terça-feira, 2 de abril de 2019

NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Arquidiocese tem Comissão voltada para o cuidado da liturgia da Igreja

Luciney Martins/O SÃO PAULO

A celebração do mistério da redenção está no centro da vida da Igreja, sacramento de Cristo na terra. Tal mistério é expresso por meio da liturgia, pela qual, “Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção”, ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Com o objetivo de zelar pela celebração do culto divino, as Igrejas particulares contam com comissões que, conforme recomenda o Concílio Vaticano II, têm a função de “dirigir, guiada pela autoridade eclesiástica territorial, a pastoral litúrgica no território da sua competência, promover os estudos e as experiências necessárias sempre que se trate de adaptações a propor à Santa Sé”. Em São Paulo, essa missão é desempenhada pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL).

O QUE É LITURGIA?

A palavra liturgia tem origem grega e significa “ação do povo”. Segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, na tradição cristã, significa que o povo de Deus toma parte na “obra de Deus”.

O Concílio Vaticano II, por meio da Constituição Sacrosanctum Concilium, recorda que a liturgia é “o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo”. “Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros.”

Por esse motivo, a liturgia jamais pode ser uma ação individual ou personalista, uma vez que mesmo que o ministro celebre o rito sozinho, sempre o fará como corpo de Cristo. De igual modo, a liturgia precede e supera o ser humano, pois é “dom que vem do alto” e “mistério de salvação”. Por essa razão, ela não pode ser modificada ou negligenciada.

UNIDADE

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Padre Helmo Cesar Faccioli, Assistente Eclesiástico da CAL, ressaltou que a liturgia possui uma unidade que foi construída ao longo de 20 séculos de existência da Igreja. “Existe, na diversidade das culturas, a unidade dos gestos, da oração. No mundo inteiro, reza-se a mesma liturgia. As mesmas leituras e orações que fazemos aqui são feitas no Japão, na China e em qualquer parte do mundo”, explicou.

Tal unidade não impede que haja adaptações, sempre com a finalidade de permitir que povos compreendam e vivenciem cada vez mais os santos mistérios. “Em algumas culturas, por exemplo, o beijo no altar é um gesto de veneração; em outras, esse gesto pode representar exatamente o oposto. Já para os asiáticos, o gesto de se inclinar é muito mais respeitoso que o beijo”, enfatizou, recordando que é sempre a autoridade da Igreja quem dá a última palavra para que tais adaptações sejam introduzidas nos formulários litúrgicos.

CONSCIÊNCIA

A liturgia cristã não pode ser confundida com uma encenação, nem seus símbolos entendidos como mera representação de uma realidade sagrada. “Na liturgia, o símbolo significa uma eficácia, é um sinal que realiza uma ação, e essa ação é sempre uma ação de Jesus Cristo. Se determinado símbolo não transmitir nada, a liturgia pode também cair no risco de fazer sem significar”, alertou Padre Helmo.

O documento conciliar ressalta a preocupação da Igreja para que os fiéis “não assistam a este mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, piedosa e ativamente, por meio de uma boa compreensão dos ritos e orações; sejam instruídos na Palavra de Deus”.

Nesse sentido, a formação catequética dos fiéis a respeito do sentido da liturgia é uma das missões da Comissão.

NA ARQUIDIOCESE

Além de cuidar da organização das grandes celebrações da Arquidiocese, a CAL realiza formações e animações litúrgicas em âmbito arquidiocesano, regional e setoriais, com o auxílio de especialistas.

Em 2019, os dois encontros arquidiocesanos, nos dias 23 de março e 14 de setembro, irão abordar o tema da Liturgia da Palavra, voltado para aquelas pessoas que proclamam a leituras nas celebrações. “Haverá, ainda, no dia 6 de abril, um terceiro encontro sobre música litúrgica, destinado a todos os responsáveis pelo canto litúrgico das paróquias e comunidades da Arquidiocese”, informou Padre Helmo.

No âmbito regional, também acontecem formações periódicas. No ano passado, por exemplo, houve na Região Episcopal Sé quatro encontros sobre espaço litúrgico.

ORIENTAÇÕES

Padre Helmo enfatizou que a equipe da CAL está à disposição de padres e agentes de pastoral para tirar dúvidas sobre liturgia. “A Comissão tem a disponibilidade de fazer animações locais. É só nos chamar”, disse.

A CAL também é procurada para dar orientações a respeito de eventuais reformas que afetem diretamente o espaço litúrgico dos templos. “Por exemplo, quando é apresentado para a Arquidiocese o projeto de alguma mudança no templo que altere o espaço litúrgico, geralmente somos consultados para fazermos nossas observações”, explicou o Assistente.



‘Vou confiante, com alegria, para servir na Arquidiocese de São Paulo’

Por Fernando Geronazzo

Dom José Benedito Cardoso, nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo, recebeu a ordenação episcopal nesta sexta-feira, 15, em Itapetininga (SP)


A Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, na Diocese de Itapetininga (SP), ficou lotada na noite desta sexta-feira, 15, para a celebração de ordenação episcopal de Dom José Benedito Cardoso, nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo pelo Papa Francisco.

A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, que foi o ordenante principal. Foram co-ordenantes: Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, e Dom Edmar Peron, Bispo da de Paranaguá (PR). Também concelebraram vários bispos e inúmeros padres.

Dom José Benedito é um legítimo sucessor dos apóstolos

SERVIÇO DE AMOR

Na homilia, Dom Odilo destacou o significado da missão do bispo, sucessor dos apóstolos e pastor do rebanho de Cristo a ele confiado. “Aqueles para quem somos enviados são nossos, são dele, o povo de Deus. As ovelhas são do rebanho do Senhor, nós somos seus servidores, pastores em nome do Bom Pastor”, disse.    

O Arcebispo recordou Santo Agostinho, que afirmou que “o episcopado e o ofício de amor”. “É serviço de amor, que traz alegrias e também muitas cruzes, mas com certeza de que ele carrega a cruz conosco pela salvação dos irmãos”, acrescentou o Cardeal. 

MISSÃO APOSTÓLICA

Dom Odilo explicou que para que os bispos continuam a missão recebida pelos apóstolos de anunciar o Evangelho. “Para que esse ministério permanecesse até o fim dos tempos, os apóstolos escolheram colaboradores, aos quais, pela imposição das mãos, confere a plenitude do sacramento da Ordem e comunicaram o Espírito Santo recebido de Cristo”, afirmou. 


O Arcebispo lembrou que o episcopado é um serviço, não uma honra. “O bispo deve se distinguir mais pelo serviço prestado do que pelas honrarias recebidas. Conforme o preceito do Senhor, aquele é o maior seja como o menor, e aquele que preside como o que serve”, ressaltou.

RITO

O rito de ordenação episcopal começou logo após a proclamação do Evangelho, com a invocação do Espírito Santo, por meio do hino Veni Creator. Em seguida, foi feita a apresentação do sacerdote eleito para o episcopado e foi lido o mandato apostólico pelo qual o Papa Francisco o nomeou Bispo da Igreja.

Após a homilia, o eleito foi interrogado diante do povo quanto a sua futura missão, manifestando os seus propósitos, dentre os quais, desempenhar a missão até a morte, anunciar o Evangelho com fidelidade, conservar a tradição recebida dos apóstolos, comunhão com o colégio episcopal e obediência a Papa.

ENTREGA 

Como sinal de entrega de sua vida a Deus, Dom Cardoso se prostrou diante do altar, enquanto foi invocada por toda a assembleia a intercessão dos santos. 

O momento central do rito de ordenação episcopal é a imposição das mãos dos ordenantes sobre a cabeça do eleito, seguido dos demais bispos, como sinal de comunhão no mesmo ministério e a prece de ordenação. Esse é o mesmo gesto feito pelos apóstolos ao constituir seus primeiros sucessores. 

Assim como na ordenação dos padres, o ordenando também é ungido com o óleo do Crisma. No entanto, ao invés de ter as mãos ungidas, o novo bispo tem a sua cabeça, somo sinal de sua participação na plenitude do sacerdócio de Cristo.

SINAIS

Depois de receber das mãos de Dom Odilo o livro dos Evangelhos, Dom Cardoso recebeu as insígnias episcopais, isto é, os símbolos do exercício do ministério episcopal: o anel, sinal da fidelidade à Igreja; a mitra, símbolo da santidade da Igreja; e báculo, sinal do serviço pastoral e cuidado do rebanho.


A primeira pessoa a receber a benção de Dom José Benedito como Bispo, foi sua mãe, Clarice Ramos de Almeida, 80, que, em seguida, abençoou o filho, traçando uma cruz na sua testa.

CONFIANÇA E ALEGRIA

Ao fazer o seu primeiro discurso como Bispo, Dom Cardoso explicou que seus lema espicopal, “O senhor é meu Pastor, nada me faltará” (Sl 23), é um versículo bíblico que chamava sua a atenção desde sua infância, em Angatuba (SP). “Escolhi este lema para lembrar sempre das minhas raízes rurais e pelo significado que agora traz para o novo ofício que a Igreja me confia”, disse.

“Vou confiante, com alegria, para servir na Arquidiocese de São Paulo”, manifestou Dom José Benedito, reforçando que com Dom Odilo, os demais bispos auxiliares e presbíteros deseja compor uma fraterna comunhão. “Estarei com vocês como bispo, pastor e servidor. Que São Paulo Apóstolo seja minha fonte de inspiração para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo na grande cidade”, concluiu, pedindo orações para que possa ser um bom bispo.

Dom José Benedito tomará posse no ofício de Bispo Auxiliar no dia 31, na Catedral da Sé. Dentre as diversas atribuições que terá na Arquidiocese ele será designado pelo Cardeal Scherer como Vigário Episcopal para a Região Lapa.





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Documentário especial produzido pela CNBB aborda o processo das políticas públicas


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) preparou um documentário sobre a CF 2019 que explica o processo e o ciclo das políticas e apresenta experiências da própria Igreja com ações concretas que fazem diferença na vida de milhares de pessoas que tanto necessitam.

Secretário Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
Foto: reprodução

O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, faz um convite aos cristãos que reflitam e se engajem na luta por uma sociedade justa:

“Somos convidados a refletir uma realidade nossa. Vamos participar, vamos refletir, vamos rezar essa realidade para que assim nós ajudemos a ter um Brasil mais justo, mais fraterno baseado no direito e na justiça”, ressalta.

O documentário foi veiculado nas principais emissoras de TVs de inspiração católica do país. O material que tem 11 minutos de duração traz ainda depoimentos de especialistas e lideranças religiosas que trabalham na construção das políticas públicas e mostra a realidade de comunidades que são beneficiadas com essas ações.

Ex-presidente do Consea, Elisabetta Recine
 Foto: reprodução

“É importante lembrarmos que as polícias públicas são a maneira com que o Estado efetiva ações em nome do bem público, destaca a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea)”, Elisabetta Recine, ex-presidente do extinto Consea.

Desde a criação da CF, em 1964, já se passaram 55 anos buscando despertar nas pessoas o senso de justiça social, de fraternidade e de amor ao próximo. Ela nasceu no contexto do Concílio Vaticano II, que iniciou um tempo de renovação na Igreja, trazendo muitas luzes para todas as realidades da Igreja. A cada ano, a Igreja no Brasil escolhe uma temática que ajuda as comunidades e toda a sociedade civil a ampliar sua reflexão sobre o tema em questão.


Após atentado em Suzano, diocese de Mogi das Cruzes divulgou nota de pesar


A diocese de Mogi das Cruzes (SP) divulgou na manhã desta quarta-feira, 13 de março, uma nota de pesar aos familiares e vítimas do atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, município que faz parte do território diocesano. Leia na íntegra a nota:

Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), consternado ao receber as notícias a respeito do atentado aos alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, transmite seu pesar, com expressões de proximidade e conforto, aos familiares dos alunos do colégio, e principalmente, daqueles que choram a perda de seus entes queridos pedindo a Deus para que derrame sobre cada um deles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã, pois, nossa fé se fundamenta nas promessas e na vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Enquanto Diocese, todo o clero e fiéis leigos, unimo-nos em oração pelos atingidos neste brutal ataque à Escola Raul Brasil, nas preces pelos falecidos, inclusive pelos autores deste triste ocorrido, pedindo a Deus que os acolha na Sua misericórdia e pela recuperação dos que foram atingidos.

Como filhos do príncipe da Paz, repudiamos qualquer ato de violência, e pedimos a Deus a graça de sermos promotores da paz em nosso país e no mundo.

Com uma saudação fraterna e dolorosa, nós nos unimos a todos.

Mogi das Cruzes, 13 de março de 2019

Dom Pedro Luiz Stringhini
Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes
Pe. Antônio Robson Gonçalves
Vigário Geral da Diocese de Mogi das Cruzes



Setor Universidades da CNBB propõe exercícios espirituais para fortalecer a vivência da fé pascal


O tempo litúrgico da Páscoa convida os cristãos a meditarem acerca dos mistérios da Ressurreição de Jesus Cristo que venceu a morte. Neste tempo pascal, o Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) preparou o subsídio “Exercícios Espirituais para o tempo da Páscoa”. Esse é o segundo volume da série lançada pelo Setor Universidades. O primeiro Material foi “Exercícios Espirituais para o tempo do Advento”, lançado ano passado.

A ideia é que o subsídio, que tem uma reflexão para cada dia das sete semanas do tempo pascal, ajude toda comunidade universitária (estudante, professor e colaborador) e eclesial a dedicar um tempo para suas orações pessoais diárias que podem ser feitas individualmente ou em grupo.

“Através do roteiro de leitura, meditação, contemplação, exame de consciência e orações para cultivar a vida de fé, sob o prisma da Ressurreição de Jesus Cristo”, escreve na apresentação do material o arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva.

Segundo o Setor Universidades da CNBB, a proposta é favorecer um contato com o texto bíblico, fazer um exame de consciência, estimular a educação do pensar e sentir e momentos de meditação e contemplação.

“Esse material é uma forma de animar a vivencia da espiritualidade de um dos ciclos fortes do ano litúrgico cristão que é o período da Páscoa junto à comunidade cristã universitária. Com isso, desejamos fomentar nesse contexto ambiental a vivência da fé pascal”, destaca o assessor da comissão, padre Danilo Pinto.

Esse “retiro pascal” proposto começa com o Domingo da Ressurreição do Senhor e segue, dia após dia, até o sábado antes de Pentecostes. O material pode ser encontrado no site das Edições CNBB.





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

NOTÍCIAS DA IGREJA: PAPA FRANCISCO



Suzano: Papa Francisco convida a promover a cultura da paz

Diante desta “abominável tragédia”, o Papa convida a promover a “cultura da paz com o perdão, a justiça e o amor fraterno, como Jesus nos ensinou“. O Pontífice reza pela recuperação dos feridos e concede a todos a sua benção apostólica.

Cidade do Vaticano

“Profundamente entristecido”, o Papa Francisco enviou um telegrama ao bispo de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, manifestando sua solidariedade e conforto espiritual às famílias atingidas pelo “insano ataque” à escola Raul Brasil.

Diante desta “abominável tragédia”, o Papa convida a promover a “cultura da paz com o perdão, a justiça e o amor fraterno, como Jesus nos ensinou“. O Pontífice reza pela recuperação dos feridos e concede a todos a sua benção apostólica.

O telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, foi lido ao final da celebração eucarística realizada em Suzano.

Eis o texto do telegrama:

«EXMO. E REVMO.
DOM PEDRO LUIZ STRINGHINI
BISPO DE MOGI DAS CRUZES

PROFUNDAMENTE ENTRISTECIDO PELA NOTÍCIA DO INSANO ATAQUE CONTRA ALUNOS, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA ESTADUAL RAUL BRASIL, NA CIDADE DE SUZANO, SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO DESEJA ASSEGURAR ATRAVÉS DE VOSSA EXCELÊNCIA REVMA. SOLIDARIEDADE E CONFORTO ESPIRITUAL ÀS FAMÍLIAS QUE PERDERAM SEUS ENTES QUERIDOS, AO MESMO TEMPO QUE ELEVA ORAÇÕES PELA RECUPERAÇÃO DOS FERIDOS. O SANTO PADRE CONVIDA A TODOS, DIANTE DESTA ABOMINÁVEL TRAGÉDIA, A PROMOVER A CULTURA DA PAZ COM O PERDÃO, A JUSTIÇA E O AMOR FRATERNO, COMO JESUS NOS ENSINOU. COMO PENHOR DE CONFORTO, O PAPA FRANCISCO CONCEDE ÀS PESSOAS ATINGIDAS POR ESTE LUTO E QUANTOS PARTICIPAM NA MISSA DE EXÉQUIAS A BÊNÇÃO APOSTÓLICA

CARDEAL PIETRO PAROLIN
SECRETÁRIO DE ESTADO DE SUA SANTIDADE».



Papa: podemos confiar muito na misericórdia de Deus, mas sem abusar


Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e nos oferece a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”, disse o Papa no Angelus comentando o Evangelho deste III Domingo da Quaresma

Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

“A possibilidade da conversão não é ilimitada; por isso é preciso aproveitar logo; do contrário ela se perderia para sempre. Podemos confiar muito na misericórdia de Deus, mas sem abusar dela. Não devemos justificar a preguiça espiritual, mas aumentar nosso esforço a corresponder prontamente a essa misericórdia com coração sincero.”

Foi o que disse o Papa Francisco ao meio-dia deste domingo (24/03) no Angelus rezado com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana com o Santo Padre.

Na alocução que precedeu a oração, Francisco comentou a página do Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma (Lc 13,1-9), que nos fala da misericórdia de Deus e da nossa conversão.

 

Parábola da figueira estéril


A página do Evangelho nos traz nos versículos 6 a 9 a seguinte parábola contada por Jesus: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira e não encontro. Corta-a; por que há de tornar a terra infrutífera? Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos… Caso contrário, tu a cortarás’”.

O dono da figueira representa Deus Pai e o vinhateiro é imagem de Jesus, já o figo é símbolo da humanidade indiferente e árida, disse o Papa, acrescentando que “Jesus intercede ao Pai em favor da humanidade – e o faz sempre – e pede que espere e Lhe dê mais tempo, para que nela possam germinar os frutos do amor e da justiça”.

 

Uma existência estéril, incapaz de doação, de fazer o bem


Francisco explicou que a figueira que o dono na parábola quer extirpar representa uma existência estéril, incapaz de doação, incapaz de fazer o bem.
“É símbolo de quem vive para si mesmo, saciado e tranquilo, aconchegado em suas comodidades, incapaz de voltar o olhar e o coração para aqueles estão a seu lado e se encontram em condição de sofrimento, em condição de pobreza, de dificuldade.”

 

Amor que se contrapõe ao egoísmo e esterilidade espiritual


O Santo Padre disse ainda que esta atitude de egoísmo e de esterilidade espiritual é contraposta pelo grande amor do vinhateiro pela figueira: tem paciência, sabe esperar, lhe dedica seu tempo e seu trabalho.

Esta similitude do vinhateiro manifesta a misericórdia de Deus, que nos deixa um tempo para a conversão.

“Todos precisamos converter-nos, dar um passo adiante, e a paciência de Deus, a misericórdia, nos acompanha nisso.”

“Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e nos oferece a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”.

 

Quaresma, tempo de conversão

24/03/2019

 

Angelus de 24 de março de 2019


Nós podemos pensar nesta Quaresma: o que devo fazer para aproximar-me mais do Senhor, para converter-me, para eliminar aquelas coisas que não são boas? “Não, não... esperarei a próxima Quaresma...” Mas vocês estará vivo na próxima Quaresma? Cada um de nós pense hoje: o que devo fazer diante dessa misericórdia de Deus que me espera e que sempre perdoa. O que devo fazer? – interpelou o Pontífice.

“Na Quaresma, o Senhor nos convida à conversão”, disse ainda Francisco, acrescentando:

“Cada um de nós deve sentir-se interpelado por esse chamado, corrigindo algo em nossa vida, no modo de pensar, de agir e de viver as relações com o próximo. Ao mesmo tempo, devemos imitar a paciência de Deus que confia na capacidade de todos de poder ‘levantar-se’ e retomar o caminho. Deus é Pai, e não apaga a chama fraca, mas acompanha e cuida de quem é frágil a fim de que se robusteça e dê sua contribuição de amor à comunidade.”

Francisco pediu à Virgem Maria que nos ajude a viver estes dias de preparação para a Páscoa como um tempo de renovação espiritual e de confiante abertura à graça de Deus e à suas misericórdia.





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

CATEQUESE: O MISTÉRIO DA SANTA MISSA

Por: Pe. Elílio de Faria Matos Júnior


Muitos católicos ainda não suficientemente conscientes de sua fé pensam que a Santa Missa é apenas um encontro entre irmãos para uma oração comunitária. Não, a Missa, sem deixar de ser um encontro entre irmãos, é muito mais do que uma reunião fraterna. Na verdade, a Santa Missa condensa e torna atual toda a obra da Redenção. Pela Missa, é Deus que, antes de tudo, vem ao nosso encontro; e só porque Ele vem até nós, nós podemos ir até Ele. Vamos ao Pai por Jesus Cristo na força do Santo Espírito.

Na Oração sobre as oferendas da Missa da Ceia do Senhor – Missa in Coena Domini - , o sacerdote pronuncia estas palavras: “Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar dignamente da Eucaristia, pois todas as vezes que celebramos este sacrifício em memória de Vosso Filho, torna-se presente a obra de nossa Redenção. Por NSJC”. Uma meditação sobre a riqueza dessa oração seria capaz de dar-nos uma visão adequada do mistério da Santa Missa.

A oração primeiramente pede que sejamos dignos de participar da Eucaristia. Com efeito, por ser um dom tão elevado, a Eucaristia nos faz tremer. Somos frágeis e pecadores. Deus é forte e santo. O profeta Isaías experimentou o contraste entre a santidade de Deus e a nossa miséria: “Ai de mim, estou perdido! Sou um homem de lábios impuros, vivo entre um povo de lábios impuros, e, no entanto, meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos” (Is 6,5).

A oração é atendida, pois Deus toca os seus lábios impuros e os purifica: “Agora que isto tocou os teus lábios tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6, 7). Semelhantemente, tornamo-nos aptos a tão elevado dom em virtude da misericórdia de Deus. O mesmo Senhor que purificou os lábios de Isaías purifica, em Cristo, o nosso coração.

Depois a oração explica em que consiste a grandeza da Eucaristia. É que todas as vezes que a celebramos, a obra da nossa Redenção torna-se presente. Como entender isso? Deus nos tirou das trevas e do pecado por meio de Jesus Cristo, que é a Luz do mundo e o Cordeiro de Deus que dissolve o pecado. Toda a vida de Jesus, na Palestina, foi um contínuo ato de obediência à vontade do Pai. A sua obediência, que encontrou máxima expressão na morte de cruz, é capaz de desfazer a nossa desobediência. A sua vida é capaz de enriquecer e transformar a nossa vida. A sua morte e ressurreição mudaram para sempre o sentido da nossa vida e da nossa morte.

Em Cristo, tornamo-nos eternos. “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Ora, tudo isso é a obra da Redenção realizada por Jesus. Mas como entrar em contato com essa obra? Como apropriar-se da Redenção? O grande meio deixado por Jesus, ao lado da escuta da Palavra de Deus e do serviço da caridade, são os sacramentos da Igreja, entre os quais sobressai a Eucaristia. Na Eucaristia, o mistério de Cristo torna-se realmente presente sob o véu dos sinais sacramentais. A “memória de Vosso Filho” mencionada na oração acima não é a simples recordação (nuda commemoratio), mas é memória em sentido ativo, isto é, uma memória que traz o acontecimento passado – a obra realizada por Jesus na Palestina – para o presente da nossa história. Ora, se o mistério de Cristo está presente, a nossa Redenção, cujo autor é o próprio Cristo, também se faz presente, e, assim, nós podemos beber na fonte da graça. A Santa Missa torna presente no hoje de nossa história a obra redentora do Senhor Jesus.

Uma pergunta que poderia ficar: Por que a oração que estamos meditando chama a Eucaristia de sacrifício ao dizer “todas as vezes que celebramos esse sacrifício”? Para entendê-lo é preciso reconhecer que a vida e a obra de Jesus foi um sacrifício. Sim, a obediência de Jesus e todas as suas atitudes, de modo especial a doação na cruz, foram um sacrifício – uma oferta, uma ação sagrada – agradável aos olhos do Pai. Ora, a Missa, ao tornar presente o mistério de Cristo que se doou até a cruz, é um verdadeiro sacrifício. A Missa não repete o sacrifício de Cristo, mas o torna presente. Na verdade, pela Missa, Cristo une a Igreja, que é seu Corpo Místico, ao seu único sacrifício. Nesse sentido, o Papa João Paulo II afirmou: “Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes” (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 11).




Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

PASTORAL FAMILIAR

PÁSCOA: JESUS EM SAÍDA PARA INSPIRAR NOSSA CAMINHADA


A imagem do sepulcro vazio nos faz refletir e pensar profundamente sobre nossa vida e nossa religiosidade.

A Páscoa para os Cristão é, talvez, a maior vivência religiosa que se passa experimentar como filhos de Deus, pois nos dias em que se passa a Semana Santa lembramos e refletimos sobre a maior derrota que podemos experimentar como humanos, a morte, e da maior vitória, pelo dom da fé, a ressurreição. Jesus Cristo o filho de Deus aceito por Maria e José é o grande protagonista dessa experiência.

Pensemos um pouco sobre o sepulcro vazio... ele nos diz que precisamos nos livrar de tudo que nos incomoda, das tristezas. É interessante tomar a atitude de se esvaziar, de deixar que Deus aja com sua graça em nossa vida.

PÁSCOA significa passagem... mas de qual passagem podemos cogitar nesse primeiro momento? De uma passagem para a mudança... de ir em busca de uma nova vida.

Ainda o sepulcro vazio pode nos remeter para a experiência da Quaresma, dos sacrifícios, das renúncias, do espaço de quarenta dias que vivemos com Jesus as agruras de sua vida pública. Mas, agora, o sepulcro está vazio, isso significa que toda a vivência da Quaresma resultou em vivências que ficaram na lembrança? Essa imensa alegria que experimentamos suplanta o peso dos dias de sacrifício? Alguém pode se perguntar: vale a esforço? Entretanto, nossa natureza é frágil, nosso viver é transitório, efêmero.  Por isso a Páscoa não pode ser somente um dia, mas um momento que vivemos anualmente para renovar as forças, refazer o plano da caminhada, por em marcha nossos propósitos. Caso não isso não fosse feito periodicamente  poderíamos correr o risco de perder o sentido e a necessidade da renovação. O sepulcro está aberto e com a porta aberta vem a convicção de irmos juntos com Jesus, como fizeram os discípulos de Emaús.

A pedra colocada na abertura do sepulcro foi removida. O que tinha lá dentro não está mais ali, e o sepulcro que abrigou o corpo de Jesus está vazio. Na significativa celebração do sábado, abençoamos o fogo novo, a coluna luminosa, Cristo, rompe as trevas e ilumina o caminho de todos aqueles que creem que ele é o Filho de Deus. Mais a diante na mesma celebração a benção da água e a renovação das promessas do Batismo, para que limpos possamos celebrar o grande mistério da nossa fé: ISSO É MEU SANGUE, ISSO É MEU CORPO. Agora vamos celebrar cada dia desse ano novo essa Páscoa. Mais uma vez o sepulcro vazio inspira estarmos em saída para um dia novo, uma hora nova de cada uma que vivermos até a celebração da Páscoa do próximo ano, quando novamente nos será oportunizado viver mais uma vez esse magnífico momento.

Finalmente o sepulcro está vazio, para nos afirmar que Jesus vive, Ele está em saída para caminhar com seu povo, para alimentar com fé, esperança e caridade a todos que desejarem viver sua mensagem, testemunhar seu evangelho e viver, todos os dias desse ano novo, a alegria da Páscoa.

FELIZ PÁSCOA. COLOQUEMO-NOS EM SAÍDA COM JESUS PARA RENOVARMOS O MUNDO EM CRISTO POR MARIA. 

Júlio césar e Jane Beatriz Machado





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2019
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br