sábado, 1 de fevereiro de 2020

NOTÍCIAS DA IGREJA: REGIÃO EPISCOPAL LAPA

Encontros do sínodo mobilizam paróquias da Região Lapa

Lideranças pastorais se reuniram para etapa paroquial dessa iniciativa arquidiocesana


Em 19 de março, na Paróquia Santíssima Trindade, no Setor Pastoral Rio Pequeno, a comunidade paroquial participou da missa de abertura da etapa Paroquial do sínodo arquidiocesano, presidida pelo Padre Marcos Roberto Pires, Pároco.

Na noite do dia, 20, aconteceu o segundo encontro do caminho sinodal da Paróquia Nossa Senhora da Lapa, no Setor Pastoral Lapa, com o tema “Evangelização”. Os grupos da Paróquia foram acompanhados pelo Padre Adalton Pereira de Castro, Pároco.

Os fiéis e lideranças pastorais da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, no Setor Leopoldina, em 22 de março, participaram da missa de abertura do sínodo na Paróquia. A celebração foi presidida pelo Frei Alcimar Fioresi, Pároco.

SÍNODO NA PARÓQUIA

“O Catecismo da Igreja Católica nos ensina a prática das 14 obras de misericórdia. Sete são as obras de misericórdia corporais: visitar aos enfermos, dar de comer ao faminto, dar de beber ao sedento, dar pousada ao peregrino, vestir o nu, visitar os presos e enterrar os defuntos. E sete são as obras de misericórdia espirituais: ensinar a quem não sabe, dar bom conselho ao que necessita, corrigir ao que erra, perdoar a quem nos ofende, consolar ao triste, sofrer com paciência as ofensas recebidas e rezar a Deus pelos vivos e os defuntos”.

O Papa Francisco nos recorda que a prática das obras de misericórdia está no centro da vida cristã. Será que a nossa comunidade paroquial se destaca em nosso bairro pela prática das obras de misericórdia, conforme o exemplo e a recomendação de Jesus, o Bom Pastor?



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Fevereiro de 2020
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquiahttp://www.pnslourdes.com.br

NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Em Roraima, Cardeal Scherer ressalta ‘situação de emergência’ dos imigrantes venezuelanos

Por Fernando Geronazzo

Arcebispo de São Paulo conhece o trabalho pastoral de acolhida das milhares de pessoas que cruzam a fronteira da Venezuela em busca de uma vida melhor.

(Fotos: Diocese de Roraima)

Entre os dias 7 e 13 de janeiro, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, realiza uma visita missionária à Diocese de Roraima (RR).

Acolhido pelo Bispo Diocesano, Dom Mário Antonio da Silva, o Cardeal Scherer está conhecendo o trabalho de acolhida dos milhares de imigrantes venezuelanos que cruzam a fronteira após o agravamento da crise política e humanitária no país vizinho.

Nesta terça-feira, 7, Dom Odilo se reuniu com os membros das organizações eclesiais e civis que atuam na acolhida a apoio aos imigrantes.

“São iniciativas muito bonitas de solidariedade. Cada organização ajuda de alguma maneira e, assim, é um trabalho em rede, um trabalho de 'formiguinha'. Cada um faz alguma coisa e, no fim, muitas coisas para socorrer as situações de necessidade de tantos venezuelanos que aqui estão”, relatou o Cardeal, no programa “Encontro com o Pastor”, da rádio 9 de Julho.


MUITAS NECESSIDADES

O Arcebispo destacou, ainda, que a situação na fronteira é muito mais séria. “A situação é de grande emergência. Há carência de tudo. As pessoas estão com fome, desnutridas, cansadas, procuram trabalho, alguma forma de viver com dignidade, sustentar a família”, disse.

“A multidão é grande e as necessidades são muitas. Por isso, o Brasil todo precisa se envolver na ajuda a essas pessoas”, manifestou o Cardeal, ressaltando que Roraima é um estado pequeno e não consegue absorver a multidão que procura trabalho. “De toda forma, a primeira coisa que se faz é acolher, ver onde podem se abrigar, alimentar”, completou.

Pela manhã, Dom Odilo presidiu uma missa na casa dos Missionários da Consolata, onde, diariamente, é servido café da manhã aos imigrantes. Nos próximos dias, o Cardeal visitará a cidade Caracaraí, na fronteira com a Venezuela.

CAMINHOS DA SOLIDARIEDADE

Com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade – gesto concreto da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – o projeto Caminhos da Solidariedade reúne diversas organizações que atuam em três eixos: articulação conjunta com a Igreja na Venezuela, integração e meios de vida.

Entre as entidades estão a Cáritas Brasileira, o Serviço Pastoral do Migrante (SPM), Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados (SJMR).


Com o sínodo, paróquias dão testemunho da fé pela cidade


A realização do primeiro sínodo arquidiocesano tem estimulado as paróquias da Arquidiocese a refletir sobre a própria realidade pastoral e evangelizadora.

Em artigo publicado na seção “Encontro com o Pastor”, em 24 de outubro de 2018 no O SÃO PAULO, o Arcebispo Metropolitano salientou que a primeira etapa do caminho sinodal, realizada nas 306 paróquias da Arquidiocese, serviu para “ver a realidade”, com o olhar da fé, e “ouvir o que o Espírito diz à Igreja”, e que, a partir deste entendimento, seria preciso promover iniciativas fecundas de “conversão e renovação pastoral”.

Inspiradas pelo sínodo, muitas paróquias já percorrem o caminho de “comunhão, conversão e renovação missionária”, a partir de diferentes iniciativas.

ALIMENTAR A MISSÃO

No bairro da Vila Arapuá está localizada a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Ipiranga. A realização das pesquisas sinodais em 2018 levou à percepção de que mesmo com uma catequese estruturada em diferentes etapas e idades, ainda era preciso um aprofundamento na formação teológica e doutrinal para os adultos.

Desde então, um grupo participa todos os domingos do “Bate-papo com o Padre” – um diálogo entre o Pároco, Padre João Paulo Rizek, e seus paroquianos: “Para aumentar o grau de informalidade, eu me sento no degrau do presbitério e respondo a perguntas sobre fé, doutrina, a Igreja, explico questões sobre a Eucaristia, a Bíblia etc”.

Segundo o Pároco, o fato de ser uma paróquia territorialmente pequena não impede que a missão da Igreja aconteça no território. Os encontros contribuem, ainda, para alimentar o espírito de engajamento dos agentes de pastoral que costumam participar da conversa.

COLHEITA FRUTUOSA

Também na Região Ipiranga, os paroquianos da Paróquia São João Clímaco, juntamente com o Padre Antônio de Lisboa Lustosa Lopes, Pároco, criaram, em 2018, a “Quarta Sinodal”, um momento de reflexão sobre a realidade na qual a comunidade paroquial está inserida.

Em 2020, os encontros terão como foco a meditação do Evangelho de Mateus, com a assessoria do seminarista Antônio Sérgio Silva, da Congregação Salesiana de Dom Bosco. O seminarista também disse perceber um maior envolvimento dos jovens na Paróquia e citou, ainda, um crescimento nas visitas aos enfermos e na devoção a São João Clímaco, com a confecção de santinhos que são distribuídos para as famílias. A Paróquia é a única dedicada ao Santo na América Latina.

IMPULSO À CATEQUESE E À SOLIDARIEDADE

Na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Tremembé, Região Santana, um dos resultados concretos do sínodo foi a formação da Pastoral da Solidariedade.

“Em 2018, um grupo movido pelas inspirações sinodais começou a iniciativa de coleta de donativos. Eles se firmaram nessas ações de levar alimentação às pessoas em situação de rua, começaram a fazer campanhas de doação e o grupo não parou de crescer desde então”, contou o Frei Guilherme Pereira Anselmo Júnior, Pároco.

Atualmente, o grupo composto por aproximadamente 30 pessoas se reúne uma vez por mês para organizar as ações e, em outra data, para a iniciativa concreta em diferentes localidades, especialmente no centro de São Paulo.

Frei Guilherme também disse que o sínodo impulsionou a implantação do processo de catequese de inspiração catecumenal, iniciado pelo Pároco anterior, Padre Eduardo Higashi. “Essa catequese não requer um período de inscrições para novas turmas. O ingresso de pessoas acontece o tempo todo. Elas chegam, são acolhidas e começam o caminho”, comentou.

O Sacerdote também enfatizou que a partir do sínodo ampliou-se a consciência de que a Paróquia está inserida na Arquidiocese. “O sínodo proporcionou um despertar de uma consciência paroquial de pertença, de comunhão e de participação. Eu vi, de forma muito entusiasmante, a Paróquia sentir-se parte, de comungar da Arquidiocese, de participar da vida arquidiocesana. Tem sido bonito perceber que a Paróquia se reconhece parte de todo um caminho, de uma construção de pastoral de Igreja, de testemunho”, concluiu.

VALORIZAÇÃO DOS SACRAMENTOS

Na Região Brasilândia, a Paróquia São Luís Gonzaga, na Vila Pereira Barreto, firmou o compromisso de renovar sua missão como Igreja de Cristo, a partir da elaboração de sete propostas.

Um dos eixos de destaque, conforme explicou o Padre Roberto Carlos Queiroz Moura, Pároco, foi a proclamação do “Ano da Graça”, em 2019, a fim de promover os sacramentos de iniciação cristã entre os adultos. Com a iniciativa, muitos foram batizados, mais de 120 pessoas receberam a primeira Eucaristia e quase 200 foram crismadas.

Além disso, a cada mês foram convidadas para as missas pessoas que haviam recebido alguns dos sacramentos na Paróquia. Uma das celebrações mais expressivas, segundo o Pároco, aconteceu quando 120 casais que receberam o Matrimônio, em diferentes épocas, adentraram de mãos dadas na Igreja.

As demais propostas contemplam a articulação da pastoral de conjunto, missão permanente junto às famílias do bairro, celebração mensal do Padroeiro, participação dos jovens por meio de atividades voluntárias e esportivas e a criação da Pastoral da Escuta.

“Continuamos em missão. Queremos cada vez mais conhecer a realidade e colocar em prática tudo o que sonhamos e pensamos durante essa caminhada sinodal. Estaremos em sintonia com as conclusões arquidiocesanas para chegarmos ao melhor trabalho”, concluiu Padre Roberto.


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NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Chuvas no sul do Espírito Santo: arquidiocese de Vitória mobiliza paróquias para arrecadar doações


As fortes chuvas que atingiram a região sul do estado do Espírito Santo fizeram despertar iniciativas solidárias das paróquias da região e também da arquidiocese de Vitória (ES). Vários pontos de arrecadação de doações foram montados e uma conta bancária foi disponibilizada para receber recursos que vão ajudar as famílias atingidas nos municípios de Iconha, Vargem Alta, Anchieta e Rio Novo do Sul e Alfredo Chaves.

De acordo com informações da Defesa Civil, são 415 pessoas desabrigadas ou desalojadas e seis mortes confirmadas. Buscas por desaparecidos também ocorrem na região.

A arquidiocese de Vitória reforçou o pedido de ajuda material e espiritual, além do pedido pessoal do arcebispo metropolitano, dom Dario Campos, para que se coloquem como pontos de arrecadação de doações para os atingidos pelas chuvas.

“Doações estão sendo recebidas em algumas paróquias e a Mitra Arquidiocesana, na Cidade Alta, também será um ponto de arrecadação a partir de segunda-feira”, segundo padre Moraes, pároco da  paróquia Imaculada Conceição, em Alfredo Chaves. “A situação é muito difícil e toda ajuda será bem-vinda”, diz comunicado da arquidiocese capixaba.

“Muitas famílias perderam tudo que tinham, especialmente as mais carentes precisam de muita ajuda. Estamos precisando de mantimentos, água potável, material de limpeza, eletrodoméstico, roupas de cama e também para vestir, móveis, colchões…, enfim”, disse o padre, que ainda ressaltou a importância de todos estarem em oração e que ofertem “seu calor humano para as vítimas das chuvas”.


XXIX Curso Anual para os Bispos, no Rio, aprofunda temas referentes à formação presbiteral


Teve início na segunda-feira, dia 27, e terminou dia 31 de janeiro, o XXIX Curso Anual para os Bispos, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro (RJ) com o tema: “A dinâmica humana e espiritual da formação permanente dos presbíteros”. Nos 30 anos do curso comemora-se também o centenário de nascimento de dom Eugênio Salles, criador e incentivador da proposta.

Em artigo, publicado aqui no site da CNBB, o arcebispo da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, o cardeal dom Orani Tempesta informa que o objetivo do curso foi oferecer uma série de palestras com oradores de renome para contribuir com a atualização dos bispos.

“Neste ano queremos refletir sobre a formação inicial e ao longo do exercício do ministério dos presbíteros e sua aplicabilidade em nosso país. O curso é uma forma de reflexão e partilha entre os interessados”, disse.

Os 199 participantes, entre bispos e formadores de seminários, aprofundaram as temáticas concentradas em dois documentos: Ratio Fundamentalis, publicada em 8 de dezembro de 2016 pela Congregação para o Clero e na Ratio Nacionalis, aprovada pela Assembleia Geral e publicada pela CNBB em 12 de outubro de 2019, como Documento nº 110.

O tema da formação dos presbíteros foi discutido na 56ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril de 2018. Os debates foram norteados pelo tema “Diretrizes para a formação dos presbíteros na Igreja no Brasil”, passando a vigorar em 12 de outubro de 2019.

O Documento lançado no ano passado traz orientações para a formação de novos presbíteros no Brasil e a necessidade de formação permanente. Segundo o texto, esse novo presbítero precisa ter características como “coragem de alcançar todas as periferias geográficas e existenciais que precisam da luz do Evangelho, em uma atitude acolhedora e misericordiosa”, destaca o texto.

O documento foi inspirado na Ratio Fundamentalis – O dom da vocação presbiteral e suas quatro características que precisam ser destacadas: a formação deve ser única, integral, comunitária e missionária. Publicado no dia 8 de dezembro de 2016, atualiza as orientações de 1985. As atuais Diretrizes visam enriquecer a formação espiritual, humana, intelectual e pastoral dos futuros sacerdotes “com novos impulsos vitais, consoantes com a índole peculiar de nosso tempo”.

O cardeal dom Orani Tempesta afirmou ser oportuno que a XXIX do Curso dos Bispos tratasse da formação de presbíteros no mesmo tempo em que se celebra 100 anos de nascimento do cardeal Eugênio Salles. Para dom Orani, dom Eugênio Salles tem como marcas o zelo presbiteral, a coerência, a santidade e a unidade com o Magistério de Pedro.

“Nosso Encontro de Bispos foi inspirado para que na maturidade da formação presbiteral e na vivência de uma espiritualidade do serviço sacerdotal pleno pudessem nossos presbíteros verdadeira e coerentemente viver e testemunhar a dinâmica humana e espiritual da formação permanente dos presbíteros”, disse.

Os conferencistas deste ano foram dom Jorge Carlos Patrón Wong, arcebispo secretário da Congregação para o Clero; dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da CNBB e membro da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; padre Stanislaw Morgalla, professor da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma e diretor do Centro de St. Peter Favre, para formadores do Sacerdócio e da Vida Consagrada; padre Luiz Fernando Ribeiro Santana, do clero do Rio de Janeiro, e mestre em Teologia pela PUCRio, onde é professor; e doutora Luciana Campos, professora do seminário São José, de Niterói. Ela é autora de livros como “Resiliência e Habilidades Sociais”, “A dor invisível: A Síndrome de Burnout e depressão entre os Religiosos” e a “A Dor Invisível dos Presbíteros”.


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NOTÍCIAS DA IGREJA: PAPA FRANCISCO

Pe. Aemilius é o novo secretário particular do Papa Francisco


O sacerdote do Uruguai, Gonzalo Aemilius, Doutor em Teologia, é o novo secretário particular do Papa Francisco. Os dois se conhecem desde 2006, quando o cardeal Jorge Mario Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, lhe telefonou porque tinha ouvido falar sobre o seu trabalho com os jovens que viviam na rua.

Pe. Aemilius vai trabalhar junto ao atual secretário particular do Pontífice, Pe. Yoannis Lahzi Gaid. O escolhido pelo Papa vai ocupar a função desempenhada anteriormente por Pe. Fabian Pedacchio, sacerdote argentino. Ele trabalhou junto a Francisco de 2013 a 2019, quando voltou ao seu cargo na Congregação dos Bispos em dezembro do ano passado.

A história de Pe. Aemilius

Nasceu em 18 de Setembro de 1979, foi ordenado sacerdote em 6 de maio de 2006. Proveniente de uma família rica de Montevidéu, uma avó judia e pais não credentes, Gonzalo Aemilius se converteu durante o ensino médio, ao ser despertado pelo sorriso e pela alegria de alguns sacerdotes que ajudavam os jovens que viviam na rua, mesmo recebendo ameaças de morte. Decidiu ser padre e dedicar a sua vida a essa juventude, pobre e abandonada no seu país.

O sacerdote uruguaio ainda foi diretor do Colégio Jubilar João Paulo II, no Uruguai, e estudou por dois anos teologia em Roma.

O encontro de 17 de março de 2013

Pe. Aemilius ficou conhecido também porque, na manhã de 17 de março de 2013, enquanto o Papa saudava fiéis reunidos fora da Porta Santana, Francisco o viu em meio à multidão e o convidou a segui-lo na igreja onde estava para celebrar a sua primeira missa depois da eleição como Pontífice. Ao final da liturgia, o Papa o chamou e o apresentou a todos, pedindo para rezar por ele e pelo seu trabalho com os jovens de rua.

Ao ser entrevistado pelo jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, no dia seguinte, tinha contado que ainda quando arcebispo, Bergoglio tinha uma capacidade de integrar valores diferentes, conduzindo-os numa única ação: “ele me ensinou a extrair o melhor que há em cada indivíduo, independente de quanto possa ser diverso de todos os outros, aproveitando para o bem de todos”.


Papa aprova eleições de Decano e Vice-Decano do Colégio de Cardeais


O Papa Francisco aprovou em 18 de janeiro de 2020 a eleição do Decano do Colégio Cardinalício na pessoa do cardeal Giovanni Battista Re, da Igreja Suburbicária de Sabina-Poggio Mirteto, que também irá assumir o título da Igreja Suburbicária de Ostia. A eleição ocorreu entre os cardeais da Ordem dos Bispos.

Nesta sexta-feira (24), o Papa Francisco aprovou igualmente a eleição do Vice Decano do Colégio Cardinalício na pessoa do cardeal Leonardo Sandri, da Diaconia dos Santos Biagio e Carlo ai Catinari, também prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais.

Entenda as funções

O Decano preside o Colégio, mas não tem poderes de governo sobre os outros cardeais, sendo um "primus inter pares". O Decano convoca o Conclave em caso de Sede vacante e o preside caso tiver menos de 80 anos e, portanto, é incluído na lista de eleitores.

Em dezembro, o Papa havia aceitado a renúncia por motivo de idade do cardeal Angelo Sodano como Decano do Colégio de Cardeais e, com um Motu Proprio específico, estabeleceu que, a partir de agora, essa função terá a duração de 5 anos, eventualmente renovável, e, que no final do mandato, o cardeal que deixa o cargo receberá o título de "Decano emérito".




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CATEQUESE 2020

Um bom encontro de catequese deve ser pensado na mente e no coração!

O encontro de catequese deve ter o cuidado de não desenvolver somente a capacitação didática, mas também a vivência pessoal e comunitária da fé e seu compromisso com a transformação do mundo (cf. CR 150).

Sendo assim, é fundamental procurar conhecer sempre mais: os catequizandos e sua realidade. Além disso, o conteúdo do encontro e as estratégias sugeridas.

Com relação aos encontros, seguem algumas dicas para que estes despertem maior interesse no catequizando e sejam cada vez mais atrativos e dinâmicos:

§  Acolher com carinho e alegria a cada um dos catequizandos;
§  Preparar o local dos encontros de modo a torná-lo acolhedor;
§  Iniciar o encontro com uma oração, onde cada um poderá colocar uma intenção em voz alta;
§  Conduzir o encontro de uma maneira que este não seja confundido com “uma aula”;
§  Ter sempre a Bíblia em destaque;
§  Procurar conhecer o catequizando, chamando-o sempre pelo nome;
§  Com atenção e antecedência, pesquisar, ler e preparar o material necessário;
§  Nunca fazer uma leitura corrida do texto;
§  Permitir que a Palavra de Deus seja luz para o Encontro (procurar se aprofundar mais);
§  Fazer tudo com simplicidade, criatividade e carinho;
§  Criar a expectativa da descoberta;
§  Estar sempre atento às festas e ao tempo litúrgico, reservando um período do encontro para falar sobre eles;
§  Conhecer o tema com clareza e apresentar o mesmo com clareza e objetividade;
§  Preparar um roteiro para o desenvolvimento do tema;
§  Despertar motivações fazendo uso de “palavras-chave” referentes ao tema de cada encontro;
§  Fazer uso de linguagem clara, objetiva e direta, proporcionando maior entendimento de todos;
§  Ser dinâmico;
§  Permitir que os catequizandos expressem suas opiniões e sugestões, avaliando-as e corrigindo-as quando necessário;
§  Troque ideias com outros catequistas e veja quais pontos podem melhorar seu desempenho;
§  Sempre que possível, fazer uso de recursos audiovisuais para a apresentação do conteúdo. Dessa forma, considerando a idade de seus catequizandos e a realidade em que vivem, procure fazer as adaptações necessárias para que obtenha êxito ao longo dos encontros.


Link para inscrição:






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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO

OS PAIS, “PRIMEIROS EDUCADORES”
Santo Agostinho

Da mesma forma que a nós bispos compete pastorear nossa Igreja, também a vós, pais, compete governar vossa casa. Em ambos os casos, a fim de prestar contas a Deus daqueles que nos foram confiados. (In ps. 50,24).

– Deus ama a disciplina. E é perversa a inocência falsificada do pai que tolera os pecados de seus filhos. O pecado que não te desagrada no teu filho, na realidade é porque te agrada a ti. Embora não cometas o mesmo ato, é a mesma concupiscência que te move. (In ps. 50,24)

  • Todo pai de família deve reconhecer, neste título, uma dívida de amor para com aqueles que lhe foram confiados. Por amor do Cristo e da vida eterna, instrua, admoeste, corrija e exorte todos os seus. Ser pai não é um é um ofício, mas sim um serviço. (In Joan. 51,13).
  • Educa o teu filho. E faze isso de forma tal que, na medida do possível, a instrução vá acompanhada de pudor e liberdade. Quer dizer, procura que o teu filho sinta vergonha de te ofender sem que, por esse motivo, chegue a temer-te como se teme a um juiz… Se isto, porém, não for suficiente, não receies em lançar mão do castigo, produzindo dor nele, mas procurando a sua salvação. Muitos têm sido corrigidos por meio do amor, outros pelo temor: por temor ao castigo, eles chegaram ao amor. (Serm. 13,8).
  • Melhor amar com severidade do que enganar com suavidade. (Epist. 93,2.4)
  • Não consiste a felicidade em ter filhos, mas sim em ter bons filhos. (In ps. 127,15).
  • Não se deve dar a todos o mesmo remédio, se bem que a todos é preciso dar o mesmo amor. Uns devem ser amados com gentileza, outros com severidade. Com um amor, que sem ser inimigo de ninguém, seja atencioso com todos. (De cat. rud. 15,25).
  • O fato de dar já supõe mérito para receber. (Epist. 266,1).
  • Não é a mesma coisa “ser” pai, que “cumprir as funções de pai” (Serm. 44,1; Epist. 208,2).

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