segunda-feira, 1 de julho de 2019

NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

CELEBRAÇÃO DE CORPUS CHRISTI NA CATEDRAL DA SÉ

'A participação na Missa é a melhor forma de iniciação à fé católica e à participação na vida da Igreja'

"Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua Paixão, Morte e Ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o 'Sacramento da Igreja', que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão", afirmou o Cardeal Scherer, durante a homilia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, na quinta-feira, 20, na Praça da Sé.

A missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo começou às 10h00 em frente à Catedral da Sé, na quinta-feira, 20. Presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e concelebrada pelo Cardeal Claudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo, os bispos auxiliares da Arquidiocese e Dom Mathias Tolentino, Abade do Mosteiro de São Bento.

Na homilia, o Cardeal recordou que a Arquidiocese está em sínodo e que a participação na Eucaristia é essencial para o fortalecimento na fé. Confira a íntegra da homilia.


Sínodo e valorização da Eucaristia

Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um 'caminho de comunhão, conversão e renovação missionária' para toda a nossa Arquidiocese.

Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua Paixão, Morte e Ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o 'Sacramento da Igreja', que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão.

Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca.

Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha.

Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom.

Cardeal Odilo Pedro Scherer, 
Arcebispo de São Paulo, 20 06 2019.


'Vemos a grandeza da Igreja'

Centenas de fiéis de diferentes regiões de São Paulo lotaram a Praça da Sé para participar da celebração. Muitos voluntários participaram tanto da confecção do tapete de Corpus Christi quanto da missa. Diogo Fernandes Nunes, 18, e Julia Dias de Oliveira Neta, 28, chegaram por volta das 22h da quarta-feira, 19, para trabalhar na confecção do tapete. "Foi uma experiência muito bonita de fé e unidade", disse Julia, que pela segunda vez dorme na Praça antes do Corpus Christi. Diogo, por sua vez, disse que muitas pessoas em situação de rua e outras que passavam pela Sé perguntavam sobre o tapete. "Muitas criticavam também", afirmou o jovem que é membro da Comunidade Missão Mensagem de Paz.


Gabriel Augusto, 20; Fátima Gisele, 26; e Rafaela Moura, 21, são da Paróquia Santa Inês, na Região Episcopal Santana. Eles participam da Comunidade Católica Missão Eleitos e estavam na Equipe da Apoio da Celebração, sobretudo para ajudar durante a procissão que seguiu, após a missa, da Praça da Sé até a Igreja de Santa Ifigênia.

"É sempre uma experiência muito bonita participar destes grandes eventos da Arquidiocese, pois vemos a grandeza da Igreja", disse Rafaela.

Hugo Munhoz, Carmem Lúcia de Carvalho e Merquinha Conegundos integram um grupo que organiza a Romaria das Vans e Transportes Escolares a Basílica de Aparecida (SP). Pela primeira vez, eles foram à celebração para ajudar na equipe de apoio. "Somos hoje, aqui, um grupo de 35 pessoas, mas ao todo são mais de 200 vans e na quarta romaria, que será dia 20 de novembro. Pretendemos reunir cerca de 18 mil vans para irmos juntos à Aparecida", explicou Merquinha, coordenadora do grupo.


Após a missa, os fiéis seguiram em procissão com o Santíssimo Sacramento até a Igreja de Santa Ifigênia, e cantando e rezando pediram pela cidade de São Paulo e pela Igreja Católica, sinal da presença de Deus na Metrópole.


Bispos paulistas elegem nova presidência do Regional Sul 1


Dom Pedro Luiz Stringhini foi reeleito como presidente para o próximo quadriênio

Na tarde desta quarta-feira, dia 12, em Itaici, Indaiatuba (SP), os bispos do Estado de São Paulo elegeram a nova presidência para o quadriênio 2019-2023. Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente do Regional Sul 1 e, como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano.

Para a função de secretário, o episcopado paulista elegeu Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Até o mês de agosto, a nova presidência deve escolher os bispos e assessores para as oito Comissões Episcopais Pastorais.

DESAFIO 

A vigência do trabalho da nova equipe coincide com a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em maio deste ano.

Texto e foto do Pe. Tiago Barbosa
pela Comissão de Comunicação do Regional





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NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Papa nomeia cardeal Raymundo como seu Enviado Especial para o centenário da coroação de Nossa Senhora de Chiquinquirá, na Colômbia.


O Papa Francisco nomeou o arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, seu Enviado Especial para a celebração dos cem anos da coroação de “Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá”, Padroeira da Colômbia.

A celebração do centenário de coroação se realizará no Santuário Mariano Nacional de Chiquinquirá, em 9 de julho próximo. A notícia foi divulgada, nesta terça-feira (25/06), pela Sala de Imprensa da Santa Sé. A celebração coincide com as comemorações do bicentenário de Independência da Colômbia.

Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá, cuja festa é celebrada no dia 09 de julho, foi proclamada padroeira da Colômbia pelo Papa Pio VII em 1829. Em 1919, foi coroada canonicamente pelo Papa São Pio X. E em 1927, o Santuário foi declarado Basílica pelo Papa Pio XI.

Chinquinquirá é uma pequena cidade situada às margens do rio Suárez, na Colômbia. É também conhecida como capital da província do ocidente e capital religiosa da nação. Seu nome, na língua dos índios Chibcha, significa “povo sacerdotal”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma saudação ao cardeal Raymundo. Eis o texto:

Brasília-DF, 25 de junho de 2019

Estimado irmão, Cardeal Raymundo,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) alegra-se com a sua designação como Enviado Especial para a celebração do Centenário da Coroação da “Virgem del Rosário de Chinquinquirá”, padroeira da Colômbia, que acontecerá no próximo dia 9 de julho, coincidindo com as comemorações do bicentenário da Independência daquele país.

Saudando-o por esta designação, recordamos as palavras de Pio XII, mais tarde repetidas por são João Paulo II, em junho de 1986: “A Colômbia é um jardim Mariano, em cujos santuários domina, como o sol entre as estrelas, Nossa Senhora de Chiquinquirá”.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB
Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB
Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

História da coroação de Nossa Senhora de Chiquinquirá.

Em 1908, o provincial dos dominicanos, frei Vicente María Cornejo, e o prior do Santuário, frei José Ángel Lambona, pediram à Santa Sé, a coroação canônica da virgem, seguindo a recomendação da Conferência Episcopal da Colômbia. Os dominicanos custodiam a imagem sagrada de Nossa Senhora de Chiquinquirá.

O Papa São Pio X assinou um decreto favorável, em 09 de janeiro de 1910, no qual estabelecia o dia 09 de julho de 1919 como a data para a coroação.

Como preparação para esta celebração, os dominicanos realizaram uma extensa peregrinação pelos Estados de Boyacá, Santander, Cundinamarca, Caldas, Huila, Tolima e Antioquia, com uma cópia do quadro da imagem sagrada.

A cerimônia de coroação realizou-se na Praça de Bolívar, em Bogotá, em 9 de julho de 1919, na presença do núncio apostólico e do presidente da Colômbia.

O bispo de Tunja, dom Eduardo Maldonado Calvo, coroou as imagens do Menino Jesus e de Nossa Senhora, e disse: “Assim como hoje os coroamos na terra, assim mereçamos ser coroados no Céu”.

“Eu peço humilde e respeitosamente aos Arcebispos e Bispos aqui reunidos, que assim como a República foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, da mesma maneira, seja consagrada solene e publicamente, por voto nacional, à Santíssima Virgem, Rainha da Colômbia”, disse ainda o bispo naquela ocasião.



Reunião ordinária do Grupo de Assessores da CNBB acontece na sede da entidade


Os assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram na segunda-feira, 24 de junho, para se dedicar ao estudo e ao debate pertinente às suas tarefas específicas na Conferência. Esta foi a primeira reunião que contou com a presença do presidente da entidade, dom Walmor Oliveira de Azevedo, que abriu os trabalhos do grupo. Também esteve presente o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella.

O foco da reunião do grupo de assessores esteve mantido na discussão e reflexão do plano quadrienal, que tem como base as Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), de 2019 a 2023, aprovadas na Assembleia Geral da CNBB. Conforme explica Secretário Adjunto de Pastoral da CNBB, padre Marcus Barbosa, a ideia é que os assessores se debrucem nele para que possam estabelecer as diversas iniciativas e atividades das Comissões para os próximos anos.

Padre Marcus apontou também a discussão de um novo grupo de assessores, uma estratégia que segundo ele ainda está bastante incipiente. A ideia é que a CNBB tenha um “núcleo de assessoria” com o objetivo de ampliar a atuação da entidade principalmente na Igreja no Brasil. “O desejo é que a gente possa ampliar essa rede de assessoria com indicação de alguns nomes que depois serão aprovados ou não pela presidência para ampliar essa rede na nossa Igreja”, apontou.

A pauta girou ainda em torno dos serviços para o Conselho Permanente, tendo em vista que os bispos que o compõe estarão presentes pela primeira vez na sede da CNBB, após a Assembleia eletiva de abril. O Conselho Permanente é constituído pela presidência, presidentes das comissões episcopais e membros eleitos dos 18 conselhos episcopais regionais. Os membros estarão reunidos até esta quinta-feira, 27 de junho, com uma pauta extensa.

Ainda segundo o Secretário Adjunto de Pastoral, o novo organograma da CNBB e a nova composição do grupo de assessores das Comissões também estiveram na pauta da reunião.





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NOTÍCIAS DA IGREJA: VATICANO E PAPA FRANCISCO

Papa à FAO: falta de alimento se combate com compaixão e vontade política


Na origem do drama da fome, o Papa apontou sobretudo a falta de compaixão, o desinteresse de muitos e uma escassa vontade social e política no momento de responder às obrigações internacionais. Francisco agradeceu "de coração" o trabalho de Graziano da Silva, que deixa a direção da FAO depois de dois mandatos.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu no final da manhã desta quinta-feira (27/06) os cerca de 500 participantes da 41ª Sessão da Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O tema em debate é “Migrações, agricultura e desenvolvimento rural”.

No início do seu discurso, o Pontífice manifestou o seu agradecimento e reconhecimento ao Diretor-Geral, José Graziano da Silva, que daqui poucas semanas concluirá o seu serviço à frente da FAO. "Obrigado de coração por seu trabalho." O Papa felicitou o sucessor, também presente na audiência, o chinês Qu Dongyu.

Desafio do "Fome Zero"


Em mérito ao tema da Conferência, Francisco afirmou que o objetivo “Fome Zero” permanece ainda um grande desafio, mesmo reconhecendo que nas últimas décadas houve um grande avanço.

O Pontífice recordou que para combater a falta de alimento e acesso à água potável, é preciso trabalhar sobre as causas que as provocam. E na origem deste drama, o Papa apontou sobretudo a falta de compaixão, o desinteresse de muitos e uma escassa vontade social e política no momento de responder às obrigações internacionais.

“A falta de alimento e de água não é um assunto interno e exclusivo dos países mais pobres e frágeis, mas diz respeito a cada um de nós. Todos estamos chamados a escutar o grito desesperado de nossos irmãos.”

Como um dos meios a nosso alcance, Francisco indicou a redução do desperdício de alimentos e de água; para isso, a educação e a sensibilização social é um investimento a curto e longo prazos.

 

O problema de um é o problema de todos


O Papa reiterou a conexão que existe entre a fragilidade ambiental, a insegurança alimentar e os movimentos migratórios.

“O aumento do número de refugiados no mundo durante os últimos anos nos demonstrou que o problema de um país é o problema de toda a família humana”, afirmou Francisco.

Para isso, é necessário promover um desenvolvimento agrícola nas regiões mais vulneráveis, fortalecendo a resiliência e a sustentabilidade do território.

O Pontífice reforçou a legitimidade da FAO como instituição para coordenar medidas incisivas, em parceria com outras organizações internacionais. “O esforço conjunto de todos fará tornar realidade as metas e os compromissos assumidos.”

O Papa concluiu reafirmando a disponibilidade da Santa Sé em cooperar com a FAO, apoiando o esforço internacional para a eliminação da fome no mundo e garantindo um futuro melhor para o nosso planeta e para a humanidade inteira.





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TERÇO DOS HOMENS


Inspirados pela Família de Nazaré, devemos ter consciência de que é o Espírito do Senhor Ressuscitado que nos une como Homens do Terço e que garante a nossa pertença a Deus.


Na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Vila Hamburguesa, São Paulo, Capital, o grupo do Terço dos Homens se reúne toda Segunda-feira, 20h00. Participe.


Veja abaixo carta do Padre Eduardo Catalfo, C.Ss.R., Reitor do Santuário Nacional de Aparecida


A MISSÃO DOS HOMENS DO TERÇO

Os Homens do Terço receberam de Deus uma missão especial. Somos chamados a construir as nossas relações familiares com os mesmos valores que marcaram a convivência da Sagrada Família de Nazaré. Nunca podemos nos esquecer de que é o diálogo que une, fortalece e aproxima a nossa família das abundantes bênçãos de Deus. Reunidos pelo verdadeiro amor familiar, estaremos sempre protegidos por Jesus, Maria e José. Nosso principal trabalho é evangelizar e transformar vidas, começando sempre através do cuidado pela nossa própria família.

Com muita simplicidade, mas de maneira igualmente sincera, nunca podemos nos esquecer de que a missão do Terço dos Homens começa na nossa própria casa. O nosso lar deve ser o nosso porto seguro. Nosso testemunho de vida cristã começa com a nossa família. Este é o ponto de partida para uma missão maior e mais abrangente. É a partir da nossa casa que somos chamados por Deus para evangelizar e para anunciar a obra da salvação realizada pelo Senhor.

Inspirados pela Família de Nazaré, devemos ter consciência de que é o Espírito do Senhor Ressuscitado que nos une como Homens do Terço e que garante a nossa pertença a Deus. Depois do aparente fracasso da cruz, os discípulos se dispersaram e se deixaram abater pelo medo e pela morte de Jesus. É o próprio Ressuscitado que novamente reúne os discípulos, devolvendo a eles a esperança e a coragem de anunciar o Evangelho.

Somos membros da família de Deus

Fomos reunidos por Deus como membros da família do Terço dos Homens. É o Espírito do Ressuscitado que nos convida ao discipulado. Seguir o Redentor para formar a família do Terço dos Homens é um convite muito especial que um dia foi a nós dirigido. Para responder positivamente a este chamado de viver a intimidade familiar com Deus, é preciso o auxílio da graça divina. O mesmo Deus que nos reúne como filhos também nos concede as forças necessárias para vivermos a harmonia familiar na nossa própria casa.

A Família de Nazaré permanece como um modelo a ser seguido por todas as famílias no mundo de hoje. Jesus, Maria e José indicam que a nossa convivência familiar deve ser marcada pela harmonia e pelo fortalecimento dos nossos laços afetivos. O amor a Nossa Senhora também está presente no coração de todos os membros da Família Terço dos Homens.

A ternura e o aconchego familiar que Jesus viveu em Nazaré nós também experimentamos por ocasião da oração do Terço dos Homens. Somos uma família em missão, e é a Família de Nazaré que sempre nos acompanha, nos une, nos fortalece. À semelhança de Maria e guiados pelo seu amor de Mãe, queremos assumir com alegria a missão de anunciar para todas as pessoas que o Reino de Deus já está entre nós.

Solidariedade e amor pelos pobres

Além da oração do Terço, uma importante missão da Família Terço dos Homens é apoiar obras de educação e de assistência social que promovam e transformam vidas, sobretudo através da caridade e do socorro aos pobres. Somos uma família em missão. Anunciamos o Evangelho de Cristo através do nosso exemplo de solidariedade e de amor pelos pobres.

Não podemos deixar de participar de projetos sociais que ajudem a fazer deste mundo um lugar melhor e mais feliz. Através de gestos concretos de caridade e de promoção humana, queremos construir um mundo mais justo para homens e mulheres livres, que experimentam a alegria e a ternura de pertencer à família de Deus.






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CATEQUESE

O PAPA FRANCISCO PARA AS CRIANÇAS DA PRIMEIRA COMUNHÃO: “JESUS NOS DÁ A FORÇA PARA CAMINHAR”


VATICANO, 27 Mai. 13 / 10:40 am (ACI/EWTN Noticias).- Na manhã de ontem, ao realizar sua primeira visita pastoral a uma paróquia de Roma, a Paróquia de Santa Isabel e Zacarias, onde presidiu a Santa Missa e deu a Primeira Comunhão a 16 crianças, o Papa Francisco remarcou que "Jesus nos dá a força para caminhar".

Em sua homilia, que foi um diálogo com as crianças que iam receber a sua Primeira Comunhão, o Santo Padre sublinhou que "Jesus caminha conosco, nos ajuda, nos guia. E também nos dá a força para caminhar. Sustenta-nos nas dificuldades e também nas tarefas da escola". Este último motivou as alegres risadas das crianças presentes.

"Esta é a vida cristã, falar com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo. Jesus nos salvou, mas também caminha conosco na vida".

Francisco recordou às crianças que "o Pai cria o mundo, Jesus nos salva e o Espírito Santo o que faz? Ele nos ama, nos dá o amor".

O Papa perguntou às crianças "como Jesus nos dá força? Isto vocês sabem", ao que eles responderam "com a comunhão".

"Com a comunhão nos dá a força", indicou o Papa, "Ele vem a nós. Mas um pedaço de pão nos dá tanta força?".

"Não", responderam as crianças, negando que se trate de um simples pedaço de pão, "é o Corpo de Cristo".

O Santo Padre indicou que aquilo que está sobre o altar parece "pão, mas não é propriamente pão, é o Corpo de Jesus".

"Jesus vem ao nosso coração. Pensemos nisso, o Pai nos deu a vida, Jesus nos deu a salvação, nos acompanha, nos guia, nos sustenta, nos ensina. O Espírito Santo, nos ama, nos dá o amor. Pensemos em Deus assim e peçamos à Virgem, nossa Mãe que venha sempre rapidamente para nos ajudar, que nos ensine a compreender bem como é Deus".

O Papa também assinalou às crianças o exemplo da Virgem Maria, que "quando ela acabou de receber o anúncio de que seria a mãe de Jesus e também a notícia de que sua prima Isabel estava grávida – diz o Evangelho – saiu depressa, não esperou. Não disse: ‘Mas agora estou grávida, devo cuidar de minha saúde, minha prima tem amigos que poderão ajudá-la’".

"Ela ouviu algo e ‘saiu depressa’. É bonito perceber isso da Virgem Maria, nossa Mãe, que vai com pressa, porque tem isso dentro de si: ajudar. Vai para ajudar, não para se gabar e dizer a sua prima: ‘Mas escute, agora eu que mando, porque sou a Mãe de Deus!’ Não, não fez isso. Foi até lá para ajudar! E Nossa Senhora é sempre assim. É a nossa Mãe, que sempre vem imediatamente quando precisamos".

Francisco disse que "seria bom adicionar às Ladainhas da Virgem uma que diga assim: ‘Senhora que vai com pressa, rogai por nós’, porque ela vai sempre depressa, não se esquece de seus filhos".

"Quando seus filhos estão com problemas, têm alguma necessidade e a invocam, ela vai imediatamente. E isso nos dá a segurança, a segurança de ter a Mãe ao lado, sempre ao nosso lado".

O Papa pediu que "pensemos nesta graça da Virgem de estar perto de nós sem nos fazer esperar. Ela está sempre para nos ajudar. Tenhamos confiança nisto".





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PASTORAL FAMILIAR

10 ENSINAMENTOS DO PAPA FRANCISCO


1. A importância de sonhar

Não é possível uma família sem o sonho. Numa família, quando se perde a capacidade de sonhar, os filhos não crescem, o amor não cresce; a vida debilita-se e apaga-se. Por isso, recomendo-vos que à noite, ao fazer o exame de consciência, vos ponhais também esta pergunta: Hoje sonhei com o futuro dos meus filhos? Hoje sonhei com o amor do meu esposo, da minha esposa? Hoje sonhei com os meus pais, os meus avós que fizeram a vida avançar até mim? […] Não percais esta capacidade de sonhar. E, na vida dos cônjuges, quantas dificuldades se resolvem, se conservarmos um espaço para o sonho, se nos detivermos a pensar no cônjuge e sonharmos com a bondade, com as coisas boas que tem. Por isso, é muito importante recuperar o amor através do sonho de cada dia. Nunca deixeis de ser namorados!
(Encontro das Famílias, Manila, Filipinas, 15 de janeiro de 2015)

2. A família nos ensina a abertura ao outro

As relações baseadas no amor fiel, até à morte, como o matrimônio, a paternidade, o ser filho ou irmão, aprendem-se e vivem-se no núcleo familiar. Quando estas relações formam o tecido básico de uma sociedade humana, conferem-lhe coesão e consistência. Portanto, não é possível fazer parte de um povo, sentir-se próximo, cuidar de quem está mais distante e infeliz, se no coração do homem estiverem fragmentadas estas relações fundamentais, que lhe dão segurança na abertura ao outro. […] Perante uma visão materialista do mundo, a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas oferece-lhe um canal para a realização dos seus desejos mais profundos.
(Mensagem por ocasião do I Congresso Latino-Americano de Pastoral Familiar, 5 de agosto de 2014)

3. Sem família não há humanidade

A família é importante, é necessária para a sobrevivência da humanidade. Se não existe a família, a sobrevivência cultural da humanidade corre perigo. É a base, nos apeteça ou não: a família.
(Entrevista na Rádio Catedral, Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013)

4. Ideologias que destroem a família

Existem colonizações ideológicas que procuram destruir a família. Não nascem do sonho, da oração, do encontro com Deus, da missão que Deus nos dá. Provêm de fora; por isso, digo que são colonizações. […] E assim como os nossos povos, num determinado momento da sua história, chegaram à maturidade de dizer não a qualquer colonização política, assim também como família devemos ser muito sagazes, muito hábeis, muito fortes, para dizer não a qualquer tentativa de colonização ideológica da família. […] A família está ameaçada também pelos crescentes esforços de alguns em redefinir a própria instituição do matrimônio mediante o relativismo, a cultura do efêmero, a falta de abertura à vida.
(Encontro das Famílias, Manila, Filipinas, 15 de janeiro de 2015)

5. A crise da família

A família atravessa uma crise cultural profunda, como todas as comunidades e vínculos sociais. No caso da família, a fragilidade dos vínculos reveste-se de especial gravidade, porque se trata da célula básica da sociedade, o espaço onde se aprende a conviver na diferença e a pertencer aos outros e onde os pais transmitem a fé aos seus filhos. O matrimônio tende a ser visto como mera forma de gratificação afetiva, que se pode constituir de qualquer maneira e modificar-se de acordo com a sensibilidade de cada um. Mas a contribuição indispensável do matrimônio à sociedade supera o nível da afetividade e o das necessidades ocasionais do casal.
(Exortação apostólica Evangelii Gaudium, n. 66, 24 de novembro de 2013)

6. Cada filho é um milagre

Um filho muda a vida! Todos nós vimos — homens, mulheres, que quando chega um filho a vida muda, é outra coisa. Um filho é um milagre que muda a vida. Vós, meninas e meninos, sois precisamente isto: cada um de vós é fruto único do amor, vindes do amor e cresceis no amor. Sois únicos, mas não sozinhos! E o fato de terdes irmãos e irmãs vos faz bem: os filhos e as filhas de uma família numerosa são mais capazes de comunhão fraterna desde a primeira infância. Num mundo muitas vezes marcado pelo egoísmo, a família numerosa é uma escola de solidariedade e de partilha; e destas atitudes beneficia toda a sociedade.
(Discurso à Associação Nacional das Famílias Numerosas, Vaticano, 28 de dezembro de 2014)

7. “Perder tempo” com os filhos

Quando confesso um homem ou uma mulher casados, jovens, e da confissão sobressai algo em relação ao filho ou à filha, eu pergunto: […] diga-me, o senhor brinca com os seus filhos? — Como, Padre? — o senhor perde tempo com os seus filhos? Brinca com os seus filhos? — Mas não, pois quando saio de casa de manhã cedo — diz-me o homem — eles ainda dormem, e quando volto, já estão na cama. Também a gratuidade, aquela gratuidade do pai e da mãe em relação aos filhos, é muito importante: “perder tempo” com os filhos, brincar com os filhos. Uma sociedade que abandona as crianças e marginaliza os idosos corta as suas raízes e ofusca o seu porvir.
(Discurso aos participantes na Plenária do Pontifício Conselho para a Família, Vaticano, 25 de outubro de 2013)

8. O amor supera a dificuldade

Os filhos dão trabalho. Nós, como filhos, demos trabalho. Às vezes, em casa, vejo alguns dos meus colaboradores que vêm trabalhar com olheiras. Eles têm um bebê de um mês, dois meses. Eu lhes pergunto: “Não dormiste?” Respondem: “Não, chorou a noite toda”. Na família há dificuldades, mas essas dificuldades são superadas com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Só o amor é capaz de superar a dificuldade. Amor é festa, o amor é a alegria, o amor é seguir em frente.
(Vigília de oração com as famílias, Filadélfia, Estados Unidos, 26 de setembro de 2015)

9. Nunca deixar as pazes para depois

O matrimônio é o caminho conjunto de um homem e de uma mulher, no qual o homem tem o dever de ajudar a esposa a ser mais mulher, e a mulher tem o dever de ajudar o marido a ser mais homem. Este é o dever que tendes entre vós: “Amo-te e por isso faço-te mais mulher” – “Amo-te e por isso faço-te mais homem”. É a reciprocidade das diferenças. Não é um caminho suave, sem conflitos, não! Não seria humano. É uma viagem laboriosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas isto é a vida! […] É normal que os esposos briguem: é normal! Acontece sempre. Mas dou-vos um conselho: nunca deixeis terminar o dia sem fazer a paz. Nunca.
(Homilia em missa com o rito do matrimônio, Vaticano, 14 de setembro de 2014)

10. A harmonia que vem de Deus

Queridas famílias, como bem sabeis, a verdadeira alegria que se experimenta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis… […] Na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus, a presença de Deus na família, está o seu amor acolhedor, misericordioso, cheio de respeito por todos. […] Só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalecem os individualismos, se apaga a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.
(Homilia na Jornada da Família por ocasião do Ano da Fé, Vaticano, 27 de outubro de 2013)

Fonte:





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Julho de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
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