sábado, 5 de novembro de 2016

REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO


Morte e Ressurreição

“Aos cristãos não é poupado o sofrimento, aliás, a eles cabe um pouco mais, porque viver a fé expressa a coragem de enfrentar a vida e a história mais em profundidade. Contudo só assim, experimentando o sofrimento, conhecemos a vida na sua profundidade, na sua beleza, na grande esperança suscitada por Cristo crucificado e ressuscitado”.

“O Cristo ressuscitado dos mortos, que espalha sobre os homens sua luz e sua paz. Ele que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.”

A vida eterna é que dá sentido à vida humana, ao empenho ético, à entrega generosa, ao serviço abnegado, ao esforço por comunicar a doutrina e o amor de Cristo a todas as almas. A esperança cristã no céu não é individualista, mas refere-se a todos [6]. Com base nesta promessa, o cristão pode estar firmemente convencido de que “vale a pena" viver a vida cristã em sua plenitude. «O céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva» (Catecismo, 1024); assim o exprimiu Santo Agostinho nas Confissões: «Fizestes-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração está inquieto até descansar em ti» . A vida eterna, com efeito, é o objeto principal da esperança cristã.


«Os que morrem na graça e na amizade de Deus e estão perfeitamente purificados, viverão para sempre com Cristo. Serão para sempre semelhantes a Deus, porque O verão “tal como Ele é" (1 Jo 3,2), “face a face" (1 Cor 13,12)» (Catecismo, 1023). A teologia denominou este estado de “visão beatífica". “Em virtude da sua transcendência, Deus não pode ser visto tal como é, senão quando Ele próprio abrir o seu Mistério à contemplação imediata do homem e lhe der capacidade para isso" (Catecismo, 1028). O céu é a expressão máxima da graça divina.

Por outro lado, o céu não consiste numa pura, abstrata e imóvel contemplação da Trindade. Em Deus o homem poderá contemplar todas as coisas que, de algum modo, fazem referência à sua vida, gozando delas e, em especial, poderá amar àqueles que amou no mundo com um amor puro e perpétuo. «Não o esqueçais nunca: depois da morte há de receber-vos o Amor. E no amor de Deus encontrareis, além do mais, todos os amores limpos que tenhais tido na terra». O gozo do céu chega à sua plena culminância com a ressurreição dos mortos. Segundo Santo Agostinho, a vida eterna consiste num descanso eterno e numa deliciosa e suprema atividade.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro de 2016
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquiahttp://www.pnslourdes.com.br

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