domingo, 4 de outubro de 2015

NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

“Cada um de nós é chamado a ser missionário”, diz dom Esmeraldo

 As Pontifícias Obras Missionárias (POM) apresentaram no dia 17 de setembro, durante entrevista coletiva à imprensa, os materiais da Campanha Missionária de 2015. Na ocasião, o bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Esmeraldo Barreto de Farias, recordou a nova dimensão missionária da Igreja após o Concílio Vaticano II. “Essa nova visão da Igreja nos mostra que cada um de nós é chamado a ser missionário e a viver como missionário e que a missão nos faz mergulhar na vida de Jesus”.
A Campanha Missionária deste ano propõe o tema “Missão é servir”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2015. O lema é “Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos” (Mc 10,44).
Dom Esmeraldo explicou que o Mês Missionário, celebrado em outubro, foi instituído em 1926, mas foi com o Concílio Ecumênico Vaticano II que a Igreja criou “maior consciência missionária”. O bispo lembrou de documentos que animam a missão na Igreja, como a exortação apostólica do papa Paulo VI, Evangelii Nuntiandi, sobre a evangelização no mundo contemporâneo, os documentos das Conferências do Episcopado Latino-Americano, de Medelín, Puebla e Aparecida e, recentemente, a exortação do papa Francisco Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho), considerada por ele como “um documento que sacode o mundo, sacode a missão da Igreja no mundo”.
Nestes textos, segundo o bispo, é possível encontrar "reflexões e orientações que fortalecem a vocação e a convicção de que todos são chamados ao segmento a Jesus, por graça de Deus, e que cada um tem uma missão e que a Igreja tem uma missão”.

Materiais

O diretor nacional das Pom, padre Camilo Pauletti, apresentou os subsídios da Campanha deste ano, que já foram enviados para as 275 dioceses e prelazias do Brasil para serem distribuídos entre as paróquias e comunidades. A preparação desses materiais dura de 6 a 7 meses, com a coleta de testemunhos, contatos e reflexões.
O conjunto de materiais é composto por cartaz com o tema e o lema, livrinho da Novena Missionária, um DVD com testemunhos missionários, a mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões, seis versões de marcadores de página com a Oração da Campanha Missionária contendo as imagens de Santa Teresinha do Menino Jesus, São Francisco Xavier, Nossa Senhora Aparecida, dom Oscar Romero, Charles de Foucauld e do papa Francisco. Todos os subsídios estão disponíveis no site www.pom.org.br.

Coleta

O Dia Mundial das Missões será celebrado em 18 de outubro, penúltimo domingo do mês. Trata-se do momento auge da Campanha Missionária, quando é feita a coleta.  Conforme padre Camilo, os recursos arrecadados são para ajudar a Igreja em terras de missão. "São muitas Igrejas, muitos projetos. Mais de 3 mil instituições são ajudadas por essa coleta”, disse. Ao comparar os resultados de 2014 e 2013, o diretor das Pom também ressaltou que houve um crescimento das doações entre 5 e 6%.

CRB

Representando a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a irmã Maria de Fátima Kapp falou sobre o testemunho missionário da vida religiosa consagrada. “Como o papa mesmo diz, há uma relação intrínseca entre a vida religiosa e a missão, porque a vida religiosa nasce do segmento de Jesus, da Paixão por Jesus, e segui-lo é ser missionário, anunciar o amor de Deus e vivenciar no dia-a-dia, nas relações, na busca de respostas, na contemplação do mundo, no cuidado da criação”, sublinhou.
Irmã Maria de Fátima ainda falou da missão Ad Gentes, que “convoca, apaixona e envia” os missionários da vida religiosa a realidades desafiantes “aonde a vida mais clama”. Ela citou a iniciativa da CNBB e da CRB com o projeto Missionário no Haiti, onde seis religiosas brasileiras desenvolvem projetos de economia solidária desde 2010. Há ainda a intenção, contou, de atender ao pedido do bispo brasileiro dom Luiz Fernando Lisboa, que está à frente da diocese de Pemba, em Moçambique, para que seja desenvolvida uma parceria para atendimento ao povo local.

Apresentado cartaz da Campanha Missionária 2015

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) divulgaram o cartaz oficial da Campanha Missionária de 2015, celebrada em outubro, Mês das Missões. O cartaz destaca o tema deste ano “Missão é Servir” e o lema “Quem quiser se o primeiro seja o servo de todos”, conforme a narrativa de Marcos 10,14, em continuidade à Campanha da Fraternidade deste ano.

O Diretor Nacional das POM, Padre Camilo Pauletti, explica que “o cartaz retrata várias situações nas quais os missionários e missionárias vivem a missão de servir. Os cenários destacam uma Igreja em saída, com as portas abertas para servir em diferentes realidades e contextos de missão em todo o mundo”.
“As cores representam os cinco continentes – explica - lembrando que toda a comunidade tem o dever de cooperar com a missão universal. A cruz é sinal da identidade dos discípulos missionários de Cristo, o filho de Deus enviado para servir”.

 
Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Outubro 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
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VATICANO E PAPA FRANCISCO

Viagem do Papa a Cuba e aos Estados Unidos - Retrospectiva


A redação do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano acompanhou com uma programação especial esta 10ª Viagem Apostólica do Papa Francisco, de 19 a 28 de setembro, a Cuba e aos Estados Unidos.
Sábado, 19 setembro – Havana
16h50 – Cerimônia de boas-vindas a Cuba – Aeroporto José Marti
Domingo, 20 setembro – Havana
09h20 – Praça da Revolução – Santa Missa
18h10 – Catedral – Vésperas e saudação aos jovens
Segunda-feira, 21 setembro (Holguín e Santiago de Cuba)
11h - Praça da Revolução Calixto Garcia – Santa Missa
15h - Benção da cidade de Holguín
18h45 - Oração diante de Nossa Senhora do Cobre
Terça-feira, 22 setembro (Santiago de Cuba)
08h50 – Santuário da Virgem da Caridade do Cobre – Santa Missa
11h45 – Catedral N.S. da Assunção – Encontro com as famílias
17h – Chegada aos Estados Unidos
Quarta-feira, 23 de Setembro (Washington)
10h05 – Casa Branca – Cerimônia Boas-vindas
12h20 – Catedral – Encontro com os Bispos dos EUA
17h15 – Santuário Nacional da Imaculada Conceição – Santa Missa e Canonização do Beato P. Junípero Serra
Quinta-feira 24 setembro (Washington e Nova Iorque)
10h10 – Visita ao Congresso EUA
12h10 – Paróquia de S. Patrick – Encontro com os sem-teto
19h35 – Catedral de S. Patrick – Vésperas com o Clero 
Sexta-feira, 25 setembro (Nova Iorque)
09h20 – Visita à Sede das Nações Unidas
12h20 – Memorial Ground Zero – Encontro Ecumênico e Inter-religioso
16h50 – Escola N.S. Rainha dos Anjos – Encontro com crianças e famílias migrantes
18h50 – Madison Square Garden – Santa Missa
Sábado, 26 setembro (Filadélfia)
11h15 – Catedral dos Santos Pedro e Paulo em Filadélfia – Missa com os bispos, clero e religiosos.
17h15 – National Historical Park – Encontro pela liberdade religiosa
20h20 – Benjamin Franklin Parkway – Festa das Famílias
Domingo 27, setembro (Filadélfia)
10h05 – Capela do Seminário S. Carlo Borromeo – Encontro com os bispos
11h50 – Visita aos detentos – Instituto de Correção Curran-Fromhold de Filadélfia
16h50 – Santa Missa de Encerramento do Encontro Mundial das Famílias
20h50 – Aeroporto Internacional de Filadélfia – Despedida – Saudação ao Comitê organizador, voluntários e benfeitores.

EIS ABAIXO O QUE ESCOLHEMOS  DA VIAGEM MISSIONÁRIA DO PAPA A CUBA E AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA:

Francisco em Cuba: “Quem não vive para servir, não serve para viver”

PAPA AOS JOVENS CUBANOS: "NÃO PAREM DE SONHAR"
Aos milhares de jovens que o aguardavam diante da Catedral de Havana, o Papa deixou mais uma vez de lado o discurso preparado. Sob uma garoa fina, Francisco pediu que a juventude cubana não deixasse de sonhar. “A inimizade social, destrói. Uma família se destrói pela inimizade. O mundo se destrói pela inimizade”, alertou o Pontífice, recordando que um País que não dá oportunidade aos jovens não tem futuro.

"Deus quer a santa e amada Igreja pobre", afirma Papa.
 Papa Francisco preside a Celebração das Vésperas com padres, religiosos e seminaristas na Catedral de Havana
Durante a celebração das vésperas na Catedral de Havana, neste Domingo, 20, o Santo Padre afirmou que todo batizado, sacerdote, consagrado é profeta, e exortou-os a viverem no espírito de pobreza. O Pontífice, mais uma vez, deixou o discurso preparado de lado e improvisou a partir do testemunho dos religiosos, sobretudo os que se dedicam no serviço e cuidado aos mais necessitados.

Papa: queremos ser uma Igreja que lança pontes e abate muros
Santiago de Cuba (RV) - “Somos convidados a viver a revolução da ternura, como Maria, Mãe da Caridade. A nossa revolução passa pela ternura, pela alegria que se faz proximidade.” Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta terça-feira na Basílica do Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, em Santiago, no seu quarto e último dia em terras cubanas.

Papa aos jornalistas: "Sou católico"
No voo entre Santiago de Cuba e Washington D.C., na tarde de terça-feira (22/09) o Papa respondeu às perguntas dos jornalistas que o acompanharam. Os temas principais foram políticos e econômicos, e Francisco chegou a brincar se é realmente católico.

Papa na Casa Branca: proteger os excluídos que batem com força às portas de casa
 Como primeiro compromisso da quarta-feira (23) nos Estados Unidos, Papa Francisco, recebido no país como chefe de Estado, chegou à Casa Branca num carro simples e foi recepcionado pelos anfitriões Barack Obama e sua esposa Michelle. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam a cerimônia de boas-vindas no parque localizado ao sul da residência oficial do presidente. Entre os presentes, cardeais e bispos estadunidenses.


Compartilhamos algumas fotos da visita do Papa ao Congresso dos EUA. A íntegra do discurso histórico do Papa Francisco pode ser lida em português no link abaixo:

Francisco no Congresso dos EUA: discurso histórico.

Em Nova Iorque, Papa faz advertência às comodidades mundanas

Papa: "líder respeitado e amado" também nos EUA, diz Pe. Lombardi
Deus vive nas nossas cidades e nos dá um rosto, disse o Papa

Nova Iorque (RV) – “Deus vive nas nossas cidades, a Igreja vive nas nossas cidades e quer ser fermento na massa, quer misturar-se com todos, acompanhando a todos, anunciando as maravilhas d’Aquele que é Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”.

PAPA FRANCISCO CITA THOMAS MERTON NOS EUA
"Três filhos e uma filha desta terra, quatro pessoas e quatro sonhos: Lincoln, liberdade; Martin Luther King, liberdade na pluralidade e não-exclusão; Dorothy Day, justiça e os direitos das pessoas; e Thomas Merton, a capacidade para o diálogo e abertura para Deus."

Papa na Festa das Famílias: “A família tem cidadania divina”

"Não podemos imaginar uma sociedade sadia que não dê espaço concreto à vida da família", disse o Papa - AP 

Filadélfia (RV) – Centenas de milhares de pessoas acolheram o Papa na sua chegada ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia, na noite do sábado (26/9). No palco, o espetáculo foi conduzido por grandes nomes da música dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, pela emoção dos testemunhos das famílias.

Papa exorta Equipes de N. S. a levar misericórdia às famílias feridas

Cidade do Vaticano (RV) No dia 10 de setembro, o Papa Francisco recebeu na Sala Clementina cerca de 400 participantes das Equipes de Nossa Senhora, presentes em Roma para seu encontro mundial. O Papa encorajou-os a colocar em prática a espiritualidade do movimento, fortificar o empenho missionário e serem instrumentos da misericórdia de Cristo em relação às pessoas que tiveram o matrimônio fracassado.

O Santo Padre sublinhou no início de seu pronunciamento que este encontro precede o Sínodo dos Bispos que vai refletir sobre os desafios das famílias, visto “as ameaças no atual contexto cultural difícil”. Neste sentido, Francisco insiste no “papel missionário das Equipes de Nossa Senhora, onde a vida conjugal se aprofunda e se aperfeiçoa graças à espiritualidade do movimento”. E os exorta “a testemunhar, anunciar e comunicar para fora, aquilo que vivem  como casais e famílias”. “Os casais e as famílias cristãs – observou o Papa - normalmente estão em melhores condições para anunciar Jesus Cristo às outras famílias, apoiando-as, fortificando-as e encorajando-as”.

Inicialmente, o Papa encorajou os casais a colocarem em prática e a viverem em profundidade a espiritualidade do movimento, destacando a importância dos “pontos concretos de compromisso” propostos, que “representam realmente uma ajuda eficaz aos casais para “progredirem com confiança na vida conjugal no caminho do Evangelho”.

Motu próprio do Papa: favorecer a rapidez dos processos e não a nulidade
Favorecer  "não a nulidade dos matrimônios, mas a rapidez dos processos" – é este o pilar das duas Cartas Motu Próprio do Papa Francisco, intituladas “MitisIudex Dominus Iesus” e “Mitiset MisericorsIesus”, divulgadas nesta terça-feira, 8 de setembro, sobre a reforma do processo canônico para as causas de declaração de nulidade no Código de Direito Canônico e no Código dos Cânones das Igrejas Orientais. As normas entrarão em vigor em 8 de Dezembro, início do Jubileu Extraordinário da misericórdia.
É a preocupação pela salvação das almas - escreve o Papa - que levou o Sucessor de Pedro "a oferecer aos bispos este documento de reforma" sobre as causas de nulidade do matrimônio. Francisco, na esteira dos seus Antecessores e dando continuidade à obra iniciada antes do Sínodo Extraordinário sobre a Família no ano passado, com a criação de uma Comissão de estudo sobre esta matéria, reitera que o matrimônio é "fundamento e origem da família cristã" e que a finalidade do documento não é favorecer a "nulidade dos matrimônios, mas a rapidez dos processos”.
E isto também porque "pelo enorme número de fiéis - escreve o Papa - que, embora desejem pacificar a sua consciência, são muitas vezes desviados das estruturas jurídicas da Igreja por causa da distância física ou moral". Portanto, "processos mais rápidos e acessíveis", tal como foi também solicitado no recente Sínodo sobre a Família, explica Francisco, para evitar que "o coração dos fiéis que aguardam o esclarecimento do próprio estado não seja por muito tempo oprimido pelas trevas da dúvida”.
As causas de nulidade continuam "a ser tratadas por via judiciária, e não administrativa" para "tutelar ao máximo a verdade do sagrado vínculo". Para a rapidez, passa-se a apenas uma única sentença em favor da nulidade executiva, e, portanto já não mais uma dupla decisão favorável. Entre as causas de nulidade está também a "falta de fé que pode levar à simulação do consenso ou o erro que determina a vontade". O Bispo diocesano é juiz na sua Igreja particular, e ele deve estabelecer um tribunal, daí a necessidade de que tanto "nas grandes dioceses como nas pequenas", o bispo não deixe completamente delegada aos secretariados da cúria a função judiciária em matéria matrimonial.
Para além do processo documental atualmente em vigor, prevê-se também um processo mais breve "nos casos em que a acusada nulidade do matrimônio é apoiada por argumentos particularmente evidentes". Para tutelar o princípio da indissolubilidade do matrimônio, perante o rito abreviado, será juiz o próprio bispo, que é "garante da unidade católica na fé  e na disciplina”.
É restaurado o apelo à sede metropolitana como "sinal distintivo da sinodalidade na Igreja". Francisco dirige-se também às Conferências Episcopais, que "devem ser, sobretudo impulsionadas pelo zelo apostólico de alcançar os fiéis dispersos" e devem respeitar "o direito de os bispos organizarem o poder judicial na própria Igreja particular”.
É reafirmada a gratuidade dos procedimentos "para que - escreve o Papa - a Igreja, mostrando-se aos fiéis como mãe generosa, numa matéria assim tão estreitamente ligada à salvação das almas, manifeste o amor gratuito de Cristo pelo qual todos fomos salvos". Permanece o recurso ao Tribunal da Sé Apostólica, ou seja da Rota Romana, "respeitando um princípio jurídico muito antigo, para deste modo ser reforçado o vínculo entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares”.
Na Sala de Imprensa do Vaticano, durante a apresentação dos dois documentos jurídicos, foi retomado e sublinhado o desafio da brevidade, perante causas que hoje duram mesmo dez anos. Foi também esclarecido que a reforma não será retroativa e entrará em vigor aos 8 de dezembro. Dom Pio Vito Pinto, decano da Rota Romana e presidente da Comissão Especial para a Reforma do processo matrimonial canônico, reiterou ulteriormente a centralidade do papel do bispo:
 “O Papa investe de confiança os bispos. Nunca nenhum  Papa celebrou dois Sínodos no intervalo de um ano: a reforma centra-se no bispo diocesano e pede uma abertura honesta, não apenas como alma, mas também como mente e coração para a massa dos pobres. Quando o Papa repete que a Igreja deve abrir-se aos pobres que são as periferias, ele entendeu e entende falar, como bem sabeis, também da massa dos divorciados que são uma categoria de pobres”.
O Cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e membro da Comissão Especial, ressaltou o âmbito operacional do Motu Proprio: "Trata-se de um processo que leva à declaração da nulidade, que leva, por outras palavras, em primeiro lugar a ver se um matrimônio é nulo e, em seguida, em caso afirmativo, a declarar a nulidade. Não se trata, portanto, de um processo que conduza à anulação do matrimônio. As razões que determinam a nulidade do matrimônio são múltiplas. Notemos bem que se trata de constatar, e não de inventar a possível existência de qualquer motivo de nulidade. O processo de nulidade do matrimônio é, por outras palavras, um processo "pro rei veritate”
Por seu lado, Dom  Dimitrios Salachas, Exarca Apostólico de Atenas para os católicos gregos de rito bizantino e membro da Comissão Especial, explicando a importância da colegialidade sinodal em apoio ao bispo, quis sublinhar a espera e a beleza dos dois Motu Proprio que "mostram" como a Igreja respira com dois pulmões, porque "a legislação latina e a legislação oriental têm igual dignidade": "Uma única fé - observou ele - mas diferentes disciplinas” (BS)

Sínodo não é só comunhão de divorciados, indissolubilidade e homossexuais
Cidade do Vaticano (RV) – Ao final da viagem do Papa a Cuba e Estados Unidos, a atenção dos ‘vaticanistas’ novamente vai se voltar para os debates do Sínodo dos Bispos. Neste ano, o Sínodo, intuição do Concílio Vaticano II, completará 50 anos de criação. A assembleia de padres sinodais é, por vocação, um quadro consultivo ao qual o Papa recorre para saber como melhor orientar a Igreja.
Diante dos embates difundidos na imprensa leiga durante a assembleia extraordinária do ano passado, é preciso esclarecer que o Sínodo não é um parlamento, não existem partidos. As decisões não são executivas. O que norteia os debates dos padres sinodais é a colegialidade, afinal, a palavra “sínodo” na sua raiz quer dizer “caminhar juntos”.
É claro que não se pode negar que os pontos de vista dos padres sinodais nem sempre convergem, contudo a ação é guiada pelo Espírito Santo. Na tentativa de  evitar polarizações inócuas, a secretaria do Sínodo informa que será dada prioridade para as discussões dos “círculos menores”. Estas reuniões concentrarão os padres sinodais de acordo com o idioma. Falando a mesma língua, a Santa Sé espera que as “diferenças” sejam colocadas de lado pelo bem maior da Igreja e de seus fiéis.
No próximo mês de outubro dar-se-ão, ao longo de três semanas, as discussões do 14º Sínodo Ordinário cujo tema é: “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Francisco voltará, por assim dizer, ainda mais seguro de suas convicções sobre que caminho seguir após participar dos encontros com as famílias latino-americanas, em Cuba, e do mundo inteiro, na Filadélfia.
O Sínodo é livre para decidir se publicará ou não um documento final. Tradicionalmente, as reflexões do Pontífice eram publicadas em uma Exortação pós-sinodal. Contudo, Francisco, ao final da assembleia extraordinária, teceu suas considerações após duas semanas de escuta. O discurso do Papa não foi um documento em nível doutrinal, todavia, serviu de argumento base para grande parte da imprensa.
A maioria dos veículos da mídia leiga deu destaque, de modo particular, para três questões: a indissolubilidade do sacramento do matrimônio; a possibilidade de casais de segunda união participarem da Comunhão eucarística e o acolhimento dos fiéis homossexuais e sua participação plena na vida da comunidade.
Assuntos que convidam ao discernimento não somente dos padres sinodais e do Papa, mas de todo o povo de Deus. O instrumento de trabalho para o próximo Sínodo, que pode ser baixado na íntegra em português, contém as proposições que os padres sinodais recolheram em cada paróquia e sobre as quais refletiram durante muito tempo. Está dividido em três partes: A escuta dos desafios sobre a família; o discernimento da vocação familiar e a missão da família hoje.
Nesta visão macro estão contemplados os pormenores das três questões já acima citadas, ainda que em sua forma não definitiva. O esboço da primeira reitera que Deus consagra o amor dos esposos e, portanto, consagra também a indissolubilidade. Sobre a possibilidade de que os divorciados e recasados acedam aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, as reflexões sugerem uma definição que passa por um caminho penitencial “sob a responsabilidade do bispo diocesano”.
Por fim, os padres sinodais são uníssonos ao recordar que a Igreja ensina que “não existe fundamento algum para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimônio e família”. Todavia, os mesmos acordaram que independentemente da orientação sexual, a pessoa deve ser respeitada na sua dignidade e recebida com sensibilidade e delicadeza, tanto na sociedade como na Igreja.
Ler e reler, refletir e discernir estes três temas é importante. Mas não é somente isso que está em jogo. O Magistério do Papa Francisco nos indica que aquilo que realmente está em xeque é a capacidade da família – como base da Igreja e do cristianismo – em ser exemplo de amor que vence o individualismo e fonte de esperança para as gerações futuras. (RB)

 
Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Outubro 2015
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CATEQUESE: JESUS AMA AS CRIANÇAS

Será que Jesus, alguma vez, falou com as crianças?


Vamos abrir o Evangelho e sentir o que Jesus falou das crianças.(Lc 18,15-17; Mt 19,13-15).

Certa vez, alguns pais levaram seus filhos até Jesus. Os Apóstolos não gostaram muito porque achavam que as crianças não entendiam nada. Mas Jesus pegou uma criança, colocou-a no colo e disse: ”deixai que as crianças venham a mim porque delas é o Reino dos Céus”.

Sabem por Jesus fez isso?

Porque as crianças são simples, falam a verdade, são inocentes, alegres e porque:
- Jesus ama as crianças.

- vamos ver o que os adultos pensam das crianças:
“Que elas são o futuro da Nação”
“Que mais tarde serão pais, governantes, catequistas, professores, pastores e até Papa”.

- Vamos ver o que Jesus pensa das crianças:
. que todas as pessoas devem também gostar das crianças como Ele gosta;
. que devem ser amadas e tratadas como crianças e não como gente grande;
. que devem ser como elas são: alegres, inocentes, bagunceiras, levadas, espertas...

Não são adultos, por isso:
- que as crianças são tão importantes, elas têm compromissos:
. Devem ser boas, honestas, responsáveis, boas companheiras, cumpridoras dos deveres para com Deus, para com os pais, para com os irmãos.

Jesus respeita nas crianças a sua dignidade de seres humanos e a sua dignidade de filhos de Deus.

Tornar-se criança diante de Deus é a condição para entrar no Reino, e para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno”. Mais ainda: é preciso nascer do Alto, nascer de Deus(Jo 1,13) para se tornar filho de Deus(Jo 1,12).

Para refletir:

1. Ler e refletir: Lc 7,32
2. Por que Jesus amava as crianças?
3. Como consideramos a criança, hoje
4. Como a sociedade capitalista vê a criança?

Fonte: IGREJA CATÓLICA, DIOCESE DE OSASCO.- Livro do Catequista: Fé, Vida, Comunidade - Centro catequético diocesano: [coordenação Ir. Mary Donzellini] - São Paulo: Paulus, 1994, p.234-235.239.

 
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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO

Padece por minhas ovelhas


“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida pela redenção de muitos”. É assim que o Senhor serve, assim ordenou que fôssemos seus servos. “Deu sua vida pela redenção de muitos”: ele nos remiu.

Qual de nós tem condições de remir alguém? Por seu sangue, por sua morte fomos remidos, e reerguidos por sua humildade; nós que jazíamos. Mas também devemos contribuir com nossas pequeninas porções para seus membros, porque fomos feitos seus membros: ele, a cabeça, nós o corpo.

Por fim, em sua epístola, o apóstolo João nos exortou ao exemplo do Senhor que dissera: “Será vosso servo aquele que quer ser o maior entre vós, do mesmo modo como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida pela redenção de muitos”; estimulou-nos, pois, à imitação, ao dizer: “Cristo entregou sua vida por nós; assim também nós devemos entregar a vida pelos irmãos”.

O próprio Senhor depois da ressurreição dizia: “Pedro, tu me amas? Respondia este: Amo”; Três vezes, disse o mesmo, outras tantas respondeu ele; e das três vezes o Senhor: “Apascenta minhas ovelhas”.

Por onde me mostrarás que me amas, a não ser apascentando minhas ovelhas? Que vantagem me trarás com teu amor, se tudo esperas de mim? Portanto tens o que fazer, amando-me: apascentas minhas ovelhas.

Isto, uma vez, duas, três vezes: “Tu me amas? Amo. Apascenta minhas ovelhas”. Três vezes negará por temor; três vezes confessou por amor.

Por três vezes lhe entregou o Senhor suas ovelhas, tendo Pedro respondido e confessado o amor, condenando e apagando o temor. Então o Senhor logo acrescentou: ”Quando eras jovem, tu te cingias e ias onde querias; quando envelheceres, outro te cingirá e te levará aonde não queres. Disse isto para indicar com que morte iria glorificar a Deus”. Declarou-lhe sua cruz, predisse-lhe sua paixão.

Prosseguindo diz, pois ao Senhor: “Apascenta minhas ovelhas”. Padece por minhas ovelhas. (Serm. 32).

 
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DÍZIMO E ANIVERSARIANTES DIZIMISTAS

Mensagem ao Dizimista

Dizimista meu irmão, que bom tê-lo fiel a meu lado. É meu o teu horizonte, comigo acertas teus passos… A tua mão estendida, ombros largos, sorriso expresso no rosto. Olhar brilhante, pés ligeiros no caminho!
E a tua voz falando alto meu nome, mesmo no silencio das palavras… És cristão, és outro cristo, e quanto me alegra ver que sou pra você. O Caminho, a Verdade e a Vida.
Meu coração se inebria quando te olho e percebo: Não és dizimista por acaso, és dizimista por amor!
O caminho dizimista se faz em pequenos passos:O passo da consciência, depois a motivação.Mais um que é o compromisso, o outro o da decisão.E agora assumiste à risca esta tua oblação.Te entregas inteiro e fiel também partilhando o pão.Que pão perguntas humilde?!
O Pão da fome do pão, o pão que alimenta a vida.O pão da ressurreição o pão do verbo palavra, o pão da eucaristia o pão pra mesa que é pobre da mesa farta de pão.Eu sou o Pão da Vida e você, fiel dizimista.Recolhe em muitos cestos, sobras da multiplicaçãoQue em milagres dia-a-dia, germina em forma de pão.É importante o teu dízimo?
Talvez você nem se dê conta de quão importante ele o é.Você pode pensar:… mas é tão pouco que entrego a Deus!Como poderia ser importante?
Te esqueces acaso que Deus não olha a quantia, pois enxerga o coração humano?!E o nosso coração ou é generoso ou é mesquinho.
Teu jeito generoso, certamente alegra o coração divino pelo compromisso, a perseverança e tua ânsia em cooperar conforme tuas posses, na obra da evangelização.
Dizimistas aniversariante em outubro
Alexandra de Souza RodriguesAntonia Ap. Franchin ZaninettiAparecida de PieriClaudia Regina CandidoEduardo Abel Marques RodriguesElsio Silvestre TrombetaFutamiSasakeGivanildo RodriguesGuaciara ViolanteHilda DonatelliIvone NakashimaIvonete Sacramento dos SantosJandyra GodinhoJosé Estevam de Souza NetoKatia Felippe OhtaniLeonardo AltafiniLuiz Gomes dos SantosMaria Rosa Negri da SilvaMarlene SapateiroRaquel Ap. AdornatoRodrigo OrlovRogério Lopes PereiraTerezinha Lino Gonçalves BonfimValentina do Socorro Carvalho Pedroso
FELIZ ANIVERSÁRIO! PARABÉNS!!!

 
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terça-feira, 8 de setembro de 2015

PALAVRA DO FREI

A PALAVRA DE DEUS


Dizem que entrar no mundo da Bíblia é como entrar numa floresta. Na floresta há muito que se conhecer: árvores antigas, árvores jovens, cada uma com sua beleza e importância particular, mas todas juntas formam a floresta. Na Bíblia também acontece o mesmo, pois não é composta de um único livro, são na verdade 73 livros, divididos em Antigo e Novo Testamento. Livros antigos e livros “novos”, que foram escritos à quase dois mil anos ou mais.

Os livros bíblicos foram escritos por homens inspirados por Deus, nos mostram a importância da fé no Deus que se revela à humanidade. Ao longo das histórias narradas vamos observando a pedagogia com que Deus vai se revelando e preparando o seu povo para o acontecimento principal: a Encarnação de Jesus, o Verbo que se faz carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,14).

Os Evangelhos nos narram a vida de Jesus, relatam como no seio de uma história humana se realiza o plano da salvação. Os Evangelhos são, portanto, a “Boa Nova” dirigida a todos os homens. Nos revelam que Jesus é o Senhor e Salvador. “Ele vem do Pai e anuncia a misericórdia e o amor gratuito de Deus à humanidade. Proclama e inaugura o Reino de Deus e, ajudando a reler a história do passado, oferece uma esperança e uma libertação nova à humanidade que jaz na miséria. É neste alegre evento, realizado por Cristo, que todo homem pode descobrir a misteriosa trama de sua própria vida.”

O Vaticano II, falando da Bíblia, assim se exprime: “A Igreja sempre considerou e continua considerando as Divinas Escrituras como a regra suprema da fé; com efeito, elas... comunicam imutavelmente a palavra do próprio Deus e fazem ecoar a voz do Espírito Santo. Nos Livros Sagrados, o Pai que está nos céus vem, com extremo amor, ao encontro de seus filhos e conversa com estes” (Constituição sobre a Revelação Divina, DV 21).

Com efeito, nós cristãos, devemos buscar uma maior intimidade com a Palavra de Deus, ela não deve ser mais um “enfeite” em nossas estantes; ela é alimento vivo e eficaz que nos faz crescer no conhecimento de Deus. São Paulo é um grande exemplo, de alguém que conhecia as Escrituras e uma vez convertido a Cristo, não teve medo de anunciar a Palavra da Vida, em suas cartas apresenta uma série de dicas práticas para a vida do dia-a-dia, que nos ajudam a viver nossa fé em todas as circunstâncias.

E nós temos buscado essa intimidade com a Bíblia? Temos dedicado uma parte do nosso dia para lermos e meditarmos a Palavra de Deus? Num mundo cada vez mais cheio de informações, de notícias rápidas e passageiras (que muitas vezes não nos acrescentam nada), devemos nos esforçar para conhecermos a Palavra da Verdade.

Que nesse mês de Setembro, mês da Bíblia, nós possamos descobrir toda a riqueza da Palavra de Deus, a fim de sermos por ela transformados. Pois, a Bíblia está repleta de promessas e bênçãos de Deus para os homens, nós precisamos conhecê-las, para que elas se cumpram em nossas vidas.

Frei Robison Machado

REFERÊNCIAS:
TIPPETT, Alan. A Palavra de Deus e o crescimento da Igreja. São Paulo: Edições Vida Nova, 1970.
ZEVINI, Jorge. A Bíblia: Palavra de Deus aos homens. São Paulo: Editora Salesiana Dom Bosco, 1986.



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Setembro 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br