quarta-feira, 1 de maio de 2019

NOTÍCIAS DA IGREJA: NOSSA PARÓQUIA - PARTE 06/06

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE LOURDES

22 DE ABRIL= REUNIÃO MENSAL DO CONSEG

No último dia 22 de abril, as 19:30 no salão Santa Mônica, a reunião mensal do Conselho de Segurança Vila Leopoldina (Conseg). Nesta reunião, em um ambiente democrático, discutimos os problemas relativos à segurança de nosso bairro e a busca de solução de conflitos. A participação da comunidade nesses momentos se faz importante, pois é a nossa voz junto aos responsáveis por nossa segurança. Agradecemos a vinda do Conseg Vila Leopoldina e juntos procuremos construir uma sociedade justa e humana para todos.





Recebemos no dia  25 de abril, as 15:30 no escritório da Paróquia a visita do Presidente da Associação Viva Leopoldina, senhor Umberto Sarti, do Presidente da Amocity, senhor Sinhue, do Presidente do Conseg Viva Leopoldina, senhor Jairo Glikson, além de paroquianos representando a comunidade paroquial. O objetivo da visita foi a entrega de doação de 4 câmeras que a Paróquia recebeu feito pelas associações Viva Leopoldina e Amocity. Além da doação, as associações vão arcar com todo sistema de manutenção em nuvem, com o objetivo de melhorarmos a segurança de nosso bairro e o entorno da Paróquia. Agradecemos a Deus e essas três associações que tem a preocupação de colaborar conosco para melhoria de segurança do bairro. Após a entrega das câmeras, eles desceram até o salão para conhecerem o projeto social "sopão" que serve comida para os moradores de rua. Agradecemos mais uma vez à Associação Viva Leopoldina, Amocity e Conseg pela generosidade e ajuda. Deus os abençoe!


DESTACANDO A AGENDA DE MAIO

15- PREPARAÇÃO PARA O BATISMO(20h00).
18- ASSEMBLEIA PAROQUIAL( A PARTIR DAS 8h30).
22- SOLENIDADE DE SANTA RITA DE CÁSSIA( Às 15h00 e 19h00).

TRADICIONAL QUERMESSE EM NOSSA PARÓQUIA: TODOS OS FINAIS DE SEMANA DE JUNHO


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
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NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO


Dom Odilo defende o dever do Estado em garantir a liberdade religiosa e de expressão

Raquel Dodge, Cardeal Odilo Scherer, Luís Roberto Barroso, Geovania de Sá e Flávia Oliveira participaram de painel na ‘Brazil Conference 2019’

Anualmente, desde 2015, a comunidade de estudantes brasileiros na região de Boston, nos Estados Unidos, organiza a “Brazil Conference at Harvard & MIT”, um espaço plural para discutir o passado, o presente e o futuro do Brasil.

A edição 2019 aconteceu entre os dias 5 e 7, com diferentes painéis de diálogos envolvendo pesquisadores acadêmicos, políticos e autoridades civis e religiosas.

No sábado, 6, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, participou de um dos painéis, que tratou das relações entre Estado e Religião no Brasil, com enfoque na questão da laicidade do Estado.

Mediada pela jornalista Flávia Oliveira, do grupo Globo, a atividade também contou com a participação de Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); de Raquel Dodge, procuradora-geral da República; e da deputada federal Geovania de Sá (PSDB-SC), que integra a bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

O SÃO PAULO apresenta a seguir uma síntese da fala do Cardeal Scherer no evento.

LAICIDADE

Inicialmente, o Arcebispo de São Paulo lembrou que no Estado laico não há uma religião oficial, garantindo-se, assim, a liberdade a todos os cidadãos e organizações religiosas de manifestação a respeito da própria religiosidade.

Dom Odilo recordou uma fala do Papa emérito Bento XVI na Conferência de Aparecida, em 2007, na qual o Pontífice afirmou que se a Igreja se transformasse diretamente em sujeito político, perderia sua independência e autoridade moral.

“A autonomia dos âmbitos estatal e religioso é, sem dúvida, um bem, quando adequadamente compreendida e praticada”, afirmou o Arcebispo, apontando, ainda, que tal independência não implica, necessariamente, ruptura ou hostilidade de ambas as partes nem obrigatório alinhamento quanto ao entendimento de temas referentes ao bem comum, direitos humanos, justiça social, entre outros.

PLURALISMO E NÃO TOTALITARISMO

Dom Odilo ressaltou que o Estado também deve garantir a todos os cidadãos a liberdade de expressão: “Se os cidadãos que têm fé religiosa não pudessem expressar livremente suas convicções ou lhes fosse tolhido o direito a participar das responsabilidades da sociedade e do próprio Estado, estaríamos diante do pensamento único e oficial, próprio dos Estados totalitários. A liberdade religiosa e o sadio pluralismo da convivência social ficariam comprometidos e os cidadãos religiosos passariam a ser discriminados e considerados de segunda categoria, o que não é raro acontecer”.

LIVRE ORGANIZAÇÃO

O Arcebispo de São Paulo também disse que no Estado laico deve ser assegurada às organizações religiosas “sua livre organização para atingir seus objetivos, sempre no respeito à lei comum. Não é, pois, aceitável que o Estado seja alocado a serviço de uma única corrente de pensamento, seja laico, seja religioso”.

Dom Odilo afirmou, ainda, que há uma ética natural, com valores fundamentais consolidados ao longo de milênios, como o respeito à vida, à família, à liberdade religiosa, à liberdade em geral, à justiça, à solidariedade, que devem ser respeitados.

O LUGAR E O AGIR NA POLÍTICA

Dom Odilo ressaltou que não cabe à Igreja substituir o Estado, mas que, como uma das organizações da sociedade, “a Igreja sente-se no dever de oferecer a sua contribuição específica, também por meio da formação ética e da oferta de critérios de discernimento coerentes, que tornem as exigências da justiça compreensíveis e politicamente realizáveis nas diversas circunstâncias históricas e sociais”.

Apontou, também, que cabe aos leigos e não à instituição eclesial participar da militância política. “No Estado laico, os católicos proporão as suas próprias convicções e agirão em nome próprio como cidadãos e não como representantes da instituição religiosa”, e que, por essa razão, “o templo católico não pode ser o local adequado para manifestações meramente cívicas ou políticas, sejam elas de quaisquer coloridos políticos ou ideológicos. Em tempos de plena liberdade democrática, como vivemos no Brasil, o lugar para essas manifestações é a praça pública e os espaços representativos da sociedade”, afirmou.

O Arcebispo de São Paulo também lembrou que o Papa Francisco tem exortado os católicos na América Latina a participar ativamente da vida pública.

POR QUE NÃO HÁ UMA FRENTE CATÓLICA NA CÂMARA?

Na fala final do painel, Dom Odilo esclareceu o porquê de a Igreja Católica não ter uma espécie de frente parlamentar no Congresso Nacional para tratar de algumas pautas.

“Achamos que não é o caso de fazer uma bancada católica, pois o parlamentar católico deve se sentir à vontade em participar de todas as causas boas que apareçam em qualquer frente e proposta que sejam apresentadas no Parlamento”, comentou, afirmando, ainda, que a participação na Igreja Católica dará a esse parlamentar princípios e convicções dos quais ele se valerá na hora de defender e propor leis.

PAPEL DA FAMÍLIA

Durante o evento, Dom Odilo foi questionado por um dos participantes sobre a função da família na sociedade brasileira.

O Arcebispo de São Paulo enfatizou que a família deve ser protegida, estimulada e amparada para que possa assumir suas funções humana e social, competências estas que não devem ser repassadas ao Estado. Ele comentou, ainda, que quando não há uma boa formação das pessoas no seio da família, o Estado colhe os maus frutos, como a delinquência e outros desajustes sociais.

“A família natural é formada por um homem e uma mulher, naturalmente considerando os filhos que podem vir ou não. Essa constituição originária da família, segundo a natureza, é prioritária. Por isso, as outras formas ou expressões de famílias não podem ser simplesmente igualadas ao que seria a família natural em seu papel humano e social”, afirmou.

Dom Odilo também reiterou o posicionamento da Igreja em favor da dignidade humana em todas as idades, da concepção à morte, opondo-se, assim, a práticas como aborto e eutanásia.



Dom Odilo participa de encontro sobre católicos com responsabilidades políticas


A cidade de Assunção, no Paraguai, sediou até no dia 12 de abril o “Encontro de católicos com responsabilidades políticas a serviço dos povos latino-americanos”. Esse momento de diálogo entre políticos, bispos e cardeais engajados no âmbito da ação de políticas públicas no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

A iniciativa foi do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) e deu sequência às reflexões do encontro do Celam realizado em Bogotá, na Colômbia, em dezembro de 2017, que buscou renovar a consciência sobre a importância da presença e contribuição de discípulos e missionários da vida pública”. Também respondeu a um chamado do Papa Francisco ao laicato católico para que tome parte ativa na vida e nos destinos de seus países e povos.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, participou do evento que teve como objetivo de propiciar o compartilhamento de experiências, testemunhos e reflexões sobre a ação dos leigos católicos que assumem responsabilidades públicas a serviço dos povos latino-americanos, ao mesmo tempo em que estes se colocaram em atitude de escuta e diálogo com os bispos e cardeais.

Nesse sentido, aconteceram dois painéis significativos: um sobre “O que dizem os políticos aos pastores?”, e outro sobre “O que dizem os pastores aos políticos?”.

Nos três dias de evento, os participantes refletiram sobre a realidade democrática dos países do Cone Sul, as prioridades e desafios para uma política democrática segundo o magistério do Papa Francisco e do Episcopado Latino-Americano, e a regeneração da vida política, a partir da contribuição da Igreja, do diálogo, do pluralismo político e da Doutrina Social da Igreja.



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio de 2019
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NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Assessoria de Imprensa da CNBB inaugura checagem com notícia sobre o Missal Romano


A partir de 11/4, a Assessoria de Imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) passou a oferecer um serviço de checagem de notícias relacionadas à CNBB que são divulgadas por diversas plataformas e redes sociais. Trata-se de estabelecer, com este serviço, a verdade sobre os fatos num contexto que, respaldados pela liberdade de expressão, assegurada pela Constituição Federal de 1988, grupos e pessoas disseminam irresponsavelmente mentiras e falsas notícias (fakenews) sobre a entidade.

Num ambiente de pouca regulação de tais práticas, com esta iniciativa, pretendemos reforçar um imenso trabalho que vêm fazendo organizações e agências de checagem de notícias que surgiram no contexto da disseminação de fakenews em nosso país e no mundo. Hoje inclusive já existe a Internacional Fact-Checking Network, uma rede de experiências que vai se configurando e fortalecendo para combater tais práticas nocivas à verdade, à convivência plural e saudável, baseada na urbanidade e, até mesmo,  à democracia.

“E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará”. Jo 8-32

Assessoria de Imprensa da CNBB

É mentira que a CNBB vai mudar o Missal Romano

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informa que as notícias que vem sendo disseminada em mídias sociais sobre a mudança do Missal Romano são infundadas. Cabe ressaltar que a tradução da terceira edição do Missal Romano, elaborada pela Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos da CNBB, atende a uma ordem vinda da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano, através da quinta instrução Liturgiam Authenticam, de 2001. Esta instrução serve de comentário sobre as traduções em língua vernácula dos textos da liturgia romana. A CNBB não muda, não tem o poder e não pode mudar o Missal Romano, ela apenas o traduziu para a linguagem vernacular, em nosso caso o português.

É importante deixar claro que todo o trabalho sério de tradução feito por uma Comissão de especialistas em doze anos de trabalho foi apresentado nas Assembleias Gerais da CNBB e, após a sua conclusão e aprovação pelos bispos do Brasil, foi encaminhado a Roma para aprovação do Vaticano. Este mesmo processo foi feito com a tradução da Bíblia Sagrada da CNBB. Diversas notícias sobre o processo de tradução do Missal Romano para o português foram publicadas ao longo dos últimos anos na página da CNBB, incluindo a notícia sobre a conclusão do trabalho feito pela Comissão de Especialistas. Reiteramos que as notícias oficiais da Igreja no Brasil podem ser conferidas no portal www.cnbb.org.br e informações oficiais do Vaticano estão disponíveis em https://www.vaticannews.va/pt.html.

Assessoria de Imprensa da CNBB


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio de 2019
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NOTÍCIAS DA IGREJA: PAPA FRANCISCO

 

Papa: das chagas de Jesus brota a misericórdia, são fonte de paz, alegria e missão

Neste segundo domingo de Páscoa, somos convidados a nos aproximar de Cristo com fé, abrindo o nosso coração à paz, à alegria e à missão. Mas não esqueçam as chagas de Jesus, que dali brota a paz, a alegria e a força para a missão.

Aproximar-se de Jesus e tocar suas chagas, em nossos irmãos sofredores. Este foi o convite do Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro para a Oração do Regina Coeli - e também a nós - neste II Domingo da Páscoa, o Domingo da Divina Misericórdia.

Francisco recordou que é das chagas de Jesus que brota a misericórdia, que todos temos necessidade, e é “dali que brota a paz, a alegria e a força para a missão”.

A paz

Sua reflexão foi inspirada na passagem do Evangelho de São João, que narra a incredulidade de Tomé após a aparição de Jesus aos discípulos. Com sua morte, “estavam desorientados e com medo”, por isso - disse Francisco - eram os primeiros a ter necessidade da paz oferecida por Jesus em suas primeiras palavras: "A paz esteja convosco!"

Leia mais em:

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-04/papa-francisco-regina-colei-28-abril.html#play




As palavras do Papa na recitação de Regina Cœli, 28/04/2009


Às 12 horas do dia 28 de abril, Segundo Domingo de Páscoa ou Divina Misericórdia, o Santo Padre Francisco apareceu na janela do estudo no Palácio Apostólico Vaticano para recitar a Regina Coeli com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Estas são as palavras do Papa ao introduzir a oração mariana:

Antes do Regina Cœli

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje (cf. Jo 20, 19-31) nos diz que no domingo de Páscoa Jesus apareceu aos seus discípulos no Cenáculo à noite, trazendo três presentes: paz, alegria, missão apostólica.

As primeiras palavras que ele diz são: "Paz para você" (V. 21). O Ressuscitado traz a paz autêntica, porque através do seu sacrifício na cruz ele realizou a reconciliação entre Deus e a humanidade e superou o pecado e a morte. Isso é paz. Seus discípulos primeiro precisaram dessa paz porque, depois da captura e da sentença de morte do Mestre, haviam caído em desorientação e medo. Jesus se apresenta vivo entre eles e, mostrando suas feridas - Jesus quis preservar suas feridas -, no corpo glorioso, ele dá a paz como fruto de sua vitória. Mas naquela noite o apóstolo Tomé não estava presente. Informado deste evento extraordinário, ele, incrédulo diante do testemunho dos outros Apóstolos, afirma verificar pessoalmente a verdade do que afirmam. Oito dias depois, é como hoje, a aparição se repete: Jesus vem ao encontro da incredulidade de Thomas, convidando-o a tocar suas feridas. Eles constituem a fonte da paz, porque eles são o sinal do imenso amor de Jesus que derrotou as forças hostis ao homem, pecado, morte. Ele o convida a tocar as feridas. É um ensinamento para nós, como se Jesus dissesse a todos nós: "Se você não está em paz, toca minhas feridas".

Tocar as feridas de Jesus, que são os muitos problemas, dificuldades, perseguições, doenças de tantas pessoas que sofrem. Você não está em paz? Vá, vá e visite alguém que é o símbolo da ferida de Jesus, toque na ferida de Jesus, daquelas feridas vem a misericórdia. É por isso que hoje é o domingo da misericórdia. Um santo disse que o corpo de Jesus crucificado é como muita misericórdia, que através das feridas nos atinge a todos. Todos nós precisamos de misericórdia, sabemos disso. Vamos nos aproximar de Jesus e tocar suas feridas em nossos irmãos sofredores. As feridas de Jesus são um tesouro: a misericórdia vem de lá. Somos corajosos e tocamos as feridas de Jesus, com estas feridas Ele está diante do Pai, mostra-as ao Pai, como se dissesse: "Pai, este é o preço, estas feridas são o que paguei pelos meus irmãos. " Com suas feridas, Jesus intercede diante do Pai. Dá-nos a misericórdia se nos aproximarmos e interceder por nós. Não esqueça as feridas de Jesus.

O segundo presente que Jesus ressuscitado traz aos discípulos é alegria. O evangelista relata que "os discípulos se alegraram em ver o Senhor" (v. 20). E há também um verso, na versão de Lucas, que diz que eles não poderiam acreditar de alegria. Nós também, quando talvez algo incrível aconteceu, algo legal, podemos dizer: "Eu não posso acreditar, isso não é verdade!". Tais eram os discípulos, eles não podiam acreditar de alegria. Esta é a alegria que Jesus nos traz. Se você está triste, se você não está em paz, olhe para Jesus crucificado, olhe para Jesus ressuscitado, olhe para suas feridas e tenha essa alegria.

E então, além de paz e alegria, Jesus traz o presente para os discípulos em missão . Ele lhes diz: "Como o Pai me enviou, eu também te envio" (v. 21). A ressurreição de Jesus é o começo de um novo dinamismo de amor, capaz de transformar o mundo com a presença do Espírito Santo.

Neste segundo domingo de Páscoa, somos convidados a nos aproximar de Cristo com fé, abrindo nossos corações para a paz, alegria e missão. Mas não nos esqueçamos das feridas de Jesus, porque a paz, alegria e força para a missão vêm de lá. Nós confiamos esta oração à intercessão materna da Virgem Maria, rainha do céu e da terra.

[00711-IT.02] [Texto original: italiano]

Depois do Regina Cœli

Caros irmãos e irmãs

Ontem(dia 27/04) em La Rioja, Argentina, foram proclamados o Beato Enrique Angel Angelelli, o bispo diocesano Carlos de Dios Murias, o franciscano conventual Gabriel Longueville, o sacerdote fidei donum e Wenceslao Pedernera, catequista, pai de família. Esses mártires da fé foram perseguidos por causa da justiça e da caridade evangélica. Seu exemplo e sua intercessão apóiam especialmente aqueles que trabalham por uma sociedade mais justa e unida. Um deles era francês, ele foi missionário para a Argentina. Os outros três, argentinos. Nós aplaudimos os novos bênçãos, todos eles!

Convido-os a juntarem-se à minha oração pelos refugiados que estão em centros de detenção na Líbia, cuja situação, já muito séria, se torna ainda mais perigosa pelo conflito em curso. Apelo para a evacuação especial de mulheres, crianças e doentes, o mais rapidamente possível, através de corredores humanitários.

E também rezamos por aqueles que perderam suas vidas ou sofreram sérios danos das recentes inundações na África do Sul. Mesmo esses nossos irmãos não nos faltam a solidariedade e o apoio concreto da comunidade internacional.

Saúdo a todos vós fiéis e peregrinos romanos da Itália e de muitos países, em particular os fiéis de Tlalnepantla (México), os jovens de Valência, os estudantes de Tricase, os adolescentes de Arcore e os de Carugo; os fiéis de Modugno e Gênova. Uma saudação especial à peregrinação diocesana das famílias da Arquidiocese de Trani-Barletta-Bisceglie, bem como aos devotos da Divina Misericórdia reunidos hoje na igreja de Santo Spirito em Sassia.

Aos nossos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais que hoje, segundo o calendário Juliano, celebram a Páscoa, ofereço votos cordiais. Que o Senhor ressuscitado lhes dê alegria e paz! E aplausos também para todos os católicos orientais e ortodoxos, para dizer-lhes: "Feliz Páscoa!".

Finalmente, agradeço a todos aqueles que me enviaram saudações de Páscoa neste momento. Troco-os cordialmente, invocando todo o bem para cada família.

Bom domingo a todos! E por favor, não esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus.

[00712-IT.02] [Texto original: italiano]



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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CATEQUESE

MARIA NO EVANGELHO E NA NOSSA VIDA


O propósito deste encontro é apresentar aos catequizandos alguns dos valores que Maria ensinou através de seus gestos e atitudes. Para isso, vamos refletir dois acontecimentos importantes onde Maria esteve presente no evangelho.

Acolhida: Prepare o ambiente com flores, uma imagem de Nossa Senhora e inicie o encontro com muita alegria e cânticos que falem de Maria. Ex: Uma entre todas foi a escolhida...

Oração Inicial: Consagração à Nossa Senhora.

1º Momento: O Encontro de Maria e Isabel (Lc 1,39-42)

Motivação (ver): Dinâmica “O Encontro”. Prepare papeis com frases que se complementam, na quantidade suficiente para sua turma. Misture os papeis e entregue um para cada participante. Em seguida, explique que vamos promover o encontro de cada dupla. Estimule-os a realizar um encontro bem alegre, como se cada um estivesse com muita saudade daquele amigo.

Sugestões de frases:

1. Eu sou um pé sem sapato…
Eu sou o sapato do seu pé.
2. Eu sou uma rosa sem perfume…
Eu sou o perfume da sua rosa.
3. Eu sou uma cabeça sem piolho…
Eu sou o piolho da sua cabeça.
4. Eu sou um dedo sem anel…
Eu sou o anel do seu dedo.
5. Eu sou um pé sem chulé…
Eu sou o chulé do seu pé.

Colocação do tema (julgar): Após a dinâmica, faça a leitura do evangelho que narra o encontro de Maria e Isabel. Se possível, pedir para duas meninas lhe ajudarem nessa leitura. Refletir com os catequizandos: Quais as principais características desse encontro? O que Maria nos ensina nesse evangelho? Será que sempre que encontramos nossos amigos, transmitimos essa mesma alegria de Maria?

2º Momento: Bodas de Caná (Jo 2,1-12)

Motivação (ver): Perguntar aos catequizandos: Qual o pedido da mamãe mais difícil de atender? (Ex: estudar, ajudar nas tarefas de casa, arrumar sua bagunça, etc)

Colocação do tema (julgar): Após os comentários dos catequizandos, conte a história das Bodas de Caná, enfatizando a participação de Maria no primeiro milagre realizado por Jesus, levando-os a perceberem o quanto Jesus era obediente a sua mãe.

Agir Transformador (ação): Depois de conhecer dois momentos importantes da vida de Maria, o nosso compromisso é imitar suas atitudes. Assim como Maria, nossa mãe recebeu de Deus uma missão muito especial: a de nos acolher em seu ventre e nos dar amor e carinho a vida inteira. E nós, assim como Jesus, devemos ser sempre obedientes e retribuir todo o amor que recebemos da nossa mãe.

Se possível, prepare um pequeno cartãozinho para o catequizando escrever para a mamãe.

Oração Final: Ave Maria meditada.

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, rogai por nós!



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PASTORAL FAMILIAR

 

A graça, como todos sabemos, não destrói a natureza, mas a eleva e aperfeiçoa. Foi por isso que Deus, ao confiar seu Filho único aos cuidados de Maria e José, quis que Nossa Senhora, como toda boa mãe, fosse o centro e o coração da Sagrada Família. A Ela Jesus, com incrível humildade, e José, com castíssimo amor, dedicavam seus melhores afetos e atenções.

E é também por isso que Maria, ainda hoje, deve continuar sendo a alma e o coração dos lares cristãos: Ela é a Rainha, o modelo, a ajuda e o ânimo para todas as famílias que desejam permanecer unidas e serem santas como santa foi a casinha de Nazaré.

A devoção a Maria é uma fonte viva de benefícios, não só para o indivíduo, mas também para toda a sociedade, seja doméstica, seja civil ou religiosa. No que diz respeito à sociedade doméstica em particular, quatro palavras sintetizam as relações que ligam Maria SS. com a família cristã: Rainha, modelo, ajuda e ânimo.

Vejamos de que maneira o culto de devoção a Nossa Senhora pode ajudar a promover, de modo muitíssimo eficaz, a unidade e a santidade dos nossos lares.

1) Maria, Rainha da família


Maria SS. é e deve ser, em primeiro lugar, a Rainha da família cristã. Esta realeza de Maria tem o seu fundamento sólido nas singulares relações que a unem à grande e eterna família do céu, composta pelas três pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Maria SS., como disse Pio XII, está “misteriosamente aparentada, em virtude da união hipostática, com a SS. Trindade e com Aquele que, só, é por essência a Majestade infinita, Rei dos Reis e Senhor dos senhores, como Filha primogênita do Pai, Mãe terníssima do Verbo, Esposa predileta do Espírito Santo” [1].

Ela é, com efeito, por esse seu divino “parentesco” com a família divina, Rainha de todas as outras famílias; tem, portanto, direito à homenagem, ao obséquio e à servidão de todas elas. Donde a suma conveniência de que todas as famílias, além de consagrar-se ao S. Coração de Cristo Rei, consagrem-se também ao Coração Imaculado e doloroso de Maria Rainha, a fim de reconhecer de uma maneira solene e voluntária esse domínio natural que Ela tem sobre todas as famílias.

“Só será Mãe cristã, autêntica e verdadeira, aquela que se amoldar ao exemplo da augusta Mãe de Cristo.”

Daí a oportunidade de erigir em todos os lares, no lugar mais frequentado da casa, um altarzinho com uma bela imagem de Maria SS., de maneira que todos possam tê-la continuamente diante dos olhos e no coração, tornando-se assim, na prática, Rainha do lar, verdadeira “ama da casa”.

Será também oportuno colocar em todos os cômodos alguma bela imagem de Maria: Ela deve constituir o centro ao redor do qual se desenvolva e no qual se inspire toda a vida doméstica. Diante dela a família deve recolher-se em oração, especialmente durante a récita do Santo Terço. A Ela as crianças devem aprender a pedir perdão depois de qualquer travessura. A Ela, além de flores materiais, devem-se oferecer todas as flores espirituais, bem como as florezinhas que em sua honra produzem e pintam as crianças. A Ela se recorre continuamente nas várias necessidades da família, tanto espirituais quanto materiais. A Ela, enfim, a saudação de todos ao entrar ou sair de casa.

Será de bom conselho renovar todos os anos o ato de consagração a Maria, a fim de trazer outra vez à memória nossos deveres para com a amabilíssima Rainha de todas as famílias. E podemos facilmente imaginar os grandes e incalculáveis efeitos de semelhante presença de Maria em todas as famílias cristãs. O pensamento, tão óbvio, de não entristecer jamais a uma tão excelsa Rainha, sentada em seu trono, será de grande eficácia para impedir as blasfêmias, as palavras feias, as discussões, as imprecações; numa palavra, o pecado em todos os seus aspectos. Não será menor a eficácia de semelhante presença em fazer com que floresçam, tendo-a como exemplo luminoso, as mais belas virtudes cristãs, particularmente as domésticas.

(Continua no próximo mês)



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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO

A Virgem Maria sob a ótica de Santo Agostinho


Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser ao mesmo tempo Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não d’Aquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente.

Pois todos os que nele creram – e nesse número ela mesma se encontra – são chamados, com razão, filhos do Esposo (filii sponsi) (Mt 9,15).

Mas, certamente, ela é mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com sua caridade para que nascessem os fiéis na Igreja – os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe.

Convinha, pois, que nossa Cabeça, por insigne milagre, nascesse segundo a carne de uma virgem, dando a entender que seus membros, que somos nós, haviam de nascer segundo o Espírito dessa outra virgem que é a Igreja.

Somente Maria, portanto, é mãe e virgem, no espírito e no corpo. É Mãe de Cristo e também Virgem de Cristo. (Santo Agostinho)

Comentário:

Maria não somente gerou a nossa Cabeça – Cristo -, mas também aos membros que formam seu corpo místico. Está enunciado aí um dos princípios mais fecundos da mariologia, e que tem gozado de influencia profunda na literatura mariana.

A cooperação de Maria na obra da Redenção faz dela, espiritualmente, a mãe dos cristãos e membro supereminente da Igreja. Cf. a constituição dogmática Lumen Gentium (cap. VIII,53), em que vem citada esta importante passagem. E também na Redemptoris Mater, III, 2,42, nota 120. Ainda no Catecismo da Igreja católica, n. 963, é feita especial referência a este texto do De sancta virginitate.

Referindo-se à importância do pensamento agostiniano para o desenvolvimento e sedimentação da mariologia, afirma Ir. Nair de Assis Oliveira, Cônega de Santo Agostinho e Assessora do Centro de Estudos Agostinianos, no texto introdutório ao livro A Virgem Maria – Cem textos marianos com comentários: Nossa mariologia católica atual deve muitíssimo ao grande mestre Agostinho. Suas reflexões contribuíram de maneira decisiva para a difusão do conhecimento e da devoção a Maria em toda a Igreja. A tal ponto que podemos afirmar, sem receio de exagero, que a substância do culto mariano de nossos dias encontra na obra agostiniana uma de suas mais convincentes e calorosas explicitações (p. 16).

Além dos aspectos acima apontados, a beleza da escrita agostiniana encanta a cada trecho, a cada linha. Quase sempre, quando o tema é Maria, os escritores fazem vir a lume o que há de mais poético em si mesmos. Parece que apenas o intuito de escrever sobre a Virgem Maria já constitui garantia suficiente de que dali brotará um texto poético. No caso de santo Agostinho, o leitor que se permitir o prazer de folhear o livro aqui comentado será agraciado com alguns textos de extrema beleza, como o que cito a seguir:

Exultem de gozo os homens! Exultem de alegria as mulheres! Cristo nasceu homem e nasceu de uma mulher. Nele, ambos os sexos estão dignificados. Que se voltem para o segundo homem todos os que haviam sido condenados com o primeiro (Adão). Uma mulher nos induzira à morte. Uma outra trouxe-nos a Vida. Dela nasceu um filho, semelhante à carne de pecado (Rm 83,).

Assim, pois, não culpemos a carne, mas para que viva a natureza, morra a culpa. Pois nasceu sem pecado Aquele em quem devia renascer o que se achava na culpa (p. 84).

Fonte: A Virgem Maria - Cem textos marianos com comentários – Paulus




Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Maio de 2019
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