quarta-feira, 3 de junho de 2015

CONHECENDO OS NOSSOS PAROQUIANOS

Dia de Pentecostes. Ao entrevistarmos nossa família paroquiana, neste dia tão especial e marcante para nós católicos, me dei a liberdade de colocar um título: “Celebrando Pentecostes”.

Sim, temos vários motivos para celebrar com eles, com vocês. Primeiro, que não foi uma entrevista, foi um testemunho de fé. Segundo, porque são a prova viva de que o Espírito Santo operou milagres em suas vidas e opera também na nossa diariamente, mesmo que a gente não perceba!

Carlos e Márcia Campos são de Arapitanga, Mato Grosso. Ela de família católica, tinha apenas 16 anos, era da RCC, muito atuante com os jovens de sua paróquia(Nossa Senhora de Fátima) e com um programa de rádio também voltado a eles, chamado “Ouça a Juventude”. Carlos, com 19 anos, era de família evangélica, mas não a freqüentava. Trabalhava e também vivia para as coisas mundanas. Dizem que os opostos se atraem. Numa festa de 15 anos eles se conheceram, começaram a namorar e tudo foi ficando tão sério que surgiu a gravidez de sua filha Karla.

Para Márcia, aquilo representou o fim como fervorosa atuante na Igreja, pois como ela explicar aos jovens que sejam castos até o casamento e que se preservem, se ela não tinha dado o exemplo? Culpou-se, julgou-se muito por isso e se afastou da Igreja por 18 anos.

Carlos assumiu as responsabilidades da nova família com Márcia: casaram-se no dia 24/01/1997. Antes ele foi batizado e fez a primeira comunhão apenas para seguir o protocolo. Como ele trabalha em um grande frigorífico, passa alguns anos em uma Cidade/Estado e é transferido periodicamente para outro lugar. Moraram a primeira vez próximo à nossa paróquia, de 2004 a 2007. Tiveram também Felipe, hoje com 5 anos.

Em todos esses anos, Márcia mesmo afastada da Igreja foi uma esposa dedicada, mãe amorosa e sempre sofreu com o estilo de vida que o marido levava: farra, bebidas, atitudes irresponsáveis. Nunca o abandonou. Chorava e também rezava por ele, bem como sua mãe, dona Matilde. Esse sofrimento todo durou 18 anos. Carlos confessa que era ambicioso, materialista, orgulhoso e que bebia muito mesmo.

Morando há um tempo novamente em nosso bairro, em 2012, Carlos sofreu um acidente de carro na Rua Clélia. Um amigo havia lhe dado de presente um chaveiro com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. No momento do acidente, a única coisa que saiu intacta do carro (com perda total) foi o chaveiro e Carlos saiu ileso sem nenhum arranhão.

Em 2013 começou a sentir tanta dor que achava até se tratar de um câncer. Foi diagnosticada uma séria hérnia de disco. Como Márcia sempre assistia a TV Canção Nova, estava apurada em seus afazeres na cozinha e Carlos se sentou na sala para ver um pouco a televisão. Era uma palestra do Padre Roger. De repente, ele profetizou que via um rapaz numa casa sofrendo com hérnia de disco e que ele iria se curar. Disse que a luz entraria na casa dele, de sua família e que as trevas sairiam. Carlos, naquele momento ajoelhou em frente à tevê, sabendo que aquelas palavras eram todas para ele e chorou muito. Márcia tomou um susto ao receber a ligação de sua mãe Dona Matilde falando sobre o que acabara de ver na televisão. Todos choraram muito e nos dias seguintes Carlos foi curado da hérnia.

Depois desse episódio, Carlos veio à nossa paróquia se confessar, pois era Semana Santa e foi até confundido como sendo padre ( ao entrar na Igreja lhe deram uma túnica!) pois estavam chegando os padres da região para ouvir as confissões. A partir daí, Carlos começou a freqüentar o Grupo de Oração, convidado pelo senhor Luís. Convidava Márcia, mas sem sucesso. Ficou indo ao Grupo sozinho durante 6 meses até que convidou sua filha Karla. Ela foi e gostou muito. O "Seu Luís" lhe ofereceu a Imagem de Nossa Senhora Aparecida para rezar em sua casa. Márcia, ao ver a imagem dentro de casa ficou muito emocionada. Irredutível em sua posição sobre ir à Igreja, nessa semana ela sonhou com Nossa Senhora e ao acordar entendeu que a Mãe veio buscá-la em casa.

Na semana seguinte quem estava no Grupo de Oração cantando com a Karla e o seu Luís na equipe de música? Márcia! Desde então fez as pazes com sua consciência, voltou a freqüentar também as missas. Seu casamento se revigorou e se fortificou no amor de Deus. Carlos já fez o Curso para Ministro da Eucaristia e se prepara para a sua posse. Lembram-se do chaveiro de Nossa Senhora Aparecida do acidente de carro? Há um ano atrás o Seu Luís o presenteou com outro chaveiro igual, mas sem saber da história. Carlos lhe revelou o acontecido e o seu Luís ficou emocionado.

Mensagem do casal aos leitores e paroquianos: O amor de Deus é incondicional, a verdadeira felicidade está em Deus. Contem sempre com a intercessão da Mãe, pois Ela nos leva pela mão!

Venha conhecer o Grupo de Oração, sempre às Quartas-Feiras, às 20h00.


Feliz Pentecostes!

Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Junho 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

NOTÍCIAS DA IGREJA: PARÓQUIA N.SRA. LOURDES

Missa dia das Mães e Missa da Família

A Paróquia celebrou com esmero o segundo domingo de maio, Domingo do Dia das Mães. Veja as fotos na galeria do nosso site: www.pnslourdes.com.br

Na missa das 19h00, além de homenagear as Mães, como era também a Missa da Família, alguns casais renovaram o seu Sim e foram abençoados pelo presidente da Celebração, Frei Marcus Vinicius (confira as fotos na galeria de fotos do nosso site).

Terço dos Homens

No dia 04 de maio aconteceu mais um TERÇO DOS HOMENS, desta vez com a presença especial do nosso caríssimo Bispo da Região Episcopal Lapa, Dom Júlio Endi Akamene. (confira as fotos na galeria do nosso site).

Tríduo em louvor a Santa Rita de Cássia

Em preparação à Solenidade de Santa Rita de Cássia, foi realizado um Tríduo em nossa Paróquia (veja as fotos na galeria donosso site).

MISSA DE SANTA RITA DE CÁSSIA

No dia 22 de maio tivemos duas Missas solenes em louvor a SANTA RITA DE CÁSSIA, A Santa das Causas Impossíveis e Desesperadas. A Missa das 15h00 foi presidida pelo nosso Pároco Frei Egisto Cansian e concelebradas por Frei Marcus e o Padre Carlos Fontenele. Estiveram presentes além dos muitos devotos e devotas, as Monjas Agostinianas Recoletas de Guaraciaba do Norte (CE). (Para ver as fotos, basta acessar www.pnslourdes.com.br na Galeria de fotos).

RETIRO DOS MINISTROS

O Retiro dos Ministros aconteceu no dia 23 de maio, das 9h00 às 12h00 no Salão Santa Mônica. O Retiro foi ministrado por Frei Laércio Rodrigues, OAR.

A QUERMESSE CONTINUA EM TODO ESTE MÊS


A tradicional quermesse de nossa Paróquia teve início no dia 30 de maio e seguirá todo este mês de junho, todos os finais de semanas, exceto no dia 14 (não haverá); contudo haverá no dia 13, sábado em horário diferente, isto é, a partir das 11 horas num sábado de manhã. (Veja aprogramação no site da Paróquia). VENHA VOCÊ E TRAGA TODA SUA FAMÍLIA!

Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Junho 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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NOTÍCIAS DA IGREJA: REGIÃO EPISCOPAL LAPA

AS DGAE garantem a unidade da Igreja no Brasil

A 53ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil não tinha somente o intuito de eleger a nova presidência da entidade. Para além do processo eleitoral, os bispos tinham a missão de revisar o texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil ( DGAE).

Membro da equipe que há um ano revisa o texto, o bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Júlio Endi Aamine, conversou com O SÃO PAULO  e destacou alguns pontos na mudança do documento.

“As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil foram atualizadas à luz da exortação apostólica Evangelii Gaudium. Assim, os esforços da Assembleia da CNBB foram canalizados no sentido de responder ao convite do Papa Francisco ‘para uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria’(EG 1). Enquanto a comissão redatora trabalhava, o Papa Francisco publicou a bula da proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Misericordiae Vultus.

Durante as discussões da Assembleia, os bispos acolheram também o convite do Papa de ‘fixar o olhar na misericórdia para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai’ (EG3). Outra mudança significativa da revisão foi o de explicitar a recepção e aplicação do documento de Aparecida.


Fonte: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br - Jornal O SÃO PAULO, 29 de abril a 05 de maio, p. 15.

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NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

O texto foi o tema central da 53ª Assembleia Geral da Conferência, realizada de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP)
Já está disponível nas Edições CNBB o Documento 102 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019” (DGAE).

O texto foi o tema central da 53ª Assembleia Geral da Conferência, realizada de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP). Neste novo documento, as orientações pastorais do quadriênio 2011-2015 foram atualizadas a partir da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium e do pronunciamento do papa Francisco aos bispos em julho de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Elas expressam a razão da evangelização, da ação evangelizadora, da missionariedade. Indicam os elementos fundamentais para a animação da ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, explica o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Para Dom Leonardo, “a Igreja no Brasil participa do cuidado pela pregação, pelo testemunho” e deseja responder à pergunta do papa Francisco: “O que Deus pede a nós?”. “Os bispos do Brasil, com as Diretrizes da Ação Evangelizadora 2015-2019, fazem repercutir a interrogação do papa”, diz o Bispo.

As Diretrizes auxiliarão no processo de planejamento pastoral das Igrejas particulares, do secretariado geral da CNBB, das iniciativas da vida consagrada e dos movimentos eclesiais.
Nesta nova versão das DGAE, estão as urgências missionárias do Documento de Aparecida enriquecidas com as propostas da Alegria do Evangelho e de uma Igreja em saída, bem como das meditações da constituição Verbum Domini. “O magistério de papa Franscisco demonstra que as urgências devem tornar-se prioridade na ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, considera dom Leonardo.

O documento está divido em quatro capítulos. O primeiro apresenta a reflexão “A partir de Jesus Cristo”. O texto destaca as atitudes fundamentais do discípulo missionário e a Igreja em saída. No segundo capítulo, “Marcas de nosso tempo”, os bispos tratam do contexto atual de mudança de época e mostram os riscos e consequências desta realidade.

O terceiro e o quarto capítulos abordam, respectivamente, as urgências da ação evangelizadora e as perspectivas de ação para cada uma. São cinco as urgências: Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa da iniciação à vida cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena para todos.

Assim como nas DGAE 2011-2015, a CNBB organizou o documento com um anexo em que são dadas “Indicações de operacionalização”, com caminhos para as urgências serem colocadas em prática. Esta parte do documento apoiará as Igrejas particulares na construção de seus planos pastorais.




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NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Bispos da CNBB participam de encontro sobre a nova encíclica do papa Francisco


No Vaticano, bispos, sacerdotes, religiosos, lideranças e organizações engajadas no desenvolvimento e na promoção dos povos nativos participam do Encontro Preparatório para a publicação da Encíclica do papa Francisco sobre a Ecologia. O evento é promovido pela Agência de ajudas da Igreja Católica da Inglaterra e Gales (CAFOD). O documento, escrito pelo pontífice, tratará da realidade do meio ambiente, mudanças climáticas, e o cuidado com a criação.

A proposta é reunir a colaboração das entidades presentes em diversos países, com objetivo comum de contrastar a pobreza e a injustiça. Durante o evento, os congressistas discutem sobre como levar a Encíclica a católicos e não-católicos, a partir de um diálogo inter-religioso.

Do Brasil estão presentes o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner; o bispo de Roraima, dom Roque Paloschi; e o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, dom Guilherme Werlang; a secretária executiva do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Maria José Pacheco, o assessor da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, padre Ari Antônio dos Reis; o membro da coordenação nacional da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio Mandela, e o jovem Igor Guilherme Pereira Bastos, da Juventude Franciscana (Jufra), de Uberlândia.

Em entrevista à Rádio Vaticano, dom Leonardo Steiner comentou que a Encíclica “será um grande impulso para a Igreja brasileira em seu comprometimento com o diálogo e as novas relações com a natureza, que não podem ser ditadas pela economia”.

Ainda de acordo com o bispo, “o documento ajudará a abrir horizontes e assumir com mais coragem o trabalho dos bispos em questões do meio-ambiente sustentável”.

Na audiência geral na Praça de São Padro, o papa Francisco recebeu de dom Guilherme Werlang uma cópia do filme “Vento Forte”.

O documentário denuncia as violações aos direitos humanos que sofrem pescadores e pescadoras artesanais do Brasil devido aos conflitos socioambientais que ocorrem em seus territórios.

Na ocasião, o papa mostrou interesse e curiosidade sobre o filme que é instrumento de denúncia e luta para os grupos tradicionais pesqueiros do país.



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NOTÍCIAS DA IGREJA: PAPA FRANCISCO

Encíclica de Francisco focada na ecologia humana e na Criação
Cidade do Vaticano (RV) – Ao participar da Assembleia da Caritas Internacional que se realiza em Roma, o Presidente do Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz, Cardeal Peter Turkson, falou aos microfones da Rádio Vaticano sobre a iminente publicação da Encíclica do Papa Francisco sobre Ecologia humana e natural:
“Acredito que o Papa permanecerá fiel ao seu projeto original, isto é, o de fazer alguma coisa sobre ecologia humana e natural. Portanto, acredito que estes dois pontos sempre estarão presentes na Encíclica: preocupação pela salvaguarda da Criação e a salvaguarda por uma ecologia e uma antropologia sã. As duas caminham juntas. Não se pode descuidar da salvaguarda da Criação e depois pretender cuidar da vida humana, o seu bem-estar, a saúde... As duas coisas caminham sempre juntas”.
RV: Na sua opinião, porque as pessoas estão tão sensibilizadas em relação ao tema da próxima Encíclica?
“É uma experiência que fizemos no dicastério... Existe sempre um grupo de críticos... Para esta Encíclica o tema é a salvaguarda da Criação e já existia no Pontificado de Paulo VI, e João Paulo II promoveu este chamado à conversão ecológica que já existia naqueles anos. O que fez o Papa Francisco foi amplificar este assunto e este tema, visto que temos agora tantíssimas provas do efeito deste tratamento abusivo do ambiente. Se a Bíblia utiliza o paradigma do “jardim” para a Terra, isto nos convida a conservar a sua beleza, mas também a sua delicadeza e a possibilidade de destruir este jardim, convertendo-o em um deserto”.
RV: Em outras palavras, o resgate do homem e o resgate da natureza andam necessariamente juntos…
“Se não existe a casa onde viver, se não existe um bonito lugar que se pode chamar de casa, como consigo viver com este corpo? A vida do homem e o ambiente desta vida estão ligados: se o ambiente é destruído, a própria pessoa é destruída”. (JE-Sedoc)

A beatificação do arcebispo Oscar Arnulfo Romero - O defensor dos pobres

Com a beatificação do arcebispo Oscar Arnulfo Romero – celebrada em nome do Papa pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as causas dos santos, no dia 23 de Maio, em São Salvador – é elevado às honras dos altares um mártir da Igreja do Vaticano II, um pastor que mediu a sua ação segundo as linhas do concílio e a sucessiva reflexão do episcopado latino-americano nas grandes assembleias do Continente.
O seu exemplo suscitou uma admiração extraordinária na Igreja católica e o eco da sua morte e do seu testemunho chegou a muitos cristãos de outras confissões. E a própria sociedade civil ficou admirada com ele. As Nações Unidas, por exemplo, proclamaram 24 de Março, data do seu martírio, dia internacional para o direito à verdade sobre graves violações dos direitos humanos e pela dignidade das vítimas.
Certamente, o mundo mudou desde 1980, quando Romero foi assassinado para que a sua voz silenciasse. Hoje monseñor – assim o chamava o povo –ressoa ainda mais do que então. E a sua beatificação sob o pontificado do primeiro Papa latino-americano confere ao testemunho de Romero uma força particular. A afirmação do Papa Francisco: «Como gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres», liga fortemente Romero com o hoje da Igreja e com a sua missão. Um relatório não muito favorável à ação pastoral do prelado realçava:«Romero escolheu o povo e o povo escolheu Romero». E isto que para alguns parecia uma nota negativa, era na verdade o elogio mais bonito. Ele «sentia o cheiro das ovelhas» e elas ouviam a sua voz e seguiam-na. É comovedor ver ainda hoje os camponeses salvadorenhos falar com ele quando estão de joelhos diante do seu túmulo».
Vincenzo Paglia, Postulador

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CATEQUESE: AS FESTAS JUNINAS


A festa junina que celebramos hoje em dia é herança de séculos passados. Ela foi originada na cultura dos agricultores que celebravam anualmente com comida e danças a colheita dos produtos plantados. Associou-se a esse costume influencias da cultura religiosa e luso-europeia. Os santos católicos foram associados à festa junina devido a sua popularidade e sua data litúrgica ser celebrada no decorrer desta festa. Inclusive, o nome “junino” advém do nome de “Juno” um dos deuses pagãos e que dele deriva o nome do sexto mês em nosso calendário, como todos os outros meses.

Associada então a festa junina a festa litúrgica e mais alguns elementos culturais europeus completa-se o que denominamos de “Festa Junina”. Tudo isso aconteceu de modo natural e no longo processo de enculturação quando a sociedade ainda era predominantemente rural. Não sabemos exatamente como tudo isso aconteceu e o fenômeno é complexo, de modo que, ele varia de região para região, e tem em cada lugar rosto e características próprias.

O que temos hoje é um emaranhado de culturas configuradas numa só: folclore, costumes, danças, comidas, formas de falar, de vestir, de se expressar. Por trás de tudo isso, uma religiosidade própria dá consistência e que extrapola até mesmo os limites da religião e da liturgia estabelecida, tendo sua própria regra de celebração, simbolismo e compreensão do sagrado.

A festa junina hoje é uma expressão popular de uma cultura anterior e que enfrenta e abre leque para muitos desafios no mundo moderno. Mediante a cultura do fragmentando, do obsoleto, do economicamente rentável, das relações interpessoais efêmeras, da musica com conteúdos vazios e com linguagem e roupagem nova, ela é uma resistente e politicamente manipulável perante a população.

Mas, diante de tudo isso, ainda sim, é uma cultura popular que consegue aglutinar em torno de si multidões e celebrar a fraternidade, a amizade, os sentimentos de família, de reciprocidade e alegria da vizinhança (graças ao seu caráter comunitário), de fomentar nostalgia, de reciclar sonhos, de questionar posturas, de fincar raízes e não esquecer as raízes de onde viemos: o chão rural. Por tudo isso, a festa junina é uma grande profecia popular e se presta às novas reivindicações sempre velhas da geração atual.

Então, vamos festejar, e aqui, façamos uma reflexão do significado de sua simbologia mais rudimentar.

Comidas – são típicas do mundo rural: pamonha, canjica, cuscuz de milho original, etc. Elas são a alegria e o principal ingrediente originado da colheita do milho;

Fogueira – fogo com galhos de madeira. Em torno dela se faz folia, compromissos (compadre/comadre) e juras de amor. Porém segundo a tradição (que não é a Tradição oficial) serviu de aviso entre Isabel e Maria quando do nascimento do menino João Batista;

Quadrilha – essa palavra é derivada do francês – quadrille – e se origina do italiano – squadro – que por sua vez significava a companhia de soldados dispostos em quadrado. Na festa junina ela é então uma forma de organizar a dança comunitária de um grupo, como também é o próprio ato de dançar em si. Dessa maneira não se distingue o ato de dançar e organizar o grupo, tudo é uma coisa só. Essa dança então segue todo um ritual próprio com gestos faceiro e galante;

Balões e bandeirinhas – são usados como enfeite e são símbolos da leveza, de alegria e da fraternidade além fronteira. Eles dão um colorido especial a festa;

Bacamarteiros / Bacamarte – é uma presença alegórica e folclórica. Diverte o povo por sua bravura e coragem promovendo barulho com sua arma/artilharia. Bacamarte é uma arma de fogo também conhecida por riuna, principalmente, no Nordeste brasileiro. Elas foram usadas na Guerra do Paraguai, em 1865. Desde os fins do século XIX, grupos de bacamarteiros se exibem em nossa cidade aqui, em Caruaru, durante as festas juninas;

Santo Antônio – é doutor da Igreja. Nasceu na cidade de Lisboa em Portugal no ano de 1195. Seu nome próprio é Fernando de Bulhoes y Taveira de Azevedo. Ele foi padre e depois foi da ordem de são Francisco, onde trocou de nome. Foi grande pregador do século XIII. Sua popularidade chegou ao Brasil através dos portugueses e dos franciscanos. Hoje, há muitas histórias misturadas com lendas pitorescas.

São Pedro – discípulo de Jesus e é considerado pela Igreja o primeiro papa. Morreu mártir em Roma pregado numa cruz de cabeça para baixo. Pedro era natural de Betsaida na Galileia próximo as margens do mar de mesmo nome. Ele e André são filhos de Jonas. Eram pescadores e possuíam uma pequena frota de barcos.

São João Batista – Filho de Isabel e Zacarias foi preso, cortado a cabeça e morto pelo rei Herodes. Profeta natural da Judéia é primo de Jesus. Sua missão foi preparar o povo para o Messias que estava chegando: Jesus de Nazaré.

Ao celebrarmos os festejos juninos, tenhamos em mente que fé e cultura estão de braços dados fazendo a alegria do povo. Prestemos atenção na configuração da festa e vejamos também como a política, a ecologia, a economia, o lazer, a moral, os costumes e as perspectivas aí se encontram. Que possamos juntos nos divertir, saborear bons pratos, vivenciar a espiritualidade interiorana do povo do campo mesclado com a cidade e, buscar em meio a tudo isso, forças para enfrentar o cotidiano da vida diária nos momentos posteriores a grande festa cultural do povo nordestino.




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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO


01. O amor, como a fogueira quanto mais arde, mais queima. ( In ps. 131,2ss).
02. Somente é leal a amizade se Deus une em caridade. (Conf. 4,47).
03. Bons e castos amores fazem boas as ações. (Serm. 311,11,11).
04. Bom amigo de teu amigo? De seus vícios é inimigo. (Epist. 151,12).
05. Convida o amor amando e amor irás colhendo. (De cat. rud. 4,7).
06. Não vás a Deus caminhando, mas sim amando. (Epist. 155,13).
07. Guiar o rebanho do Senhor é um empenho de amor. (In Joan. 123,5).
08. Sem humildade e obediência não há grandeza, nem há sapiência.(In ps. 118,22,8).
09. Uma liberdade sem tino mais que liberais, faz libertinos. ( Epist. 157,16).
10. Aquele que te fez sem ti, não te salvará sem ti. (Serm. 169,13).
11. Quanto maior a amizade, maior é a liberdade. (Epist. 155,11).
12. Como faz o bom viajante – canta e caminha! Não caias na preguiça, porém alivia a fadiga. (Serm. 256,3).
13. Deus te manda algumas coisas – que não te é dado cumprir para que assim reconheças – o que tens que pedes.( De grat. et. Lib. Arb. 16,32).
14. A esperança de chegar, ânimo dá para andar. (Serm. 158,8).

15. Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos. (In epist. Joan. 7,8).


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MENSAGEM DO DÍZIMO

O Senhor disse a Moisés: “Dirás aos levitas: quando receberdes dos israelitas o dízimo que vos dei de seus bens por vossa herança, tomareis dele uma oferta para o Senhor: o dízimo do dízimo”. (Nm 18,25-26).

PARABÉNS AOS NOSSOS DIZIMISTAS DE JUNHO!!!

Alexandre Paes de Amaral
Aparecida de Carvalho Salcedo
Cícera Ferreira Silva
Cícero Xavier da Silva
Clarisse Zanolo Berto
Cleide Tonato Moraes
Conceição de Oliveira
Denise Gianotti Barossi
Ernesto Clara
Ester Ramos Gomes
Francisca di Bastiani Becker
Francisco Rodrigues Gomes
Joana Maria Bonifácio
Jonas Jankauskas
José Carlos Ferreira
Josinete Farias Araujo
Katia Filka Lopes Bonfim
Lazara os Santos Antunes
Enriete Lucheta
Maria da Penha Gatti
Maria José da Silva Xavier
Maria Sarah Pereira
Marilda Contrucci Capelloto
Osmar Severino
Terezinha Ferreira Furtado
Terezinha Silveira dos Santos
Zuleika Gonçalves Bucciarelli


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quinta-feira, 7 de maio de 2015

PALAVRA DO PÁROCO

Amor Infinito

Falar de amor é falar das Mães. O mês de maio é especial, pois rezamos e homenageamos as mães. Em primeiro lugar, a Mãe de todas as mães, Nossa Senhora e também não podemos deixar de lembrar, de todas as mães deste mundo.

Mãe sempre mãe! Às nossas já falecidas,  a nossa gratidão e sempre as nossas orações, é tudo que os filhos podem e devem fazer. Desta maneira, estaremos mantendo vivo tudo aquilo que nossas mães nos ensinaram.

A você que tem sua mãe viva, esse é o momento de dar todo o seu amor àquela que deu a sua vida. Não deixe para depois. Dê o carinho, a compreensão e valorize tudo que ela fez e faz por você. Mãe tem um amor infinito aos filhos. Seja compreensivo para com sua mãe.

Mães que não medem esforços para dar aos filhos o melhor. Mães que não tem dia nem noite para ser presença na vida dos filhos. Mães são eternas professoras do saber, da curiosidade, do riso, da vontade de descobrir, de construir e de aprender. Mães com o coração nas mãos, sempre prontas para acariciar, afagar, perdoar, esperar e em prece aconchegar outras mãos nas suas.

Falar de Mãe não tem fim. No dia delas você que pode dê um abraço na sua mãe. Porque no abraço tem todas as vantagens para demonstrar o seu amor e a sua ternura:

Não existe um mau abraço,
somente bons e ótimos abraços.

Abraços são dietéticos e não causam câncer ou cáries...
Abraços são totalmente naturais, sem preservativos,
Ingredientes artificiais ou pesticidas...
Abraços são livres de colesterol, adoçados naturalmente,
100% disponíveis na natureza e inteiramente recicláveis...
Abraços são fáceis de transportar, não necessitam baterias,
sintonização ou raios-X...

Abraços são isentos de impostos,
totalmente regeneráveis e auto eficientes em matéria de energia...
Abraços são seguros em qualquer tipo de clima...
Na verdade, abraços são especialmente
aconselháveis para dias frios e chuvosos...

Abraços são excepcionalmente efetivos
no tratamento de problemas como pesadelos
ou depressão da segunda-feira...

Nunca deixe para amanhã se você pode abraçar sua mãe hoje,
porque, quando você dá um abraço em alguém,
no mesmo instante você recebe um de volta.
Um abraço especial para vocês mamães!

No seu dia, parabéns a todas as mamães!
Sintam-se abraçadas por mim com carinho e ternura.
Deus abençoe vocês Mamães!


Frei Egisto Cansian, OAR.


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MÊS DE MAIO: MÊS DE MARIA E DAS MÃES


É no abraço materno que a criança encontra afeto, abrigo e descanso. Também para nós é assim nas horas mais árduas, recorremos à mãe de Deus na certeza de que ela nos acolhe e protege.

Mãe é a palavra mais pura e linda do Universo. Nestas três letras encontramos amor, carinho e sinceridade.

A devoção à Maria, especialmente no mês de maio, leva-nos a encontrá-la no dia-a-dia de nossa vida e compreender melhor o seu amor a Jesus e a nós. Sua existência foi toda dedicada a seu filho, acompanhando seus trabalhos e padecimentos e cumprindo a vontade do Pai em tudo.

A ação de Maria é ajudar-nos a sermos discípulos de seu filho, sustentando-nos a fé no seguimento de Jesus, a exemplo de sua dedicação aos apóstolos do cenáculo.

Nós, católicos, em nossa missão de evangelizadores, precisamos descobrir o modo de transmitir a todos os que crêem em Cristo e pertencem a outras igrejas a alegria que sentimos em manifestar nosso amor à mãe de Deus e deixarmo-nos conduzir por ela para crescermos na fé em Jesus, nosso único salvador.

(Pascom)

MÃE, SEMPRE MÃE!

Tu não és Mãe apenas quando à luz

Dás a criança e em ondas de carinho
E de amor te desfazes, bebezinho
E tu num só abraço junto ao peito.

Já não te lembras mais de cada espinho
Que, em nove meses, com tensões ingentes,
Foi te sangrando o coração e a mente,
No delírio do sonho mais perfeito.

De várias formas, entre o riso e o pranto
Vais, sempre Mãe, a caminhar, enquanto
À tua criança dás amor e paz.

Mãe, sempre Mãe, feliz, filho ao regaço,
Ou infeliz, do filho, por fracasso,
Mãe, sempre Mãe, só Mãe é o que serás!


Antônio Pereira


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

A FESTA DE PENTECOSTES


A celebração da festa de Pentecostes é um tempo oportuno para refletir na misteriosa presença do Espírito Santo em nossas vidas, na vida de nossa família, na Igreja e na História. Por meio do Espírito Santo, nascemos para a vida em Deus e renascemos, continuamente, para o seu projeto. A Igreja nos ensina a orar e pedir, incessantemente, ao Espírito para que renove a face da Terra e recrie todas as coisas.

Somos templos do Espírito Santo e chamados a viver segundo este mesmo espírito. Em Jesus e em todos os cristãos chamados a segui-lo, a vida segundo o Espírito. Em Jesus e em todos os cristãos chamados a segui-lo, a vida segundo o Espírito se opõe à vida segundo as solicitações deste mundo. Viver segundo o Espírito significa viver segundo os critérios e as perspectivas de Deus, encarnados na vida e nos ensinamentos de Jesus.

Celebrando a Festa de Pentecostes, abramos nosso ser para receber em abundância os dons do Espírito: sabedoria, entendimento, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus. Supliquemos ao Espírito que nos plenifique com os seus frutos: caridade, alegria, paz, longanimidade, bondade, lealdade, mansidão e continência.

A festa de Pentecostes é também um convite para nos unirmos a todos os povos que invocam o nome de Deus e a todo o universo numa oração fraternal. É tempo de intensificarmos o desejo da unidade e assumirmos, efetivamente, a causa da unidade visível das igrejas cristãs e do diálogo entre as religiões e as culturas.

Pentecostes é a festa da unidade.  Esta, por sua vez, é o maior dos dons do Espírito Santo. A unidade entre Deus e as pessoas, e destas entre si e com o cosmos é a vocação principal a que somos chamados. É o objetivo maior a ser alcançado. Nada é mais precioso do que a diferença das pessoas e da natureza, possa como num canto, entoar a Deus.


(Pascom).


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio 2015
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