quinta-feira, 1 de agosto de 2019

NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Papa Francisco nomeia Padre Jorge Pierozan Bispo Auxiliar de São Paulo


Sacerdote do clero arquidiocesano, Padre Jorge receberá ordenação episcopal em 28 de setembro

O Papa Francisco nomeou na quarta-feira, 24, o Padre Jorge Pierozan Bispo Titular de Arena e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.

Conhecido pelos fiéis como “Padre Rocha”, o Bispo eleito tem 54 anos, pertence ao clero da Arquidiocese, atua na Região Episcopal Lapa onde foi vigário episcopal por pouco mais de dois anos.

Em mensagem enviada ao povo de Deus, Padre Jorge afirmou que acolhe a nova missão como um chamado de Deus por meio da Igreja. “Se o Papa chama, é porque a Igreja necessita. E, se a Igreja necessita, é Deus quem chama”.

Padre Jorge afirmou, ainda, seu desejo de, sob a orientação do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, e com os demais bispos auxiliares, o clero, homens e mulheres de boa vontade, empenhar-se “na tarefa de levar as almas a Deus, atento à caminhada que se está percorrendo através do Plano de Pastoral e do sínodo arquidiocesano”.

A ordenação episcopal do Padre Jorge será celebrada no dia 28 de setembro, às 16h, na Catedral da Sé.

QUEM É O PADRE JORGE PIEROZAN

Filho de Aristides Pierozan e Zenaide Lusa Pierozan, Padre Jorge nasceu em 10 de agosto de 1964, em Vanini (RS). Já foi circense e é sargento da reserva do Exército Brasileiro.

É bacharel em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (RS) e licenciado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Foi ordenado Diácono em 23 de setembro de 1996, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa, na zona Oeste. Como Diácono, colaborou na Capela Nossa Senhora Aparecida do Portal dos Bandeirantes e na Paróquia Santo Estevão Rei, da Vila Anastácio. Coordenou a Pastoral Vocacional da Região Episcopal Lapa durante os anos de 1995 e 1996. Ao mesmo tempo foi secretário regional do Curso de Teologia para Agentes de Pastoral.

Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 24 de maio de 1997, na Paróquia São Brás, em Vanini, sua terra natal.

Padre Jorge foi Pároco da Paróquia Santíssima Trindade, no Setor Rio Pequeno, de 1997 a 2010.Então, foi transferido para a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Setor Butantã, onde é pároco atualmente.

É, ainda, Vice-Presidente da Pastoral dos Nômades do Brasil, Assistente Eclesiástico para a Comunidade “Voz dos Pobres” e membro do Conselho de Presbíteros da Arquidiocese.

Desde janeiro de 2015, é Vigário Geral na Região Episcopal Lapa. De fevereiro de 2017 a março de 2019, também exerceu a função de Vigário Episcopal na mesma Região.

Mensagem do Padre Jorge Pierozan ao Povo de Deus por ocasião de sua nomeação como Bispo Titular de “Arena” e Auxiliar para a Arquidiocese de São Paulo

Seja sempre louvado o nome santo de Nosso Senhor Jesus Cristo! Hoje, 24 de julho de 2019, foi tornada pública a nomeação realizada pelo Santo Padre, o Papa Francisco, dando ciência de minha nomeação como Bispo Titular de “Arena” e Auxiliar para a Arquidiocese de São Paulo.

Passado o impacto primeiro, causado pela surpresa que tal evento causa na caminhada sacerdotal, me vem à mente o diálogo com um experiente Bispo que, certa feita, disse assim: “Se o Papa chama, é porque a Igreja necessita. E, se a Igreja necessita, é Deus quem chama. E, aos chamados de Deus, é sempre importante dizer sim! ”

Eu sei. Já aprendi: Deus não me amaria menos se eu dissesse “não”, mas eu quis dizer “sim” e, então, com a simplicidade que me acompanha, ao mesmo tempo em que desejo assinalar a necessidade das orações de todos, arrisco-me consignar a boa vontade de ajudar pastoral e espiritualmente as almas a mim confiadas nesta querida Arquidiocese.

Sob a orientação segura do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, nosso Arcebispo Metropolitano e com a valiosa colaboração de Dom José Roberto, Dom Carlos, Dom Eduardo, Dom Devair, Dom Luiz Carlos e Dom José, e com o apoio do Clero e de muitos homens e mulheres de boa vontade, quero empenhar-me na tarefa de levar as almas a Deus, atento à caminhada que se está percorrendo através do Plano de Pastoral e do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo.

Com obediência - bem rezada, meditada e livre – e com alegria – que são dois importantes frutos do Espírito Santo, segundo o que se lê na Carta de São Paulo aos Gálatas: “o fruto do Espírito é o amor, alegria, paz, paciência, bondade, lealdade, fé, mansidão, continência” (cf. Gl 5,22-23a), coloco-me nas mãos do Pai, para “viver no Espírito e caminhar no mesmo Espírito” (cf Gl 5,25), buscando conformar a vida a Jesus Cristo, apesar de minha pequenez e fragilidade.

Qual filho pequenino, abandono-me nos braços de Nossa Senhora, a mulher do sim irrestrito, para que ela não se canse de interceder por alguém que sempre a tem invocado, pleno de confiança; que ela me ajude a superar os medos, me transmita sempre tão grande força e coragem que beirem o tamanho de minha fé!

Convido para a Santa Missa durante a qual acontecerá minha Ordenação Episcopal e que terá lugar na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Assunção (Sé), dia 28 de setembro, um sábado, às 16h.

Por fim, abençoo a todos. Rezemos uns pelos outros. Rezemos sempre!

NOTA DE PESAR E SOLIDARIEDADE

A Arquidiocese de São Paulo se solidariza com os Padres e Irmãos Camilianos e oferece suas orações e súplicas pelo Padre Leocir.


A Arquidiocese de São Paulo lamenta com profundo pesar o falecimento do Padre Leocir Pessini, Superior Geral da Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), nesta quarta-feira, 24. Padre Leocir nasceu em 14 de maio de 1955, em Santa Catarina. Professou os votos perpétuos em 1978, sendo ordenado sacerdote em 1980. Desde 22 de junho de 2014, era o 60º superior geral dos Camilianos. Como professor e pesquisador, Padre Leocir contribuiu com o aprofundamento da reflexão sobre temas de Teologia Moral e Bioética, além de presidir as Organizações Camilianas no Brasil. O velório acontecerá na quinta-feira, 25 de julho, a partir das 12h, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia (Av. Pompeia, 1250, Pompeia). Na sexta-feira, 26 de julho às 9h, será celebrado o funeral, com missa de corpo presente na mesma igreja.
A Arquidiocese de São Paulo se solidariza com os Padres e Irmãos Camilianos e oferece suas orações e súplicas pelo Padre Leocir. Deus o recompense na eternidade por seu testemunho de fé e pelo serviço realizado à Igreja e à sociedade e lhe dê vida em abundância.

São Paulo, 24 de julho de 2019

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Julho de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
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NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

D. Amilton: “Buscarei colaborar nas reflexões e decisões na missão da vida religiosa consagrada”


O portal da CNBB entrevistou o bispo auxiliar de Curitiba e agora membro da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, dom Amilton Manoel da Silva. O prelado foi nomeado para o posto recentemente pelo Papa Francisco e entre os novos membros da Congregação é o único brasileiro.

Na entrevista, dom Amilton disse que sua indicação representa a confiança e o apreço do Papa Francisco pelo episcopado brasileiro. Prometeu que nas reuniões levará os anseios de todos os que acreditam em uma consagração para o serviço e não de ‘poder’ ou ‘status’: “Buscarei colaborar nas reflexões e decisões pautando-me no ser e na missão da vida religiosa consagrada, segundo os documentos conciliares”, disse.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

 O que representa para a Igreja no Brasil essa indicação do Papa Francisco?

Em primeiro lugar representa o apreço do Papa Francisco pelo episcopado brasileiro. Olhando o histórico da CNBB, vemos que centenas de bispos já prestaram e prestam uma colaboração significativa na cúria romana. Nesse serviço à Igreja, os bispos brasileiros têm se mostrado disponíveis e deixado marcas de seriedade na missão que lhes é confiada. Dessa forma, as nomeações tem sido uma expressão de confiança, por parte do santo padre.

Significa também que a Igreja continua “apostando” na vida religiosa consagrada, uma vez que sua missão é inigualável, de gerar vida e santidade nos seus membros e em todo Corpo Místico de Cristo, como definiu o Concílio Vaticano II (LG 44). Nesse sentido, ela não pode se estagnar, se acomodar, ou ficar girando em torno de suas dificuldades, pois deixará de ser profética e testemunha do reino.

Já foi dito que a história do Brasil precisa ser contada elencando a efetiva participação da vida religiosa consagrada, em todos os seus segmentos. De fato, somos um país agraciado com dezenas de Congregações e Institutos, e um número elevado de consagrados (as). Esse resultado, por um lado é gratificante, mas por outro, nos compromete com a unidade e com ações que promovam o cuidado com a vida em todas as suas etapas. Creio que o santo padre está atento a isso e deseja uma continuidade evangelizadora qualitativa.

Qual é a sua expectativa em relação ao trabalho na Comissão?

Como membro da Congregação, nomeado recentemente, ainda não tenho claro a minha função, mas sei que estarei representando, de modo particular, a vida religiosa consagrada do Brasil; tenho consciência que se trata de uma grande responsabilidade. Nas reuniões, levarei os anseios de todos os que acreditam numa consagração para o serviço e não de poder ou status. Buscarei colaborar nas reflexões e decisões pautando-me no ser e na missão da vida religiosa consagrada, segundo os documentos conciliares.

Minhas expectativas não se diferem dos milhares de religiosos (as) do Brasil e do mundo, pois sou bispo religioso. Elas se cruzam com o desejo do papa Francisco, que é jesuíta e desde o início do seu pontificado tem apresentado essas e outras expectativas:

  • Que essa Comissão indique meios que levem as Congregações religiosas a não perderem jamais o referencial da consagração: Jesus Cristo;
  • Que ajude os consagrados (as) a investir nos valores que dão o verdadeiro sentido à entrega: experiência de Deus, vida comunitária e missão;
  • Que alimente o ardor missionário que um dia levou fundadores (as) a agirem com ousadia e “teimosia”, por causa do evangelho;
  • Que reacenda nos consagrados (as) a compaixão e o serviço aos mais pobres e necessitados;
  • Que favoreça a redescoberta do carisma, da pessoa, de projetos comunitários, em sintonia com a caminhada da Igreja, e nem tanto a “salvação” das obras.
  • Que indique horizontes aos religiosos (as), uma vez que são “sentinelas do amanhã”, e devem despertar o mundo com sua alegria.
Mais do que respostas, espero que essa Comissão suscite perguntas, não permitindo que os (as) consagrados (as) se conformem com sua vida doada e com as seguranças que dela deriva, mas se deixem provocar pelas novidades e apelos de Deus que emergem da sociedade atual. Pois, somente dessa forma é que as vocações virão, e os jovens se sentirão motivados a esse estilo de vida, entendendo que as respostas se darão na medida em que consagrarem por inteiro, perdendo a vida para ganhá-la (cf. Mt 16,25; Mc 8,35).





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NOTÍCIAS DA IGREJA: VATICANO E PAPA FRANCISCO

Brasileira é nomeada a nova vice-porta-voz do Papa Francisco

Pontífice insistiu que uma mulher assumisse o cargo


Cristiane Murray, nascida no Rio de Janeiro, foi nomeada como a nova vice-porta-voz do Papa Francisco. O anúncio foi realizado nesta quinta-feira (25) pela Santa Sé.

A brasileira é formada em Administração de Empresas e Marketing pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) e ingressou na Rádio Vaticana em 1995, fazendo parte da equipe que transmite programas diários e é responsável pelo portal Vaticano em português nas redes sociais.

Papa: a importância dos avós na transmissão da fé e humanidade


O precioso papel dos avós na família e na sociedade: o Papa enfatizou isso muitas vezes, sobretudo ao dirigir-se aos jovens. E o fez mais uma vez neste dia 27, por ocasião da festa litúrgica de São Joaquim e Santa Ana.

Cidade do Vaticano

A Igreja recorda neste dia 27 de julho São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem Maria, avós de Jesus. Para a ocasião, o Papa Francisco deixou a seguinte mensagem no Instagram:

"Hoje, festa de São Joaquim e de Santa Ana, em muitos países é celebrado o Dia dos Avós. Quão importantes são eles na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade!"




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CATEQUESE

A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA


Ser catequista é uma vocação de serviço na Igreja. Sua vocação se encontra espalhada em meio a toda ação da comunidade. É um dom que recebemos do Senhor e com alegria o transmitimos. O dom que o Pai nos oferece em Cristo é o amor mais real que se possa imaginar. Nós o recebemos como um chamado de Deus para transmitir o que o Senhor anunciou, o seu primeiro anúncio, ou querigma, o dom que mudou a nossa vida. Por isso, somos chamados a levar o anúncio a todas as pessoas para que ele também possa causar transformações em suas vidas.

A vocação do catequista tem sua raiz inserida na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de Deus, segundo as nossas condições. Somos Chamados por Deus para o anúncio da sua Palavra, para ser testemunha dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem. É viver e anunciar a boa-nova do amor do Senhor: «Jesus ama-te verdadeiramente, tal como és. ”

A missão do catequista se transforma em um caminhar constante, um itinerário que vai se fazendo a partir de Cristo e com Cristo, deixando que Ele se torne o centro de nossa vida, que nos faça arder o coração com seu olhar atento e perspicaz, um olhar que nos convida a sair de nós mesmos e nos fazermos próximos dos outros.

Parece um caminho difícil. Precisamos de coragem para entrar no barco da vida e ir em busca do extraordinário que acontece em meio à simplicidade do nosso cotidiano. Muitas vezes, no ritmo frenético que caminhamos, com experiências cada vez maiores das exigências que nos cercam, acabamos por não dar atenção àquelas realidades que nos educam para uma visão mais ampla da vida.

Nas várias fases de nossas vidas estamos a nos perguntar: quem somos, o que nos faz realmente feliz, o que faço da minha vida? Como estou para Deus? São perguntas da nossa existência e das nossas razões que norteiam nossas escolhas. Estamos sempre a procura de Deus. Somos suas criaturas. Seu desejo está inscrito em nossos corações. Somos sempre atraídos a Ele e por Ele. Para entender a Ele e a seus sinais, necessitamos da fé. E a cada experiência da vida nos leva em direção a Ele. Somos conduzidos em direção ao mistério da fé.

Percorrendo o itinerário no mar da vida, damo-nos conta de que o que estamos fazendo na vida diz respeito ao modo como Jesus viveu. Vivemos o que herdamos dele e das primeiras comunidades que bem souberam apreender o seu modo de vida. Crer no Ressuscitado é um processo que pode durar anos.

A fé em Cristo vai despertando em nosso coração de forma frágil e humilde. Precisamos de tempo.

O catequista, ao ser chamado a fazer ecoar a Palavra de Deus, vai junto com Cristo e se doa dando o seu testemunho que é sustentado pela certeza do amor do Cristo que se dispõe a nos doar, a fim de nutrir o crescimento espiritual de outras pessoas e de nós mesmos. Vamos juntos fazer a experiência de Deus. É ela a matéria-prima da nossa prática catequética.

Não há um conteúdo que seja mais importante. Cada conteúdo da fé torna-se perfeito, quando ele se mantém ligado ao centro que é Jesus Cristo; quando ele se apresenta permeado pelo anúncio pascal; mas se, pelo contrário, se isolar, perde sentido e força.

No dia a dia vamos deixando nossa vocação despertar e se transparecer. Pode ser através do gosto pela catequese, busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a nossa sociedade; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da Igreja. Vamos porque sempre tem e terá alguém esperando.

Vamos catequizar! Catequizar é aproximar, escutar, estar junto, participar é sofrer e alegrar com alguém ou para alguém. Este alguém pode ser a criança, o jovem, o adulto, o velho, o enfermo, o menor carente, ou uma pessoa que necessita de nossa atenção. Vamos caminhar e se deixar encontrar com Jesus Cristo. No encontro pessoal faremos a experiência de conviver com alguém que nos pode ajudar a conhecer-nos com mais verdade, despertando o que há de melhor em nós. Ele nos pode levar ao essencial, nos convida a reorientar tudo para uma vida mais digna, mais generosa, mais humana.

Catequistas, procuremos abastecermos nas fontes do Cristo crendo nEle, seguindo-o e fazendo-se um continuador de sua obra, participando da sua vida em comunidade. Continuemos nossa jornada alimentados pela fé e pela esperança. Parabéns a todos os/as catequistas pelo nosso dia, que celebramos no dia 27 de agosto.

Valorizemo-nos! Não deixemos a palavra de Deus morrer afogada no poço do medo, da insegurança, do comodismo. Sejamos criativos sem medo de sair dos próprios esquemas. Sejamos profetas, porta-vozes de Deus

Neuza Silveira de Souza
Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de BH




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PASTORAL FAMILIAR

A FAMÍLIA E AS VOCAÇÕES


A vivência familiar é componente fundamental da formação das pessoas, de modo que, o adulto que se chega a ser, deve-se em grande parte à formação que se teve em seu lar. Deste modo, é no âmbito familiar que primeiro se desperta para uma vocação. A instrução dos pais, na fé, é de suma importância para que os jovens estejam abertos ao convite de Deus: “Vem e segue-me”.

Contudo, o mundo de hoje é cada vez mais insensível à voz de Deus, porque se apega demasiadamente ao “aqui e agora” fechando-se ao Eterno. Assim, nota-se cada vez menos na sociedade, famílias que vivam profundamente a fé e estejam abertas para o chamado de Deus. Esse é um fator que contribui para certo “desinteresse vocacional” experimentado atualmente: há vocações, mas se poderia dar mais a Deus.

Os primeiros ensinamentos cristãos, o testemunho dos pais de amor à Igreja e às vocações, a transmissão de valores, a participação assídua dos sacramentos, a inserção na comunidade, a vida de oração em família, e assim por diante, são coisas de direito dos filhos, pois contribuem em muito para a construção de seu caráter e discernimento da vocação. A vivência saudável da vocação dos pais deve favorecer que seus filhos descubram e nutram a sua própria vocação. A família é vontade de Deus e Ele quer servir-se dela para constituir operários para a sua colheita.

Prova disso, é que no seio familiar se nutriram e cresceram grandes santos como São João Maria Vianney, que desde tenra idade se mostrou diligente à instrução na fé por parte de sua piedosa mãe; dentre os irmãos era quem mais correspondia aos seus ensinamentos. Aliás, o próprio Deus feito homem quis crescer em estatura, sabedoria e graça no lar de Nazaré sob a assistência de Maria e José, seus exímios pais, em vista de sua missão.

Entretanto, a família tem sido progressivamente influenciada de forma negativa pelo mundo, de maneira tal que cresce a indiferença para com Deus e as práticas cristãs. Não se pode negligenciar o quanto isso afeta as vocações. Hoje parece não fazer sentido algum doar a vida pelo Reino de Deus, pois se olha para as privações e não para o que se ganha. Antigamente, as famílias eram numerosas e se sentiam honrados os pais que tinham filhos padres ou religiosos. Hoje, porém, os pais não querem ter muitos filhos e, além disso, não querem “perdê-los” para Deus. Ademais, se pensa nos netos que não terão caso seus filhos se consagrem ao Senhor.

Deus quis precisar de homens e mulheres que unidos a Ele, o Bom pastor, conduzam seu rebanho à vida eterna, pois: “Ao ver a multidão teve compaixão dela, porque estava cansada e abatida como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: ‘A colheita é grande, mas poucos os operários! Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie operários para a sua colheita’” (Mt 9,36-38). Desta forma uma das tarefas primordiais da família é a oração pelas vocações, e por que não rezar para que seus filhos sejam esses pastores?

Portanto, nas famílias se deve cultivar uma vida de oração em conjunto e um eficaz incentivo ao discernimento vocacional dos filhos, de modo que os jovens se perguntem, de coração aberto, ao menos uma vez na vida: Será que Deus me chama ao sacerdócio? Ou à vida consagrada? Ou à vida religiosa?





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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO

A vocação agostiniana

A vida em comunidade é a verdadeira e única vocação agostiniana.
Ela se concretiza no fato da comunidade viver uma só alma e um só coração dirigidos para Deus, tendo tudo em comum.


Deixe-me voar para Vós, meu Deus e Senhor...

SER AGOSTINIANO HOJE

Santo Agostinho instaura na Igreja de sua comunidade a experiência das primitivas comunidades, aquelas encontras no próprio Evangelho. É o que ele diz no início de sua Regra:

“Para isto vos reunistes em comunidade. Vivei unidos numa só casa e tende uma só alma e coração dirigidos para Deus”.

Agostinho concebia a vida religiosa como um grupo de amigos que se reuniam para chegar à posse da Verdade, que é Deus. Lendo a Regra, vê-se que, na sua concepção, cada membro tinha uma função dentro do grupo, todos, porém, “uma só alma e coração”.

Todos deviam ajudar-se para construir uma comunidade de vida, de ideais, de interesse religiosos e humanos, em perfeita comunhão. Enfim, uma verdadeira comunidade de irmãos e amigos, tendo em vista uma única meta, caminhando na mesma direção e em íntima colaboração para a integração do grupo.

O núcleo da concepção agostiniana da vida religiosa está na tomada de consciência da unidade e da comunhão interior entre os irmãos. Isto leva a ter em conta os valores, a mútua ajuda, evitando o egoísmo.

Nas Confissões, Agostinho nos fala de seu ideal, anterior à conversão:

“Éramos muitos os amigos que trazíamos o espírito agitado. Falávamos com aborrecimento dos dissabores tumultuosos da vida humana. Já quase tínhamos resolvido viver sossegadamente, retirados da multidão.

Tínhamos projetado aquele sossego deste modo: se alguma coisa possuíssemos, juntá-la-íamos para uso comum, combinando formar de tudo um só patrimônio, de tal forma que, por amizade sincera, não houvesse um objeto deste, outro daquele, mas se tudo se tivesse uma só fortuna, sendo tudo de cada um e tudo de todos”(Conf., 6,14).

Após a conversão escreve a Leto que duvidava em seguir sua vocação:

“Cada um procure amar aquela sociedade e comunhão, como está escrito: Não existia entre eles senão uma só alma e um só coração. Desta forma, tua alma não é tua, mas de todos os irmãos. As almas deles são tuas, ou, melhor, suas almas com a tua, não são almas, mas uma só alma, única, de Cristo" (Epist. 243,4).

Mais claro ainda, neste trecho:

“Não vivem em união senão aqueles nos quais está a perfeita caridade de Cristo. Muitos irmãos vivem só corporalmente unidos. Quem vive na unidade? Aqueles dos quais está escrito: Tinham uma só alma e um só coração dirigidos para Deus e ninguém tinha nada próprio, mas tudo lhes era comum” (Enarrationes in Os. 132(12).

Aí está a chave para compreender a comunidade agostiniana. Para Agostinho a experiência de vida religiosa está penetrada por esta dimensão comunitária. É um ponto de partida sumamente bíblico.

Para construir esta comunidade exige-se o fundamento da caridade. Vivendo a caridade, os irmãos:

  • dedicam-se a mútuas atenções, como filhos de Deus e irmãos de Cristo; 
  • entregam sua vida e tudo o que lhes pertence ao serviço do amor; 
  • aceitam-se mutuamente;
  • sabem perdoar;
  • praticam com delicadeza a correção fraterna e 
  • ajudam-se com orações.
  •  
O ideal da comunidade agostiniana é realizar uma convivência em Cristo, reproduzindo, de acordo com as exigências de cada tempo e lugar, o que vem descrito nos Atos dos Apóstolos.

Este é o ideal, bíblico e humano, que a Santo Agostinho e a Ordem dos Agostinianos Recoletos propõe aos jovens de hoje.

Num mundo dilacerado por separações provenientes dos mais variados conflitos, mas que anseia pela paz e compreensão, podemos oferecer aos jovens e homens de boa vontade a possibilidade de uma realização humana, eclesial e religiosa, que leva em conta as mais profundas aspirações do coração humano.

 ...

Regra é o documento
fundacional de um instituto religioso.
Regra de Santo Agostinho é uma das mais antigas e mais populares de todas as regras.

Confissões é o livro em que Agostinho "confessa"
- seus pecados
- seu amor por Deus e
- seu louvor ao Criador.

O ideal de Santo Agostinho inclui: ninguém ter nada próprio: tudo é comum a todos.

Os agostinianos realizam sua convivência comunitária em Cristo.

O ideal de Santo Agostinho é um ideal humano e bíblico.
Ele leva em conta as mais profundas aspirações do coração
humano.







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