segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SANTOS E CELEBRAÇÕES - OUTUBRO

SANTOS E CELEBRAÇÕES DE OUTUBRO

01 - Santa Teresinha do Menino Jesus
02 - Santos Anjos da Guarda
03 - Bem-aventurados de Soveral, Ambrósio F. Ferro e companheiros
04 - São Francisco de Assis
05 - São Benedito
07 - Nossa Senhora do Rosário
09 - São Dionísio e Companheiros - São João Leonardi
12 - Nossa Senhora Aparecida
14 - São Calixto
15 - Santa Teresa de Jesus (Teresa D´Ávila)
16 - Santa Edwiges - Santa Margarida Maria Alacoque
17 - Santo Inácio de Antioquia
18 - São Lucas, Evangelista
19 - São João de Brébeuf e Santo Isaac Jogues e Companheiros - São Paulo da Cruz.
23 - São João de Capistrano
24 - Santo Antônio Maria Claret
25 - Santo Antônio de Sant’Ana Galvão
26 - Santa Maria no Sábado
28 - São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, Padroeira do Brasil


Na segunda quinzena de outubro de 1717, três pescadores, Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, ao lançarem sua rede para pescar nas águas do Rio Paraíba, colheram a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, no lugar denominado Porto do Itaguaçu. Filipe Pedroso levou-a para sua casa conservando-a consigo até 1732, quando a entregou a seu filho Atanásio Pedroso.

Este construiu um pequeno oratório onde colocou a Imagem da Virgem que ali permaneceu até 1743. Todos os sábados, a vizinhança reunia-se no pequeno oratório para rezar o terço.

Devido à ocorrência de milagres, a devoção a Nossa Senhora começou a se divulgar, com o nome dado pelo povo de Nossa Senhora Aparecida. A 26 de julho de 1745 foi inaugurada a primeira Capela. Como esta, com o passar dos anos, não comportasse mais o número de devotos, iniciou-se em 1842 a construção de um novo templo inaugurado a 8 e dezembro de 1888.

Em 1893, o Bispo diocesano de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, elevou-o à dignidade de “Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”.

A 8 de setembro de 1904, por ordem do Papa Pio X, a Imagem milagrosa foi solenemente coroada, e a 29 de abril de 1908 foi concedido ao Santuário o título de Basílica menor.

O Papa Pio XI declarou e proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil a 16 de julho de 1930, “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”.

A 5 de março de 1967 o Papa Paulo VI ofereceu a “Rosa de Ouro” à Basílica de Aparecida.

Em 1952 iniciou-se a construção da nova Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, solenemente dedicada pelo Papa João Paulo II a 4 de julho de 1980.


SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANA GALVÃO - O primeiro santo brasileiro

Há seis meses ocorreu a canonização em terras brasileiras, do primeiro santo nascido aqui. Todos temos nos olhos e no coração as imagens de fé e alegria desse evento único da nossa história.

Foi em 11 de maio 2007, quando cerca de um milhão de pessoas testemunharam no Campo de Marte, em São Paulo, o Papa Bento XVI canonizar Frei Galvão, pronunciando a fórmula de canonização: "... declaramos e definimos como Santo o beato Antônio de Sant'Anna Galvão e o inscrevemos na Lista dos Santos e estabelecemos que, em toda a Igreja, ele seja devotamente honrado entre os santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".

As canonizações ocorrem normalmente no Vaticano, mas o Papa decidiu realizar a cerimônia no Brasil como homenagem ao país de maior número de católicos do mundo. Frei Galvão foi inscrito na glória dos Santos como: Santo Antonio de Sant'Anna Galvão.

Sua memória litúrgica ocorre em 25 de outubro. Este franciscano paulista tornou-se santo 185 anos após sua morte, ocorrida em 1822.

A Postuladora da causa de canonização do novo santo, Irmã Célia Cadorin, definiu-o como 'a ternura de Deus'. "Ele devia ser um padre, um Frei de uma delicadeza, de uma ternura, de uma bondade, sobretudo para com os pobres. Ele é o frade da oração. Tinha um coração compassivo para com os doentes e os pecadores, a todos transmitia uma paz muito grande".

O novo Santo foi 'bem normal': nada de cilícios ou penitências extremadas, mas deixou-nos belo testemunho marcado de simplicidade franciscana ao alcance de todos, mesmo hoje em dia. Viveu a santidade na vida do dia-a-dia como homem de oração, pregador, confessor, missionário popular, pedreiro e também porteiro do Convento São Francisco, no centro de São Paulo. Como porteiro, alegre e cordial, acolhia bem todas as pessoas. É reconhecido como frade da paz e da caridade. Foi também grande devoto de Maria.

O provincial dos Franciscanos de São Paulo, Frei Augusto Koenig, disse que "não basta bater palmas por termos o primeiro Santo brasileiro. É preciso imitar suas virtudes, ser missionário como ele o foi, ter amor aos pobres como ele o teve, ser pacificador, defender a justiça e salvaguardar a vida. (...) Se alguém não é simpático pelas 'pílulas do Frei Galvão' pelo menos não ridicularize, pois, enfim, Deus fez falar até a mula de Balaão" (Nm 22,28).

Frei Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822, assistido pelo superior e pelos confrades e sacerdotes, que admiravam suas virtudes e a sua vida apostólica. Foi sepultado diante do altar mor da igreja do Mosteiro da Luz.

Frei Galvão é o primeiro Santo franciscano nesta terra na qual os Franciscanos tiveram a graça de celebrar a primeira Missa. Tudo isso é significativo e nos compromete a 'recomeçar sempre de novo', com ardor e alegria em nossa missão. O mundo precisa de 'outros' Franciscos, Antônios, Galvões... Você aceita?

Frei Jorge Hartamann- OFM



Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Outubro 2013
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

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