domingo, 3 de novembro de 2013

O DÍZIMO

REFLEXÃO SOBRE O DÍZIMO NO FINAL DO ANO LITÚRGICO

No último domingo do tempo comum que encerra o ano litúrgico, a liturgia nos propõe a celebração de Jesus Cristo Rei do Universo e nos recorda o grande acontecimento anunciado a toda a humanidade: o fim do mundo, a volta gloriosa de Cristo e o Juízo Final.

Quando lançamos um olhar retrospectivo percebemos que nos últimos 100 anos foram descobertas muitas facilidades que criaram um grande conforto para a vida moderna: o uso generalizado da energia elétrica, da água encanada e das redes de esgotos – falando apenas das mais básicas, – o que alterou para muito melhor a qualidade de vida dos seres humanos.

Mas estes tempos modernos que nos oferecem tantos confortos materiais inexistentes há pouco mais de um século e que não param de inventar dia-a-dia novos produtos que simplificam e facilitam a nossa vida, acabaram também por desviar a atenção das pessoas das realidades definitivas da existência. Hoje nos preocupamos em adquirir o carro mais moderno, o computador mais recente, o equipamento de som, o televisor.

Queremos nos submeter aos tratamentos de saúde e de rejuvenescimento e pretendemos adiar o momento da morte a qualquer custo. Não temos tempo ou interesse em refletir sobre o fim desta nossa vida e menos ainda em nos preparar para a eternidade. Mas todos nós temos a consciência da transitoriedade da vida, ainda que tentemos de todas as formas camuflar a nossa realidade finita.

O que a liturgia nos propõe, portanto, nesta sua dimensão escatológica – isto é – nesta sua advertência às realidades últimas: morte, juízo, inferno ou paraíso – é a imperiosa necessidade de vivermos segundo os ensinamentos do Evangelho. De sermos verdadeiramente cristãos. É possível afirmar, pois, que a comunidade que tem o Dízimo como a sua principal fonte de sustentação para a evangelização pode ser considerada comunidade fiel e atenta a estas realidades últimas da existência.

Pensando exclusivamente com a lógica humana o Dízimo seria uma loucura e o Dizimista, um louco – alguém que livremente deposita na Igreja uma parcela de seus ganhos mensais. Mas o verdadeiro dizimista tem consciência que a sabedoria de Deus é considerada loucura para o mundo e o dizimista sabe também que uma das formas de vestir os nus, atender aos enfermos e assistir aos necessitados acontece através do Dízimo que deposita mensalmente em sua comunidade.


É consolador para o dizimista reconhecer que com o Dízimo servimos à Igreja de Deus e aos irmãos!

Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Novembro 2013
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

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