terça-feira, 1 de agosto de 2017

NOTÍCIAS DA IGREJA: PAPA FRANCISCO

Papa no Angelus: confiar na ação de Deus que fecunda a história

Cidade do Vaticano (RV) – “Confiar na ação de Deus que fecunda a história”, pois somente Ele pode separar o bem do mal e extirpá-lo, e o fará no juízo final. A nós cristãos, cabe o discernimento entre o bem e o mal, conjugando decisão e paciência. Neste sentido, devemos evitar julgar quem está ou não no  Reino de Deus, pois todos somos pecadores.


Papa supera 35 milhões de seguidores no Twitter



Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco está cada vez mais nas redes sociais. Nas últimas horas, a sua conta Twitter@Pontifex em nove línguas superou os 35 milhões de seguidores com uma aceleração forte no último mês, sobretudo na língua inglesa.

http://www.news.va/pt/news/papa-supera-35-milhoes-de-seguidores-no-twitter



Papa dedica tweet aos avós: comunicar o patrimônio de humanidade e fé



Cidade do Vaticano (RV) –  “Quanto são importantes os avós na vida da família para comunicar o patrimônio de humanidade e fé essencial para cada sociedade!”.

Com o tweet publicado esta quarta-feira, 26 de julho, dia em que a Igreja recorda São Joaquim e Santa Ana, o Papa Francisco enfatiza mais uma vez o papel desempenhado pelos avós no seio da família e da sociedade, também na transmissão da fé.



Papa beatificará dois mártires colombianos durante sua visita ao país



“Tenho a alegria de comunicar que o Santo Padre dispôs que o rito de beatificação dos Veneráveis Servos de Deus Jesús Jaramillo Monsalve, Bispo de Arauca, e Pedro María Ramírez Ramos, sacerdote diocesano, será presidido pessoalmente por ele no dia 8 de setembro de 2017, e terá lugar em Villavicencio, por ocasião de sua viajem Apostólico à Colômbia", diz a carta assinada pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Angelo Becciu, enviada a Dom Óscar Urbina Ortega, Arcebispo de Villavicencio.



Papa Francisco faz doação em dinheiro para ajudar países da África Oriental


Para ajudar as populações da África oriental, o Papa Francisco doou simbolicamente 25 mil euros à FAO, Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Agosto de 2017
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

NOTÍCIAS DO TEOLOGADO SANTA MÔNICA

Semana de Formação Própria


O Teologado Santa Mônica acolheu nos dias 10-14 de julho de 2017 o frade Agostiniano Recoleto Frei Enrique A. Eguiarte. Frei Enrique ministrou a Semana de Formação Própria com o tema" Cristologia de Santo Agostinho". Participaram os religiosos de votos simples bem como alguns convidados.


ENCERRAMENTO DO CURSO DE DIREITO MATRIMONIAL E PROCESSUAL


Os religiosos do Teologado Santa Mônica encerraram o Curso de Direito Matrimonial e Processual Canônico. O curso aconteceu durante 3 meses na Cúria Episcopal da Região Santana e o encerramento teve lugar na capela São José (anexo à cúria) no dia 13 de julho de 2017 às 19h30 com o Cardeal Dom Odilo.

Fotos: Frei Rhuam F.R de Almeida 
e site do Tribunal Eclesiástico:


DOENÇA E RECUPERAÇÃO DE FREI GERALDO INÁCIO



Após 35 dias de internação no Hospital São Camilo, hoje pela manhã tive alta e já estou em casa. Quero agradecer primeiramente a Deus pelo dom da Vida, de ter recebido mais esta Graça de estar vivo. Aos Médicos e Enfermeiros do Hospital São Camilo, aos meus Irmãos Confrades da Província Santa Rita, sobre tudo do Teologado Santa Mônica e Paróquia N. S. de Lourdes, que fizeram o possível e o impossível, que se revezaram entre os trabalhos e as idas e vindas ao hospital, a minha Família e Amigos de perto e de longe, enfim a Todos que se dedicaram um instante de seu tempo sobretudo as Orações, pois pra quem tinha apenas 5% de chance de sobreviver, foi realmente um Milagre. Meu muito obrigado a todos de Coração e continuamos na Luta!!!  (Frei Geraldo.). Fonte: Facebook de Frei Geraldo Inácio.


RETIRO ANUAL DOS FRADES AGOSTINIANOS RECOLETOS

Aconteceu no Centro Teresiano de Espiritualidade na cidade de São Roque (SP) o retiro anual dos frades Agostinianos Recoletos da Província Santa Rita de Cássia. O retiro estendeu-se do dia 02 ao dia 09 de julho de 2017 e contou com a assessoria de Frei Enrique Eguiarte (OAR) que, com maestria, expôs-nos o tema “Os cinco ‘Eu Sou’ de Jesus no Evangelho joanino”.

Por Frei Rhuam Ferreira Rodrigues de Almeida, OAR.


Duas ordenações: diaconal de frei Laércio e presbiteral de frei Ricardo

Ordenações: Presbiteral e Diaconal
Divinópolis, MG

Frei Ricardo foi ordenado presbítero e frei Laércio ordenado diácono no dia 22 de julho no Santuário do Senhor Bom Jesus, em Divinópolis-MG.

A cerimônia das duas ordenações foi precedida do Tríduo, iniciado no dia 19 e concluído no dia 21, véspera da ordenação de ambos.




A Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e este Blog deseja aos dois muita perseverança nos Ministérios de Diaconato e Presbiterato.



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CATEQUESE

Dinâmica: pipoca - vocações


Objetivo: demonstrar o que é vocação e suas implicações

Material: milho de pipoca sem estourar e pipoca para comer, se houver possibilidade de estourar na sala do encontro de catequese. Para isso levar todo material necessário.

Execução da dinâmica:

1)    Motivação: Quando vivenciamos grandes momentos, muitas vezes deixamos de observar pequenos acontecimentos e coisas. Estas pequenas coisas podem significar grandes aprendizados para nossa vida. Como por exemplo, “este grão de pipoca” e como se fosse cada um de nós.

2)    Distribuir os grãos: cada um recebe um grão de pipoca crua, pedir que coloquem na palma da mão. Que olhem bem para o pequeno grão e pensem: O que ele representa em minha vida? O que é um grão de pipoca? Que sentido ele pode ter em minha vida?

(Fazer um momento de silencio)

3)    Partilhando: convidar que falem com breves frases o que meditaram, vendo o grão da pipoca!

4)    Recolher os grãos.

5)    Estourar os grãos.


1° Momento: Se deixarmos que cada um ficasse com o grão, o que aconteceria? Dá para fazer pipoca com um só grão de milho? Para  se tornar pipoca o que deve acontecer? (breve partilha)

2° Momento: enquanto estoura a pipoca, refletir através de uma conversa dialogada, cujo conteúdo pode ser:

Aqui temos a panela, o óleo, os grãos e o sal e temos o fogo.

Começaremos a estourar os grãos que passaram por uma transformação.

Os grãos representam cada um de nós.

A panela é como a igreja que nos transforma em filhos de Deus, nos  guarda, protege e alimenta.

O fogo que aquece os grãos representa o fogo do Espírito Santo.

O óleo que colocamos na panela representa a unção que recebemos no batismo o óleo da Crisma.

O sal que sentido teria na nossa vida? A perseverança na, fé o sabor de CRISTO, ”Se o sal perder o sabor...”.

Conclusão: Observando este grão podemos entender o que é vocação. Cada pessoa tem a sua vocação específica, própria e pessoal. No evangelho lemos que “Jesus crescia em idade, sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (LC 2,40-52).Este deve ser o projeto para cada um de nós. Somos diferentes, gostamos de coisas diferentes, mas todos nós temos uma vocação que devemos descobrir conforme crescemos e o nosso desempenho que vai mostrar a nossa vocação, buscamos um mesmo ideal, porém de formas diferentes com o grão da pipoca, que tem o mesmo objetivo, mas uns são grandes outros pequenos alguns nem se transformaram assim acontece também com cada um de nós. 





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PASTORAL FAMILIAR: FAMÍLIA E VOCAÇÃO



Vocação é um chamado. Exige uma resposta. Na vida cristã, a vocação à família é um dom inestimável. A família é o berço de todas as outras vocações.

A família é o lugar onde se desenvolvem nos seres humanos os seus relacionamentos mais significativos e especiais.  É instituição divina desde a criação do mundo. “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois já não serão mais duas, mas uma só carne”. A união entre o homem e a mulher é fundamental e querida por Deus. Os filhos são a bênção do casamento, que trás em seu bojo os sinais da fidelidade, da fecundidade e da eternidade.

Os sagrados laços do matrimônio despertam no homem e na mulher a vocação ao amor, dada por Deus mesmo a todo ser humano. Ele que é amor nos mandou amar como Ele mesmo. Criados à sua imagem e semelhança não poderia, de fato, ser diferente. O parágrafo 1604 do Catecismo da Igreja Católica chama nossa atenção para este dado importante do amor: “Deus que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata do ser humano. Pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é amor. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do criador, que é amor. E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: “Deus os abençoou e disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28)”.

Que o homem e a mulher foram criados um para o outro não se discute. Assim é afirmado na Sagrada Escritura: “não é bom que o homem esteja só”. Daí o Senhor lhe faz uma companheira semelhante: “carne de sua carne, ossos de seus ossos”.

O matrimônio é a caracterização do início de uma nova família. Já não são mais dois, mas uma só carne. Além de ser uma instituição divina é também de índole natural. A união entre o homem e a mulher garante as gerações da prole ao longo dos anos. O Matrimônio é, portanto, uma aliança onde homem e mulher se unem pela vida toda, tendo em vista o bem de ambos e a geração e educação dos filhos. Foi o próprio Jesus que elevou esta união à dignidade de sacramento.

Muitas ameaças do mundo moderno hoje colocam em questão o verdadeiro sentido do matrimônio. Precisamos sempre mais resgatar o valor da família. O Beato Papa João Paulo II chama a família de “santuário da vida”. Ao longo de todos os séculos a Igreja sempre trabalhou e zelou pela promoção da família e de seus valores. Afinal, ela tem consciência de que esta é de fundamental importância para o bem-estar de toda a humanidade. Quanto mais nossas famílias se estruturarem devidamente e sobre os alicerces da fé e da verdade, mais o mundo tomará consciência de sua verdadeira identidade e missão. O Concílio Vaticano II, no documento Gaudium et Spes, ressalta que “a salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar”.

A família é a vocação natural dos seres humanos. As demais vocações são específicas e especiais e não poderiam existir não fossem famílias generosas a oferecer seus membros em vista de um bem comum. A família não exprime sua importância apenas entre seus membros, mas suas atitudes refletem sobre a sociedade como um todo, sem dúvida. Daí a afirmação do Concílio da necessidade da família na salvação de toda a humanidade.

No sacramento do matrimônio os noivos se aceitam um ao outro, unindo-se à oferenda de Cristo à sua Igreja. Assim como Cristo amou a Igreja, os cônjuges devem se amar também. São os esposos que se conferem mutuamente o sacramento, expressando diante de toda a Igreja ali reunida o seu consentimento. O sacerdote testemunha o consentimento que é dado um ao outro. A bênção sacramental é importante na celebração. O Catecismo da Igreja Católica no §1624 ressalta este aspecto de modo claríssimo: “as diversas liturgias são ricas em orações de bênção sobre o novo casal, especialmente sobre a esposa. Na epiclese deste sacramento, os esposos recebem o Espírito Santo como comunhão de amor de Cristo e da Igreja. É ele o selo de sua aliança, a fonte que incessantemente oferece seu amor, a força em que se renovará a fidelidade dos esposos. Toda esta configuração do sacramento está para confirmar e ressaltar que o matrimônio não é uma celebração exclusiva ou particular, mas um ato eclesial: isto se manifesta claramente na presença do ministro da Igreja, bem como dos presentes, as testemunhas. O casamento é um ato litúrgico, cria direitos e deveres na Igreja, entre esposos e filhos; é um estado de vida na comunidade de fé e sua celebração tem caráter público.

Uma vez que os noivos se deram em casamento está constituída a nova família. Os filhos são frutos desse amor. O sacramento é o selo de Deus na vida do casal. Jamais pode ser dissolvido. Uma especial graça concedida ao casal é a graça que é o próprio Cristo: na união conjugal um deve ajudar o outro a se santificar, estando sempre unidos um ao outro e na aceitação e educação dos filhos. O amor que os une deve ser delicado e fecundo, sincero e firmado no temor de Deus.

O amor conjugal exige a indissolubilidade, a fidelidade e a fecundidade. Sinaliza o amor de Cristo com sua Igreja. Este amor é indissolúvel, pois nada pode romper, nenhuma miséria humana e nenhuma outra situação seria capaz de dissolver este amor; é fiel, porque dura de geração em geração, mesmo se a humanidade, no mal uso de sua liberdade, afastar-se de Deus e de seus santos ensinamentos; e fecundo, porque, como na vida do casal os filhos são frutos do seu amor, na Igreja Cristo oferece a vida aos que renasceram na água do batismo e com ele foram sepultados e irromperam tão logo vitoriosos e ressuscitados.

Jesus nasceu em uma família: a sagrada família de Nazaré. Filho de Maria e José. A igreja é a família de Deus. Nela todos são chamados a servir ao Deus vivo e verdadeiro: “Crê no Senhor Jesus e serão salvos tu e os de tua família”. Nosso tempo urge que as famílias se convertam na fé e animem o mundo com a força que vem do próprio Deus. Ainda o Catecismo da Igreja Católica, no § 1656, ressalta esta necessidade: “Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial como lares de fé viva e radiante. Por isso, o Concílio Vaticano II chama a família usando uma expressão antiga, de “igreja doméstica”. É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e exemplo, os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada”.

O lar da família é o espaço privilegiado da educação, do cuidado e da ternura; é a escola da vida e da fé. Os pais são, portanto, o primeiro catequista de seus filhos. Cabe-lhes introduzir sua prole no caminho cristão e acompanhar todo o seu desenvolvimento nas diversas etapas do caminho da fé. É lá, também, o celeiro de vocações e de um suficiente e necessário desenvolvimento e enriquecimento da pessoa humana. As melhores e mais importantes lições vêm de casa. Ninguém deve estar privado da família. Assim também nossas igrejas, comunidades paroquiais devem ser casa e família para todos, especialmente para os mais cansados, excluídos e enfraquecidos. Seguindo a orientação de São Paulo, na carta aos Efésios, que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja. Grandioso mistério de amor de um Deus que se revela e se deixa conhecer.

“Que a família comece e termine sabendo onde vai, que o homem carregue nos ombros a graça de um pai; que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor e que os filhos conheçam a força que brota do amor” (Pe. Zezinho)!

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ



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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO

AS CONFISSÕES


A Necessidade da Compaixão


Arrebatavam-me os espetáculos teatrais, cheios de imagens das minhas misérias e de alimento próprio para o fogo das minhas paixões. Mas porque quer o homem condoer-se, quando presencia cenas dolorosas e trágicas, se de modo algum deseja suportá-las? Todavia, o espectador anseia por sentir esse sofrimento que, afinal, para ele constitui um prazer. Que é isto senão rematada loucura? Com efeito, tanto mais cada um se comove com tais cenas quanto menos curado se acha de tais afectos (deletérios). Mas ao sofrimento próprio chamamos ordinariamente desgraça, e à comparticipação das dores alheias, compaixão. Que compaixão é essa em assuntos fictícios e cénicos, se não induz o espectador a prestar auxílio, mas somente o convida à angústia e a comprazer o dramaturgo na proporção da dor que experimenta? E se aquelas tragédias humanas, antigas ou fingidas, se representam de modo a não excitarem a compaixão, e espectador retira-se enfastiado e criticando. Pelo contrário, se se comove, permanece atento e chora de satisfação. (Confissões).

Bem e corrupção

Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas: não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem se poderiam corromper se não fossem boas. Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis, e se não tivessem nenhum bem, nada haveria nelas que se corrompesse. De facto, a corrupção é nociva, e se não diminuísse o bem, não seria nociva. Portanto, ou a corrupção nada prejudica - o que não é aceitável - ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem. Isto não admite dúvida. Se, porém, fossem privadas de todo o bem, deixariam inteiramente de existir. Se existissem e já não pudessem ser alteradas, seriam melhores porque permaneciam incorruptíveis. Que maior monstruosidade do que afirmar que as coisas se tornariam melhores com perder todo o bem? 

Por isso, se são privadas de todo o bem, deixarão totalmente de existir. Logo, enquanto existem são boas. Assim sendo, todas as coisas que existem são boas e aquele mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse substância seria um bem. Na verdade, ou seria substância incorruptível, e então era certamente um grande bem, ou seria substância corruptível, e nesse caso, se não fosse boa, não se poderia corromper. 




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sábado, 15 de julho de 2017

PALAVRA DO PÁROCO


“Manter com espírito renovado o sonho de Santo Agostinho de viver como irmãos com um só coração e uma só alma” (Papa Francisco)

Queridos Paroquianos!

Chegamos ao mês de Julho e nosso ano civil e litúrgico segue firme. Depois da nossa tradicional quermesse, teremos um tempo de descanso e renovação de forças. Na Igreja também, após o tempo da quaresma e da Páscoa, continuaremos caminhando no Tempo Comum celebrando a Páscoa semanal. Quero aproveitar este mês e colocar alguns recortes da mensagem do nosso Prior Geral, a respeito da nossa Ordem.

Neste ano de 2017 a ordem agostiniana celebra o ano da santidade, “CHAMADOS À SANTIDADE”, que é, sobretudo, dom do Espírito, presente de Deus, motivo de gratidão e esperança. O Ano da Santidade é um tempo do Espírito para a Ordem, um tempo de graça para toda a Família agostiniano-recoleta e uma grande oportunidade para cada um de nós. O Senhor te chama, seja qual for a tua idade e situação concreta, com saúde ou sem ela, religioso ou leigo, a ser santo. Chama-te a abrir o coração a seus dons e a não ficar na mediocridade e na desídia que corrói o coração e paralisa o apostolado. Chama-te a viver a alegria do Evangelho e a contagiá-la com esperança. O Pai convida-nos a fazer parte de seu povo santo. O “caminho” é Cristo, o Filho, o Santo de Deus: ninguém pode chegar ao Pai senão por ele. Todos nós somos chamados a seguir Jesus, a nos encontrar com ele e a estar unidos a ele. A santidade é viver plenamente a fé e o amor.

PROCESSO DE REVITALIZAÇÃO DA ORDEM - Alcemos e abramos os olhos para ver o que o Senhor está fazendo e quer fazer atualmente na Ordem e na vida cada um de nós. Com a esperança posta em sua misericórdia, reconheçamos a confiança que deposita em nossas pobres mãos para construir o futuro. Com a união de Províncias, a reestruturação de organismos e o reajuste de ministérios pretendemos que as estruturas facilitem viver mais intensamente o espírito evangélico do carisma que temos recebido. Não podemos continuar subsistindo encerrados em nossos muros e atados ao conformismo com o pretexto do “sempre se fez assim”. Sentimos com preocupação que haja irmãos desanimados, quando há tanto que fazer; e nos dói que persista a hemorragia de irmãos que abandonam a comunidade. A conversão é mudança. Para reavivar o carisma que recebemos e a missão da Ordem precisamos mudar as estruturas, mudar as atitudes e os comportamentos. A revitalização passa pelo encontro com Jesus e em deixar que ele seja o centro de nossa vida.

UM PROJETO COMUM - Para sermos criadores de comunhão, o Capítulo Geral nos propôs o Projeto de Vida e Missão 2016-2022. Com este projeto desejamos responder ao que a Igreja espera de nós. Deixemos os protagonismos e particularismos, e unamos forças. Não precisamos nem de juízes nem de espectadores; fazem falta irmãos que vivam com alegria sua vocação, compartilhem com singeleza o que têm e se apaixonem com sua missão. A cada um naquilo que lhe toca. Não mudariam assim nossas comunidades? Os secretariados gerais, as comissões, os institutos e conselhos têm uma grande tarefa. Sua metodologia é reconhecer, interpretar e eleger com o fim de levar a cabo as decisões do Capítulo Geral. Ademais, têm que revisar os estatutos e estar em comunicação com as diversas províncias.

GRATIDÃO E DISPONIBILIDADE - Não podemos nos fechar em nossos problemas. Não há pior cego que o que não quer ver a obra de Deus. Temos que agradecer, a cada dia, na Eucaristia, o fato do Senhor seguir abençoando e confiando nos Agostinianos Recoletos. O Papa Francisco nos exortou “a manter com espírito renovado o sonho de Santo Agostinho de viver como irmãos com um só coração e uma só alma” (Regra 1, 2), que reflita o ideal dos primeiros cristãos e seja profecia vivificante de comunhão neste nosso mundo, para que não haja divisão, nem conflitos nem exclusão, mas reine a concórdia e se promova o diálogo. Unamos neste ano nossas vozes e nossos corações para dar graças ao Senhor que nos chama à santidade e nos envia a anunciar o Evangelho. Que acolhamos também hoje com humildade os dons do Senhor como o fizeram em seu tempo Santo Agostinho e todos os santos da Ordem.

Por fim, quero agradecer a todos que ajudaram para que nossa quermesse fosse um sucesso. Sei que tivemos inúmeras dificuldades no decorrer do mês, mas as graças e bênçãos foram maiores. O resultado de participação e de arrecadação mostra bem como foi importante realizarmos nossa quermesse doando um pouco da nossa vida. Que Deus continue iluminando a todos e que Nossa Senhora de Lourdes proteja as nossas famílias neste mês de julho!


Frei Alcimar Fioresi, OAR


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NOVENA MÃOS ENSANGUENTADAS DE JESUS





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SÍNODO ARQUIDIOCESANO DE SÃO PAULO

ANÚNCIO E CONVOCAÇÃO DO SÍNODO ARQUIDIOCESANO DE SÃO PAULO


No dia 15 de junho passado, durante a Missa da solenidade de Corpus Christi, O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo anunciou e convocou Religiosos e Leigos para um Sínodo na Arquidiocese de São Paulo.

O texto do anúncio e convocação do sínodo foi divulgado e está à disposição dos interessados no portal da arquidiocese de São Paulo (www.arquidiocesedesaopaulo.org.br) e também aqui em no site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (www.pnslourdes.com.br) que pode ser acessado pelos links abaixo:




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IMPORTÂNCIA DO PAPA NA IGREJA E NO MUNDO


Por Antonio Gasparetto Junior
Mestrado em História (UFJF, 2013)

O Papa é o líder mundial da Igreja Católica. Não há um consenso sobre a origem do papado, alguns argumentam que teria relação com o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo e outros argumentam que seria relacionada com a organização da Igreja Romana no século I. O que se sabe é que havia líderes responsáveis pela Igreja de uma localidade. O primeiro documento que atesta oficialmente a existência de um Papa comandando a Igreja Católica é datado do final do século I, escrito por Clemente I, que foi o primeiro Pai Apostólico da Igreja.

O Papa era escolhido pelo voto, no princípio, do clero, do povo de Roma e de bispos de cidades vizinhas. Foi a partir de 1059 que a eleição se tornou restrita ao famoso Colégio dos Cardeais da Igreja Romana. Tradicionalmente, este faz sua escolha por aclamação, seleção por comissão ou votação em plenária. O Papa Urbano IV foi o último a ser eleito, 1378, que não era um cardeal quando passou a ocupar o posto máximo da Igreja. Recentemente, o Papa João Paulo II aboliu a votação por aclamação ou seleção por comissão, permitindo que a eleição de um Papa ocorra sempre somente em função do voto de todos os membros do Colégio de Cardeais.

Até hoje, contabiliza-se 265 Papas da Igreja Romana, sendo a grande maioria deles de origem italiana. Antes do Papa João Paulo II, que era polonês, o último não italiano a ser Supremo Pontífice foi Adriano VI, eleito em 1522. O polonês, por sua vez, foi sucedido por um Papa alemão, Bento XVI, o que indica que a eleição majoritariamente de italianos acabou.

O Papa é o líder da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, Chefe de Estado da cidade do Vaticano. Seu posto vitalício representa do legado de São Pedro, o qual teria sido designado pelo próprio Jesus Cristo para ser o pastor e a rocha da igreja. Atualmente, os Papas se dedicam ao ecumenismo, a diálogos inter-religiosos, trabalhos de caridade e defesa dos direitos humanos. O Papa tem autoridade sobre questões canônicas e litúrgicas, é ele que determina o que deve ser acreditado pelos fieis. O Papa também pode decidir sobre questões judiciárias no interior da Igreja e na função executiva e ele quem faz as nomeações desejadas. A rotina de trabalho dos Papas envolve mais de 16 horas diárias de atividades e, por vezes, realiza viagens a países cristãos para propagar a doutrina católica.

Os Papas exerceram autoridade temporal proeminente ao longo da história, mas, atualmente, desenvolvem um papel secular que é o exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância.

Fonte: DUFFY, Eamon. Santos e Pecadores: história dos Papas. São Paulo: Cosac & Naify, 1998.





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