quarta-feira, 1 de agosto de 2018

NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Papa nomeia bispo coadjutor de Santos


O papa Francisco nomeou hoje, 16, bispo coadjutor da diocese de Santos (SP), dom Tarcísio Scaramussa, transferindo-o da sede episcopal de “Segia” e do ofício de auxiliar da arquidiocese de São Paulo.

Dom Tarcísio é natural de Vargem Alta (ES). Foi ordenado presbítero em dezembro de 1977. Nomeado bispo, em janeiro de 2008. Recebeu a ordenação episcopal em abril do mesmo ano, em sua terra natal.

É formado em Teologia, Filosofia, Pedagogia, Ciências e Letras. É, ainda, especialista em Orientação Educacional.

Atualmente, dom Tarcísio é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação e secretário geral do regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

http://www.cnbb.org.br/…/14578-papa-nomeia-bispo-coadjutor-…

Comissão para Vida e a Família da CNBB mobiliza cristãos na luta contra a legalização do aborto


Mais uma vez, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto. Na ocasião, será debatido a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.

Diante dessa realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.

A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

A Audiência Pública será realizada neste Supremo Tribunal Federal, Anexo II-B, sala da Primeira Turma, nos dias 03.08.2018 (sexta-feira) e 06.08.2018 (segunda-feira), das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, pelo dom Ricardo Hoerpers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).

Leia a nota na íntegra:


 

Semana Nacional da Família 2018



A Igreja no Brasil celebra entre os dias 12 e 18 de agosto a Semana Nacional da Família, evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

Este ano, o evento que já faz parte do calendário das paróquias brasileiras tem como tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”, a mesma temática do IX Encontro Mundial das Famílias com o Papa Francisco, que acontece em Dublim, Irlanda, também em agosto.

 “O ‘Evangelho da Família’ ressalta o lado positivo da Família, a família como boa notícia, como um bem, um dom de Deus. ‘Alegria para o mundo’ acentua o fato de que ser família não é um aspecto da doutrina, um valor apenas para os cristãos ou para as pessoas religiosas. É uma riqueza para o mundo, para a humanidade toda, destaca o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa.

Portanto, é preciso se preparar para viver intensamente a alegria que os eventos vão proporcionar. Para incentivar a participação da comunidade, dom Bosco ressalta que a Pastoral Familiar de cada comunidade, ou mesmo as que não contam com a pastoral, oferecem inúmeras ocasiões de encontros, celebrações, ações missionárias, palestras e eventos sobre os temas ligados à família.

Todo o conteúdo para as reflexões sobre temas familiares, roteiros de orações e cantos para motivar a celebração podem ser encontrados no subsídio “Hora da Família”, que já está disponível.

Encontro Mundial das Famílias

De 22 a 26 de agosto, acontece em Dublin, na Irlanda, o 9º Encontro Mundial das Famílias, e a esperada manifestação do Papa Francisco sobre esse tema. O encontro vem sendo preparado como um grande simpósio, muitas palestras, oficinas, reflexões e celebrações para os milhares de participantes do mundo todo, que levarão para seus países essa reflexão, para que continue dando frutos em toda parte.

“Esperamos que esse encontro reforce o trabalho de evangelização que vem sendo realizado pela Pastoral Familiar, esclareça questões, chame a atenção do mundo para a importância da família, construída segundo a vontade de Deus, pois só assim ela pode ser alegria para o mundo”, finaliza dom Bosco.

Do Brasil, além das famílias que se inscreveram no encontro, estarão presentes o presidente da Comissão para a Vida e Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, o assessor nacional da comissão, padre Jorge Alves Filho e o casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Luiz Zilfredo Stolf e Carmen Rodrigues Stolf.

O Encontro Mundial das Famílias foi idealizado pelo papa São João Paulo II em 1992 e acontece a cada três anos. O objetivo é “celebrar o dom divino da família” e aprofundar a “compreensão da família cristã como Igreja doméstica e unidade básica de evangelização”.





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Agosto de 2018
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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NOTÍCIAS DA IGREJA: VATICANO E PAPA FRANCISCO

Papa nomeia o jornalista Paolo Ruffini como novo prefeito do Dicastério para a Comunicação

O Papa Francisco nomeou prefeito do Dicastério para a Comunicação o jornalista Paolo Ruffini, até agora diretor da TV2000, a rede de televisão da Conferência Episcopal Italiana.

Nascido em Palermo em 4 de outubro de 1956, Ruffini formou-se em Direito na Universidade La Sapienza de Roma. É jornalista profissional desde 1979. Em 1986 casou-se com Maria Argenti. Trabalhou em vários jornais: Il Mattino de Náples (1979-1986); Il Messaggero de Roma (1986-1996); no setor rádio: Rádio-jornal Rai (1996-2002); e na televisão Rai3 (1998-2002); Rádio 1 (1999-2002); Rádio Inblu (2014-2018); e na televisão: Rai3 (2002-2011); La 7 (2011-2014); Tv2000 (2014-2018).

Recebeu vários prêmios de jornalismo e participou de várias conferências de estudo sobre o papel dos cristãos na informação, a ética da comunicação e as novas mídias.


Papa: nunca colocar fora a comida que sobra, reutilizar ou doar a quem precisa


A passagem do Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes proposta pela liturgia deste domingo, inspirou a reflexão do Papa Francisco, que alertou para o desperdício e o colocar comida fora quando tantos passam fome.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
“O ícone do jovem corajoso que dá o pouco que tem para saciar a fome de uma grande multidão” e a frase que é “um questionamento, um exame de consciência: o que se faz em casa com a comida que sobra?”.

Antes de rezar o Angelus com os milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco já havia alertado que “diante do grito de fome - todos os tipos de "fome" - de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos”. E falando de improviso, chamou a atenção para o desperdício e para o destino da comida que sobra em nossas refeições.


Angelus de 29 de julho de 2018

A inspirar sua reflexão, a passagem do Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes, que alimentaria à saciedade a multidão que seguia Jesus nas proximidades do lago de Tiberíades. E dela, o Papa destaca a atitude corajosa do rapaz que, vendo a multidão faminta, “coloca à disposição tudo o que tem: cinco pães e dois peixes...

Bravo rapaz! Ele, também ele, via a multidão; também via os cinco pães. Disse: "Mas eu tenho isto, se serve está à disposição". Este rapaz nos faz pensar um pouco em nós... Aquela coragem: os jovens são assim, têm coragem. Devemos ajudá-los a levar em frente esta coragem”.

Seguindo a reflexão, Francisco aponta mais uma vez para a coragem e a sensibilidade do rapaz, que a exemplo de Jesus, viu a grande multidão e entendeu a compaixão, dizendo: "Ah, pobre gente... Eu tenho isto". A compaixão o levou a oferecer o que tinha.”

Jesus atento às necessidades básicas das pessoas

 

A narrativa de João mostra Jesus atento às necessidades primárias das pessoas: “as pessoas têm fome e Jesus envolve seus discípulos, para que essa fome seja saciada. Este é o fato concreto”: “Para as multidões, Jesus não se limitou a dar isto - ofereceu a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação e finalmente a sua vida - mas certamente fez também isso: cuidou da comida para o corpo. E nós, seus discípulos, não podemos fazer de conta não saber nada. Somente ouvindo as demandas mais simples das pessoas e colocando-se ao lado de suas situações existenciais concretas, se poderá ser escutados quando se fala de valores mais elevados”.

“O amor de Deus pela humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, acima de tudo da sua graça divina, nunca falha”, reiterou o Santo Padre, recordando que Jesus continua também hoje a satisfazer a fome, a tornar-se uma presença viva e consoladora”, através de nós.

O Evangelho nos convida a sermos disponíveis e atuantes, como aquele rapaz que se dá conta de ter cinco pães e diz: 'Mas, eu dou isto, depois tu verás’".

“ Diante do grito de fome - todos os tipos de "fome" - de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos. ”
A ação de proximidade e de caridade para com os pobres, os fracos, os últimos, os indefesos, é a melhor forma de comprovar a qualidade de nossa fé, tanto a nível pessoal como a nível comunitário, pois  “o anúncio de Cristo, pão da vida eterna, requer um generoso compromisso de solidariedade” para com eles.

O destino da comida que sobra

 

Outra passagem da narrativa de João destacada por Francisco, foi a frase de Jesus aos discípulos, após a multidão ter sido saciada: "Recolham os pedaços que sobraram, para que nada seja perdido". O Papa propôs esta mesma frase aos presentes na Praça São Pedro, chamando a atenção para o desperdício de comida, quando tantos passam fome:
Penso nas pessoas que têm fome e em quanta comida que sobra que botamos fora...

Cada um de nós pense: a comida que sobra no almoço, na janta, para onde vai? Na minha casa, o que se faz com a comida que sobra? Se joga fora? Não. Se você tem este costume, dou a você um conselho: fale com seus avós, que viveram no pós-guerra, e pergunte a eles o que faziam com a comida que sobrava. Nunca jogar fora a comida que sobra. Se reutiliza ou se dá a quem possa comê-la, a quem tem necessidade. Nunca colocar fora a comida que sobra. Este é um conselho e também um exame de consciência: o que se faz em casa com a comida que sobra?”.

“Rezemos a Virgem Maria - disse ao concluir - para que no mundo prevaleçam os programas dedicados ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade e não àqueles do ódio, dos armamentos e da guerra”.

Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os grupos presentes na Praça São Pedro, em particular, os fiéis brasileiros vindos do Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Viseu, Quixadá e Fortaleza.





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CATEQUESE


Agosto é o mês das Vocações. E esse é um tema muito importante na Catequese. É necessário trabalhar o tema da vocação para despertar nos catequizandos o vínculo indestrutível entre eles e Deus.

Assim, decidimos preparar uma dinâmica para ser aplicada no encontro de Catequese, quando o tema for Vocação. Além disso, ela também pode ser aplicada no início da Catequese, para acolher os catequizandos, mostrando a eles que estão ali porque foram chamados por Jesus para seguirem os seus passos.

Dinâmica “A Vocação”

Cada catequizando recebe uma etiqueta colante na qual vai escrever seu nome em letra de forma. Depois o catequista gruda essas etiquetas no alto das costas de cada um. Colocar o grupo em círculo, de costas para o centro. Todos devem estar com os olhos fechados. Começa a tocar uma música de vocação. Ex: “O Senhor necessitou de braços”, ou “Vem, eu mostrarei que o meu caminho te leva ao Pai”, ou “Antes que te formasses dentro do ventre de sua mãe” Enquanto a música toca, o/a catequista circula no centro, por trás dos catequizandos e aproxima-se de um catequizando e lhe diz ao ouvido: ....(nome), vem e segue-me! O catequizando chamado abre os olhos e vai para o centro, seguindo o/a catequista. O catequista continua a andar e escolhe outro para chamar, sempre repetindo o nome do catequizando e as palavras “vem e segue-me” em voz baixa, no ouvido de cada um que é chamado. Depois que todos foram chamados, o/a catequista pede que voltem a seus lugares, e a música para. Então pergunta-se a eles o que sentiram com esse chamado. Em seguida, o/a catequista lê o Evangelho de Mateus, capítulo 4,18-22 e capítulo 9, 9-10. Ao terminar a leitura do Evangelho, pergunta aos catequizandos qual a relação entre o Evangelho que leu e a dinâmica que fizeram. O catequista dá tempo para que todos falem. Concluindo, o/a catequista fala sobre “Vocação” (o texto “Vocação” abaixo).
Autora da dinâmica: Maria Aparecida de Cicco

VOCAÇÃO!

Vocação é o chamado que recebemos. Se nós existimos foi porque Deus quis, Ele nos escolheu por amor e nos chamou à vida antes mesmo que fôssemos semeados no ventre materno.

Cada ser humano é criatura de Deus, amada e convidada por Ele ao banquete da vida. Essa é nossa primeira vocação, o primeiro chamado de Deus que aceitamos. A vocação é parte do diálogo entre Deus e o ser humano; a iniciativa é de Deus, é Ele quem escolhe aqueles que quer chamar e para o que quer chamar. Ele sussurra em nosso coração o seu chamado. Ele não se impõe, apenas diz “Venha” ou então diz “Vai”. A decisão é de quem recebe o chamado, a resposta é do ser humano, que vai escolher dizer “Sim” ou “Não” ao chamado de Deus.

Quando Deus chamou cada um de vocês à vida, além de os chamar, Ele também chamou um homem e uma mulher para colaborarem com Ele, pois se você aceitasse a vida que Ele estava te oferecendo, ia precisar de um pai e uma mãe para gerarem você. E ao longo de toda a nossa vida Ele nos chama e também chama outras pessoas para nos ajudarem na missão que Ele tem para nós.

O segundo chamado que recebemos, é Jesus quem o faz: Ele nos chama à Fé, nos chama para crer na sua proposta de amor, de vida e de paz. Jesus nos chama para viver como Ele viveu. Deus nos ofereceu a vida, e nós aceitamos; agora Jesus nos oferece um caminho para a vida, o caminho da vivência cristã. Ele nos diz: “Vem, segue-me.” Se nós aceitamos esse chamado, nos tornamos discípulos de Jesus, nos tornamos cristãos. Mas não podemos esquecer que todo chamado tem uma finalidade, uma missão que deve ser assumida.

A missão é a consequência natural de toda vocação, isto é, de todo o chamado que recebemos durante nossa vida. Assim, quando Jesus nos chama para sermos cristãos, ao aceitarmos esse chamado nossa missão será viver conforme o projeto de vida de Jesus.

Todo ser humano recebe inúmeros chamados durante toda a sua vida. Alguns chamados geram missões permanentes, isto é que duram para a vida toda, como, por exemplo, o chamado a ser cristão.

Outro chamado permanente é o chamado a ser pai ou mãe. Se alguém concebe um filho será pai ou mãe dessa criança para sempre, mesmo que rejeite essa missão; a marca desse chamado nunca se apagará, ainda que a criança seja criada por outra família e nunca saiba quem é o verdadeiro pai ou a verdadeira mãe.

Outros chamados geram missões passageiras, circunstanciais, isto é, são chamados que dependem de determinado contexto como, por exemplo, o chamado a ser profeta. Alguém que se sente chamado a denunciar as injustiças e anunciar o que é justo, só assume essa missão diante de situações de exploração, de marginalização, de exclusão ou de preconceito; quando esse contexto não mais existir, sua missão se cumpriu e é finita.

Em toda vocação, o essencial é o compromisso que assumimos com total disponibilidade. O sim dado a Deus deve ser “SIM!




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REFLETINDO SOBRE A VOCAÇÃO AGOSTINIANA


A vida em comunidade é a verdadeira e única vocação agostiniana.

Ela se concretiza no fato da comunidade viver uma só alma e um só coração dirigidos para Deus, tendo tudo em comum.
Deixe-me voar para Vós, meu Deus e Senhor...


Ser agostiniano hoje

Santo Agostinho instaura na Igreja de sua comunidade a experiência das primitivas comunidades, aquelas encontras no próprio Evangelho. É o que ele diz no início de sua Regra:

“Para isto vos reunistes em comunidade. Vivei unidos numa só casa e tende uma só alma e coração dirigidos para Deus”.

Agostinho concebia a vida religiosa como um grupo de amigos que se reuniam para chegar à posse da Verdade, que é Deus. Lendo a Regra, vê-se que, na sua concepção, cada membro tinha uma função dentro do grupo, todos, porém,

“uma só alma e coração”.

Todos deviam ajudar-se para construir uma comunidade de vida, de ideais, de interesse religiosos e humanos, em perfeita comunhão. Enfim, uma verdadeira comunidade de irmãos e amigos, tendo em vista uma única meta, caminhando na mesma direção e em íntima colaboração para a integração do grupo.

O núcleo da concepção agostiniana da vida religiosa está na tomada de consciência da unidade e da comunhão interior entre os irmãos. Isto leva a ter em conta os valores, a mútua ajuda, evitando o egoísmo.

Nas Confissões, Agostinho nos fala de seu ideal, anterior à conversão:

“Éramos muitos os amigos que trazíamos o espírito agitado. Falávamos com aborrecimento dos dissabores tumultuosos da vida humana. Já quase tínhamos resolvido viver sossegadamente, retirados da multidão.

Tínhamos projetado aquele sossego deste modo: se alguma coisa possuíssemos, junta-la-íamos para uso comum, combinando formar de tudo um só patrimônio, de tal forma que, por amizade sincera, não houvesse um objeto deste, outro daquele, mas se tudo se tivesse uma só fortuna, sendo tudo de cada um e tudo de todos”(Conf., 6,14).

Após a conversão escreve a Leto que duvidava em seguir sua vocação:

“Cada um procure amar aquela sociedade e comunhão, como está escrito: Não existia entre eles senão uma só alma e um só coração. Desta forma, tua alma não é tua, mas de todos os irmãos. As almas deles são tuas, ou, melhor, suas almas com a tua, não são almas, mas uma só alma, única, de Cristo" (Epist. 243,4).

Mais claro ainda, neste trecho:

“Não vivem em união senão aqueles nos quais está a perfeita caridade de Cristo. Muitos irmãos vivem só corporalmente unidos. Quem vive na unidade? Aqueles dos quais está escrito: Tinham uma só alma e um só coração dirigidos para Deus e ninguém tinha nada próprio, mas tudo lhes era comum” (Enarrationes in Os. 132(12).

Aí está a chave para compreender a comunidade agostiniana. Para Agostinho a experiência de vida religiosa está penetrada por esta dimensão comunitária. É um ponto de partida sumamente bíblico.

Para construir esta comunidade exige-se o fundamento da caridade. Vivendo a caridade, os irmãos:

·         dedicam-se a mútuas atenções, como filhos de Deus e irmãos de Cristo; 
·         entregam sua vida e tudo o que lhes pertence ao serviço do amor; 
·         aceitam-se mutuamente;
·         sabem perdoar;
·         praticam com delicadeza a correção fraterna e 
·         ajudam-se com orações.
·          
O ideal da comunidade agostiniana é realizar uma convivência em Cristo, reproduzindo, de acordo com as exigências de cada tempo e lugar, o que vem descrito nos Atos dos Apóstolos.

Este é o ideal, bíblico e humano, que a Santo Agostinho e a Ordem dos Agostinianos Recoletos propõe aos jovens de hoje.

Num mundo dilacerado por separações provenientes dos mais variados conflitos, mas que anseia pela paz e compreensão, podemos oferecer aos jovens e homens de boa vontade a possibilidade de uma realização humana, eclesial e religiosa, que leva em conta as mais profundas aspirações do coração humano.

Fonte:
 ...

Regra
é o
documento
fundacional
de um
instituto
religioso.
Regra
de Santo
Agostinho
é uma
das mais
antigas
e mais
populares
de todas
as regras.

Confissões
é o livro
em que
Agostinho
"confessa"
·         seus pecados
·         seu amor por 
Deus e seu 
louvor ao 
Criador.
·          
O ideal
de Santo
Agostinho
inclui:
ninguém
ter nada
próprio:
tudo é
comum a
todos.

Os
agostinianos 
realizam 
sua 
convivência
comunitária 
em Cristo.

O ideal
de Santo
Agostinho
é um ideal
humano
e bíblico.
Ele leva
em conta
as mais
profundas
aspirações
do coração
humano.



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