segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA

Maria é Imaculada por graça divina, porque somente a graça divina poderia lhe conceder este privilégio, em vista de uma graça que favorecesse toda a humanidade: a encarnação de Jesus, o Filho de Deus.

Esta é a grande graça divina derramada em toda a terra. Ela é a mulher escolhida, que não ouve a voz da serpente, mas se empenha em ouvir diariamente a voz divina, condição indispensável para esmagar a forças do mal.

É Deus quem a faz imaculada, para que toda humanidade pudesse participar da bênção do Espírito de Deus, e cada ser humano pudesse ser iluminado e conduzido pelo Espírito divino.

O diálogo de Maria com o anjo, dizem os exegetas, revela Maria como uma jovem hebréia conhecedora da linguagem bíblica.

De fato, o diálogo entre o anjo e Maria está recheado de referências bíblicas, bem compreendidas por Maria. Sinal claro que se dedicava à escuta da Palavra de Deus e que tinha o costume de meditá-la no seu coração, como Lucas refere-se no seu encontro com os pastores (Lc 2,19).

Mas, é importante destacar, como acontece em toda vocação bíblica, que a iniciativa parte de Deus. Não é Maria que escolhe a vocação de ser Mãe do Salvador, mas Deus. Em sua iniciativa, Deus envia o anjo Gabriel, é Deus quem procura Maria, para que seu projeto divino aconteça na terra. Maria, ao aceitar, entra na dinâmica da iniciativa divina e responde afirmativamente: “ecce ancilla Domini”“eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra!”.

A medida que o diálogo da Anunciação vai se desenvolvendo, Maria é denominada com três “nomes”. É chamada, inicialmente, com o nome que recebera de seus pais: “Maria” — “o nome da Virgem era Maria”—. Deus age na humanidade e chama seus eleitos pelo nome humano, isto é, em sua história pessoal. Logo em seguida, lhe é chamada com nome profético: “aquela que encontrou graça diante de Deus”.

No contexto bíblico, todo nome profético tem consigo uma missão divina; no caso de Maria, ser no mundo sinal do amor divino, gerar a vida divina no mundo (maternidade).

Porque agraciada por Deus, Maria se torna para toda a humanidade o local do amor divino; nela se concentra todo amor divino pela humanidade. Por fim, o terceiro nome é dado por ela mesma: “serva” — “eis aqui a serva do Senhor” Repleta da graça divina, mas serva do Senhor.

Aqui está o sentido cristão da existência humana: acolher a graça divina para se tornar servidor da bondade divina, no meio da humanidade. Tudo é graça, tudo é dom de Deus; a retribuição humana só pode ser feita através do serviço (cf. 1Tm 4,14).

Assim, descobrimos o esquema da vida de Maria: graça e serviço. Tudo que recebe de Deus transforma em serviço. Quanto mais imaculados ficarmos, quer dizer, quanto mais vivermos longe do pecado, mais assumiremos o esquema de vida de Maria que consistia em acolher a graça divina, para transformá-la em serviço fraterno.

(Serginho Valle)


Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Dezembro 2013
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

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