... Olha aí a dança da nossa quadrilha... Obrigado a todos que participaram.











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NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Seminaristas realizam missão em diferentes realidades da Capital

43 seminaristas atuaram em seis paróquias e junto às pastorais do Menor, Carcerária e do Povo da Rua, em ações de evangelização.

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO - Arquivo pessoal
Aos poucos, eles iam se aproximando. “Você quer fazer barba e cabelo?”, perguntava um dos missionários da Missão Belém que recepcionava os irmãos de rua, como são chamadas as pessoas em situação de rua que aceitam conhecer as casas da Missão Belém e fazer um caminho para saírem das ruas.

Com máquinas de cortar cabelo, barbeadores e tesouras nas mãos, seminaristas da Arquidiocese de São Paulo estavam a postos para realizar uma de suas últimas ações durante a Missão de Férias 2018, na qual 43 seminaristas da Arquidiocese permaneceram em missão em diferentes realidades urbanas e pastorais da cidade de São Paulo. Também os diáconos seminaristas estão em missão em dioceses do Norte e do Nordeste do País, onde permanecerão por dois meses. 

A missão, realizada anualmente, aconteceu entre os dias 1º e 9, em seis paróquias e junto às pastorais do Menor, Carcerária e do Povo da Rua. Eles foram enviados após a celebração eucarística da manhã do domingo, dia 1º, na Catedral da Sé, presidida por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese. 

Yago Barbosa Ferreira, Felipe Batista da Silva e João Funari Fouto participaram da missão com a Pastoral do Povo da Rua, mais especificamente com a Missão Belém. Desde o primeiro dia, eles e mais dois seminaristas passaram pela experiência não somente de aproximar-se e conhecer a realidade das ruas, mas de vivê-la na própria pele.
Junto a 25 missionários da Missão Belém, eles dormiram todos os dias na rua, pediram alimentos e água para as refeições e, sobretudo, conversaram com muitas pessoas convidando-as a deixarem as ruas. 

“Noventa e cinco irmãos aceitaram nosso convite e passaram pelas casas da Missão Belém”, disse o Padre Gilson Frank dos Reis, da Missão Belém. Ele afirmou ainda que vê a iniciativa de maneira muito positiva e percebe o quanto os seminaristas começam a ver a cidade de maneira diferente e as pessoas que estão nas ruas também. 

Na segunda-feira, 9, no Seminário Bom Pastor, no Ipiranga, os seminaristas e lideranças pastorais, além dos padres que acompanharam os seminaristas, bispos auxiliares e o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, reuniram-se para um momento celebrativo e partilha da missão nas diferentes realidades de fronteira – como foram chamadas as pastorais do Povo da Rua, Carcerária e do Menor – e nas paróquias. 



CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Antonio Carlos Ramalho, Vinícius Pinheiro e outros dois seminaristas visitaram muitos projetos e unidades da Fundação Casa junto à Pastoral do Menor. Acompanhados por Sueli Camargo e Ivan Bezerra dos Santos, membros da equipe de coordenação dessa pastoral, eles puderam acompanhar o trabalho da Pastoral em suas múltiplas atividades.

Para Carlos Ramalho, em sua terceira missão, foi emocionante e, ao mesmo tempo, triste ver o quanto as crianças, algumas inclusive recém-nascidas, carregam já uma bagagem complexa, com pais que, em muitos casos, estão envolvidos com drogas e em situações que colocam suas vidas e a dos filhos em risco. A mesma opinião foi compartilhada por Vinícius, que salientou também a dificuldade que os agentes da Pastoral têm para acessar as unidades da Fundação Casa.

“Não podíamos deixar de citar o idealizador de tudo isso: Dom Luciano Mendes de Almeida, que criou a Pastoral do Menor para defesa da vida da criança e do adolescente empobrecido e em situação de risco, desrespeitados em seus direitos fundamentais. Que juntos, possamos dizer como ele: ‘Se você acender uma luz na vida de uma criança, essa criança será a luz da sua vida!’”, afirmaram os seminaristas num texto escrito e assinado por todos sobre a Missão.


NOS CÁRCERES

Divididos em dois grupos, com quatro missionários em cada um, os seminaristas visitaram diferentes unidades prisionais em São Paulo, sempre acompanhados por membros da Pastoral Carcerária. 

Um dos aspectos salientados pelos seminaristas foi a aproximação com os agentes e diretores das unidades, às vezes facilitando o acesso às pessoas no cárcere e, em outras, dificultando. Eles explicaram também que a falta de acesso direto às pessoas em situação de cárcere é um complicador, pois em alguns casos não é possível nem mesmo entregar a eles objetos, como Terços e livros de oração. Eles permaneceram nas chamadas gaiolas ou viúvas, que foram colocadas como restrições para as visitas religiosas com a justificativa de controlar possíveis rebeliões. 

A música foi um elemento citado por todos como um instrumento eficaz na aproximação das pessoas em situação de cárcere. “Com a música, eles sorriem, sentem-se mais à vontade para contar suas histórias, pedir ao padre que os atenda em confissão ou simplesmente viverem um momento de alegria”, disse Alisson Antunes Carvalho, seminarista. 

“O olho no olho com esses irmãos que são excluídos me ajudou muito a refletir sobre a minha vocação para o sacerdócio e o que fazer para que eles se sintam incluídos”, disse Rodolfo Rodrigues. 

Cleyton Pontes, estudante de Teologia, contou que, além das unidades femininas, que recebem sobretudo mulheres estrangeiras, eles visitaram um centro de detenção para agentes policiais e pessoas com formação superior, e uma comunidade no bairro do Carandiru que pegou fogo. “Conseguimos fazer uma campanha e recolher doações para as famílias dessa comunidade junto com o pessoal da Paróquia que nos acolheu”, disse Cleyton. 


PELAS RUAS

Quando Felipe Batista saiu para mais um dia de missão na Cracolândia, ele não imaginou que, além de correr das bombas de gás e jatos de água lançados na região, ele seria abordado pelos policiais. “Eles pediram que eu tirasse a camiseta e revistaram meus bolsos. Tentei justificar que eu estava ali como missionário, mas eles disseram que alguém poderia ter colocado algo nos meus bolsos e até riram de mim. Foi constrangedor”, continuou. 

Outro aspecto recordado pelos jovens foi a recepção, ou a falta dela, quando eles pediam alimentos em estabelecimentos comerciais ou restaurantes. “A maioria das pessoas nos olhava com nojo e indiferença”, comentou Yago Barbosa, que pela primeira vez na vida passou uma noite na rua e disse que a experiência, com certeza, o fez ver as pessoas em situação de rua de maneira totalmente diferente. “Marcou-me também como os próprios moradores de rua vinham partilhar alimentos conosco e nos protegiam quando percebiam algo diferente”, disse. 

Numa das noites em que o grupo de missionários reuniu-se para jantar e dormir embaixo da ponte do Vale do Anhangabaú, eles viram um senhor com cerca de 45 anos se jogar. “Foi uma cena chocante. Naquela noite, eu não consegui dormir”, contou Felipe, que acompanhou os policiais como testemunha e soube que, mesmo tendo caído de uma altura de cerca de 15 metros, o senhor não teve nenhum membro fraturado. 

No sábado, 7, houve um dia festivo no Edifício Nazaré, que fica na Praça da Sé e foi construído como um sinal concreto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia (2015-2016), convocado pelo Papa Francisco. A Casa, que será um local de acolhida provisória para pessoas em situação de rua, será inaugurada no dia 29 deste mês, às 15h.


NAS PARÓQUIAS




Em cada uma das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo, um grupo de seminaristas realizou a missão, com visitas às famílias, encontros com jovens e lideranças pastorais, procissões e acompanhamento dos desafios específicos de cada comunidade.

Na Paróquia Santo Agnelo Abade, localizada na Vila Liviero, próximo a São Bernardo do Campo, na Região Episcopal Ipiranga, esteve em missão um grupo de cinco seminaristas. A missão concentrou-se numa região chamada Cruzeirinho, onde a comunidade católica foi desativada. 

Já na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Brasilândia, houve a intensificação dos momentos de oração com a comunidade. “Marcou-me muito a visita a um sapateiro que disse: ‘Eu sou católico, mas tenho ido pouco à Igreja’. Conversamos com ele e o convidamos para a missa de encerramento na Paróquia. Ele chorava muito, e dizia: ‘Olha que coisa bonita, a Igreja Católica vindo ao nosso encontro’. Quando estávamos para sair, ele fez uma oração para nós. Eu realmente me comovi com aquela atitude”, disse Leonardo Oliveira, que está no propedêutico, que constitui o primeiro ano no caminho formativo dos seminaristas. 

Pertencente à Região Episcopal Belém, a Paróquia Santíssima Trindade recebeu a visita de quatro seminaristas. Eles visitaram cerca de 110 famílias e realizaram encontros e palestras sobre o sínodo arquidiocesano, o Ano Nacional do Laicato, o dízimo e até mesmo um cinema com os jovens. 

Pedro Funari, que está no primeiro ano de Filosofia, comentou o fato de a Paróquia ter muitos leigos comprometidos, que se sacrificam pela comunidade e nos trabalhos pastorais. “Fiquei impressionado com o amor e o carinho que as pessoas têm por nós. As pessoas pegam o que têm e o que não têm e nos dão e ainda nos agradecem. Isso me fez pensar como nossa responsabilidade é grande”, disse Pedro.

A realidade do entorno da Paróquia São Vito Mártir, no Brás, é peculiar, pois a região se configura como um bairro quase que exclusivamente comercial com a presença de muitos imigrantes, sobretudo chineses. 

Assim, os seminaristas destacaram que tais características dificultam muito o trabalho pastoral continuado, pois a Paróquia torna-se uma igreja de transição e até mesmo a participação nas missas fica comprometida devido à prioridade que às pessoas dão ao comércio. Uma das alternativas sugeridas por eles foi a oração do Terço nas casas e nos comércios vizinhos à Paróquia, para que a comunidade comece a se formar de maneira mais consistente.

A missão na Paróquia São Patrício, da Região Episcopal Lapa, concentrou-se, sobretudo, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, no bairro São Remo. A região, que está na periferia, é formada, sobretudo, por migrantes internos, a maior parte do Norte e do Nordeste do País. 

Ali, os seminaristas disseram ver um povo muito acolhedor e que, com solicitude, atendeu o convite dos seminaristas e participou ativamente das atividades programadas na comunidade, como a missa diária e a procissão pelas vielas do bairro com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. 

Realidade semelhante viveram os seminaristas que estiveram na Paróquia Sagrada Família, no Jardim Pery, da Região Episcopal Santana. Junto aos membros da Paróquia, eles realizaram visitas às casas das pessoas, sobretudo com a Pastoral da Pessoa Idosa e a Pastoral da Criança, rezaram todos os dias as Laudes, às 7h, e as vésperas, à noite. 


MISSÃO PERMANENTE

No início da partilha, que aconteceu na manhã da segunda-feira, 9, o Cardeal Odilo Pedro Scherer falou  sobre a relevância da experiência missionária para a formação dos seminaristas. Ele recordou que a vida do missionário é esse constante ir e vir. “É gastar a sola dos sapatos. Toda a nossa cidade é terra de missão, nossas paróquias, nossos bairros e até nossas famílias. Missão se faz aqui também e não é uma coisa que se faz só de vez em quando, mas faz parte do dia a dia da vida da Igreja”, disse o Cardeal.

Dom Odilo recordou as orientações do Documento de Aparecida e como a Igreja foi convidada a sair de uma pastoral de conservação para uma verdadeira conversão missionária: “Não podemos mais supor que todos estão na Igreja. As pessoas não sabem mais nem onde está localizada a igreja mais próxima. Temos que ser uma Igreja em saída, que vai ao encontro das pessoas. Que bom que vocês no seminário estão fazendo essa missão anual, dentro do processo formativo. Estamos formando padres missionários”.

DIÁCONOS (permanecem dois meses em missão)
Pierre Rodrigues da Costa – Diocese de Floriano (Piauí)
Maykom Sammuel Alves Florêncio e
Anderson Pereira Bispo – Diocese do Alto Solimões (Amazonas)
Maycon Wesley da Silva – Diocese de Marabá (Pará)
Claudio José Ribeiro – Diocese de Castanhal (Pará)





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