sábado, 4 de maio de 2013

O PODER DO CONTO DE FADAS


Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Maio 2013

Princesas, príncipes, bruxas e madrastas são personagens presentes nos contos de fadas que fizeram parte da infância de muitos de nós e que estão sendo redescobertos pelo cinema.

Prova disso são filmes como Alice no país das Maravilhas (2010), A Garota da Capa Vermelha (2011), Branca de Neve e o Caçador (2012) e João e Maria: Caçadores de Bruxas (2013).  Esses filmes buscam inspiração em contos de fadas conhecidos do público e tem a intenção de trazer para as salas de cinema, não somente as crianças, mas os adultos também.

Assim sendo, por que os contos de fadas despertam tanta atenção a ponto de, ainda hoje, conservarem o mesmo poder de atração sobre o público? 

Os contos de fadas muitas vezes representam nossos desejos e angústias e, por esse motivo, em algumas situações, funcionam como instrumento valioso em um processo terapêutico ou em uma ação educativa, pois, desenvolve a capacidade de fantasiar e a disposição para sonhar e simbolizar.

Os contos de fadas são como um cristal onde podemos ver refletidos nossos problemas e propostas de soluções que só podem ser ordenados na imaginação. Dessa forma, os contos podem esclarecer inconscientemente os processos e conflitos interiores de forma simbólica e impessoal, para que possamos ter a oportunidade de visualizá-los como observadores, auxiliando dessa forma, na resolução de questões e auxiliando a promover a maturidade emocional e cognitiva.

Assim, quando as crianças, por exemplo, ouvem relatos de personagens que passaram por dificuldades e saíram vitoriosos, torna-se mais fácil acreditar na própria vitória, uma vez que, o final feliz do conto de fadas pode contribuir para a formação de uma crença positiva na vida.

Sendo assim, ao ler ou ouvir um conto a criança poderá compreender que outras pessoas também possuem problemas, até mesmo semelhantes aos seus. E com isso ela poderá sentir-se capacitada a resolver e enfrentar suas próprias dificuldades, ou seja, ela não é a única a vivenciar situações de conflito.

Mas, por que essas histórias chamam a atenção tanto de adultos quanto de crianças?

As crianças têm um impulso natural que facilita a recepção dos contos. Mas, quando um adulto entra em contato com o conto, que faz parte do imaginário popular e de nossa memória afetiva, desperta dentro de si a chama viva de um mundo de fantasias onde as experiências inexplicáveis e impossíveis podem acontecer e fazer sentido.

Vanusa dos Reis Coêlho Rodrigues

Vanusa Coêlho é graduada em Ciências Contábeis e Letras/Inglês. É Especialista em Neuroaprendizagem e em Psicopedagogia Clínica e institucional. É Personal Coach e Practitioner em Programação Neurolinguística. Possui MBA em Recursos Humanos; Certificação em Mediação PEI e Curso de aperfeiçoamento em TDA/TDAH.

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