segunda-feira, 2 de março de 2015

CATEQUESE

 O NOSSO IRMÃO MAIS VELHO: JESUS CRISTO (*)

O sonho  e a profecia anunciados pelos profetas e pregados intensamente por João Batista têm um só nome: Jesus de Nazaré, nascido da Virgem Maria.

Toda a catequese tem que se confrontar eficazmente com o catequista modelo. Sem a experiência que os apóstolos e as multidões fizeram no seguimento do Mestre, a catequese pode-se debater e perder-se na superficialidade.

O caminho percorrido por Jesus junto aos empobrecidos galileus é, para todos os educadores da fé, a meta a ser alcançada.

1.  ELE NASCEU POBRE

O nascimento de Jesus à margem de Belém tem um sentido desafiador para o catequista. O estábulo torna-se, para o educador da fé no Brasil, uma lição questionadora. Ele ilumina a situação em que nascem milhões de irmãs e irmãos nossos. A cocheira, hoje, chama-se: favela, cortiço, barraco, acampamento dos sem-terra. Eles continuam nascendo e vivendo em estábulos feios, sujos, imundos, quando deviam viver dignamente em suas casas.

O nascimento de Jesus numa estrebaria imunda continua uma fria e desumana realidade. São produtos da corrupção, da exploração. Num país acarpetado de ouro, os brasileiros continuam nascendo nas estrebarias, nas cocheiras dos casebres da pobreza. Isto deve irritar o rosto paterno e materno de Deus!

2.  E PÔS AO LADO DOS EXCLUÍDOS

Ele podia ter nascido num palácio. Mas nasceu à margem da cidade, como um favelado. Assumiu a periferia do mundo e a miséria. E as autoridades, os governantes e até seguidores de Jesus continuam insensíveis ao choro das crianças na sujeira. A humanidade não aprendeu a lição do presépio.

Mas Jesus assume, desde o nascimento até a cruz, o amor aos pobres. O Reino não é semelhante a um palácio. É uma comunidade de irmãos, cujo centro é Jesus, o pobre, o profeta, o servo. E começa a chamar os membros do Reino. Quem serão? Os dos palácios? Não. Os poderosos? Não. Os endemoninhados, as mulheres, os leprosos, os paralíticos, os defeituosos, os excepcionais, os pecadores, as crianças e os pagãos. Os excluídos da sociedade e das Igrejas.

Por causa deles Jesus vai gastar seu tempo, saúde e vida.  Somente alguém vindo do céu podia agir desse modo. Quem, hoje, seria capaz de chamar alcoólatras, drogados, divorciados, prostitutas, aidéticos, cancerosos, negros e índios para formar com eles a verdadeira e única comunidade e família de Deus? Somente quem faz de Cristo seu caminho pode agir desta forma.

3.  E FOI LEVADO AO MARTÍRIO CRUEL

Esta atitude de grande catequista do amor levou Jesus a ser criticado, difamado e ponto de discórdia nas cidades e entre as seitas religiosas. Os grandes não se converteram ao Reino. Rejeitaram sistematicamente as propostas libertadoras de Jesus. Seu amor aos excluídos escandalizou-os. E diziam: “Deus não pode agir deste jeito!” Ele devia continuar continuar  a aperfeiçoar a severidade da lei que excluía os pobres e os galileus. Não se admitia que Deus pudesse amar tanto e com tanta intensidade os excluídos  do mundo e do Reino. E a cruz  se fez caminho de amor e libertação. O martírio é meta para a qual se orientam os esforços dos educadores da fé, a fim de alcançar a fraternidade em nosso país.

TEXTOS A SEREM APROFUNDADOS

Jesus anuncia o Reino: Mc 1,14-15; Jesus chama auxiliares: Mc 1,16-20; chamado: Mc 1,21-45;2,1-28; Jesus é caluniado: Mc 3,22-30; organiza: Mc 3,31-35.

Trabalhos em grupos

Trazer imagens de Jesus Cristo que o grupo tem em casa e apresentá-las, dando-lhes sentido.

1)  Teatralizar os sinais do Reino(Mt 11,1-6; Is 29,17-24; 35,1-10).
2)  Teatralizar como Ele catequizava as crianças(Mc 9,33-37; 10,13-16).
3)  Encenar como catequizava os jovens(Mc 10,17-31).
4)  Teatralizar as “Tentações de Jesus”(Lc 5,1-13) e as nossas tentações.
5)  Encenar como tratava as pecadoras públicas (Lc 7,36-50).
6)  Recolhidos numa sala ou igreja, os membros do grupo meditam a “Parábola do bom samaritano”, tirando conclusões sobre quem hoje está caindo nas mãos dos ladrões e quem os está libertando e ajudando.
7)  Organizar um momento de oração sobre “Vigilância e dedicação ao Senhor”(Lc 12,35-48).
8)  Através de símbolos correspondentes, apresentar as “Parábolas do Reino”(Mt 13,1-58).
9) Mostrando as cruzes pesadas da mulher, da viúva, dos desempregados, presos, doentes, cegos, sem moradia, ler Mt 16,24-28), dando o sentido da cruz e denunciando aqueles que sobrecarregam o povo de taxas, impostos desviam o dinheiro do povo com a corrupção.

(*) CANSI, Bernardo. Vamos conhecer e amar a catequese. Petrópolis, RJ, Vozes, 1994, p. 22-24.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

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