segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ACONTECEU NA IGREJA

Vaticano

MUDANÇAS NA CÚRIA ROMANA

O papa Francisco fez no dia 21 de setembro,  algumas alterações na cúria romana.
O pontífice aceitou o pedido de renúncia, por limite de idade, do cardeal Manuel Monteiro de Castro como penitenciário-mor e nomeou como seu sucessor o cardeal Mauro Piacenza, até então prefeito da Congregação para o Clero;
Na Congregação para a Doutrina da Fé: confirmou como prefeito Dom Gerhard Ludwig Müller; como secretário dom Luis Francisco Ladaria Ferrer; e nomeou secretário adjunto dom Joseph Augustine Di Noia, até então vice-presidente da Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei»; confirmou ainda os membros e os consultores, nomeando como novo consultor dom Giuseppe Sciacca, secretário adjunto do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica;
Na Congregação para a Evangelização dos Povos: confirmou como prefeito o cardeal Fernando Filoni; como secretário Dom Savio HonTai-Fai; como secretário adjunto dom Protase Rugambwa; e todos os membros e consultores do Dicastério;
Na Congregação para o Clero: nomeou como prefeito o arcebispo Dom Beniamino Stella, até então presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica; confirmou como secretário dom Celso MorgaIruzubieta; e nomeou como secretário para os Seminários dom Jorge Carlos Patrón Wong, elevando-o à dignidade de arcebispo;
Na Administração do Patrimônio da Sé Apostólica: nomeou delegado da Seção Ordinária o Mons. Mauro Rivella, do clero da arquidiocese de Turim.
O Santo Padre nomeou núncio apostólico na Alemanha dom Nikola Eterovic, até então secretário geral do Sínodo dos Bispos, e chamou para suceder-lhe no mesmo cargo dom Lorenzo Baldisseri, até então secretário da Congregação para os Bispos.
Por fim, o pontífice nomeou como núncio apostólico e presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica o Mons. Giampiero Gloder, Conselheiro de Nunciatura, elevando-o a dignidade de arcebispo.
O papa Francisco nomeou ainda como núncio apostólico em Serra Leoa dom Miroslaw Adamczyk, até então núncio na Libéria e Gâmbia.

Fonte: Rádio Vaticano.

Carta aberta do Papa Francisco ao Jornal La Repubblica

Segue, na íntegra, a carta do papa Francisco, publicada no jornal La Republica, no dia 11 de setembro, em resposta a dois editoriais (7 de julho e 7 de agosto) do jornalista fundador do jornal italiano, Eugenio Scalfari, sobre questões relacionadas à fé e à vida cristã, tendo como referência a Encíclica Lumen Fidei .

Vaticano, 4 de setembro de 2013
Caríssimo Dr. Scalfari, é com viva cordialidade que, ainda que em linhas gerais, gostaria de responder, com esta minha carta, à que o Sr. pelas páginas [do jornal] República, escreveu-me, dia 07 de julho, com uma série de reflexões pessoais, que posteriormente aprofundou, no mesmo jornal, dia 07 de agosto.
Agradeço-lhe, antes de tudo, pela atenção com a qual leu a Encíclica Lumen Fidei. Ela, na intenção de meu amado predecessor, Bento XVI, que a concebeu e em grande medida a redigiu, e de quem, com gratidão, eu herdei, tem por finalidade não só confirmar na fé em Jesus Cristo os que já se reconhecem nessa fé, mas também suscitar um diálogo sincero e rigoroso com quem, como o Sr., se define “um não crente há muitos anos interessado e fascinado pela pregação de Jesus de Nazaré”.
Parece-me, portanto, que seja positivo, não só para nós pessoalmente, mas também para a sociedade em que vivemos concentrar-nos no diálogo a respeito de uma realidade importante como é a fé, que se refere à pregação e à figura de Jesus. Penso que há duas circunstâncias, em particular, que tornam hoje esse diálogo necessário e precioso.
Ele, afinal, constitui, como é sabido, um dos principais objetivos do Concílio Vaticano II – querido por João XXIII – e do ministério dos Papas que, cada um com sua sensibilidade e sua contribuição, daquela ocasião até hoje caminharam no sulco traçado pelo Concílio.
A primeira circunstância – como se destaca nas páginas iniciais da Encíclica – deriva do fato que, ao longo dos séculos da modernidade, se tem assistido a um paradoxo: a fé cristã, cuja novidade e incidência na vida do homem desde o início se expressou com o símbolo da luz, foi considerada como superstição obscura, oposta à luz da razão. Assim se chegou a um estado de incomunicação entre a Igreja e a cultura de inspiração cristã, por um lado, e a cultura moderna de cunho iluminista, por outro. Chegou, porém, o tempo de um diálogo aberto e sem preconceitos, que reabra as portas de um sério e fecundo encontro. O Vaticano II inaugurou esta estação.
A segunda circunstância, para quem procura ser fiel ao dom do seguimento de Jesus à luz da fé, deriva do fato que este diálogo não é um acessório secundário da existência de quem crê. Ao contrário, é uma expressão íntima e indispensável [dessa existência]. Permita-me citar, a propósito, uma afirmação que considero muito importante da Encíclica: como a verdade testemunhada pela fé é a verdade do amor – ali se sublinha – “é claro que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. Quem crê não é arrogante; ao contrário, a verdade o faz humilde, sabendo que mais do que nós a possuirmos, é ela que nos circunda e possui. Longe de enrijecer-nos, a segurança da fé nos põe a caminho e torna possível o testemunho e o diálogo com todos” (n. 34). É este o espírito que anima as palavras que escrevo.
A fé, para mim, nasce do encontro com Jesus. Um encontro pessoal, que tocou meu coração e deu uma nova direção e um novo sentido à minha existência. Mas, ao mesmo tempo, um encontro tornado possível pela comunidade de fé na qual eu vivi e graças à qual encontrei o acesso à inteligência da Sagrada Escritura, à vida nova que como fluxo de água jorrando de Jesus através dos Sacramentos, à fraternidade para com todos e a serviço dos pobres, verdadeira imagens do Senhor. Sem a Igreja, - creia-me – não teria podido encontrar Jesus, apesar de estar ciente de que este dom imenso que é a fé está guardado nos vasos da frágil argila de nossa humanidade.
É precisamente a partir daqui, desta experiência pessoal de fé vivida na Igreja, que me sinto à vontade para escutar suas questões e para procurar, junto com o Sr., os caminhos ao longo dos quais poderemos, talvez, começar a fazer juntos um percurso.
Perdoe-me se não sigo passo a passo a argumentação que o Sr. propôs no editorial de 7 de julho. Parece-me mais frutuoso – ou me é mais congenial – ir, de certo modo, ao coração de suas considerações. Também não entro na modalidade expositiva seguida pela Encíclica, na qual o Sr. sente a falta de uma seção especificamente dedicada à experiência histórica de Jesus de Nazaré.
Observo apenas, para começar, que uma análise desse tipo não é secundária. Trata-se, de fato, seguindo a própria lógica que segue o desenvolvimento da Encíclica, de centrar a atenção sobre o significado do que Jesus disse e fez, e, assim, em última instância, sobre o que Jesus foi e é por nós. De fato, as cartas de Paulo e o Evangelho de João, aos quais se faz particular referência na Encíclica, foram construídos sobre o sólido fundamento do ministério messiânico de Jesus de Nazaré, cujo cume resolutivo é a páscoa da morte e da ressurreição.
É necessário confrontar-se com Jesus, eu diria, na concretude e na dureza do seu acontecimento, assim como é narrado sobretudo no mais antigo dos Evangelhos, que é o de Marcos. Constata-se, então, que o “escândalo” que a palavra e a praxe de Jesus provocam ao seu redor derivam de sua extraordinária “autoridade”: uma palavra atestada desde o Evangelho de Marcos, mas que não é fácil de traduzir para o italiano. A palavra grega é “exousia”, que literalmente se refere ao que “provém do ser” que se é. Não se trata de algo exterior ou forçado, mas que emana de dentro e que se impõe por si. Jesus, efetivamente, atinge, surpreene, inova, como ele mesmo diz, a partir de sua relação com Deus, a quem chama familiarmente Abbá, que lhe entrega esta “autoridade” para que ele a exerça a favor dos homens.
Assim Jesus prega “como quem tem autoridade”, cura, chama os discípulos a segui-lo, perdoa... todas elas, coisas que no Antigo Testamento são próprias de Deus e somente dele. A pergunta que retorna mais de uma vez no Evangelho de Marcos: “Quem é este que...?”, e que se refere à identidade de Jesus, brota da constatação de uma autoridade diferente da do mundo, uma autoridade cuja finalidade não é exercitar um poder sobre os outros, mas servi-lhes, dar-lhes liberdade e plenitude de vida. E isto até o ponto de por em jogo a própria vida, experimentar a incompreensão, a traição, a recusa, ser condenado à morte, até o estado de abandono na cruz. Mas Jesus permanece fiel a Deus, até o fim.
É então – como exclama o centurião romano aos pés da cruz, no Evangelho de Marcos – que Jesus se mostra, paradoxalmente, como o Filho de Deus! Filho de um Deus que e amor e que quer, com todo seu ser, que o homem, cada homem, se descubra e viva também como seu verdadeiro filho. Este, pela fé cristã, recebe a certeza de que Jesus ressuscitou: não para triunfar sobre os quem lhe refutou, mas para atestar que o amor de Deus é mais forte que a morte, o perdão de Deus é mais forte que todo pecado, e que vale a pena gastar a própria vida, até o fim, para testemunhar este imenso dom.
A fé cristã crê isto: que Jesus é o filho de Deus vindo para dar a sua vida para abrir a todos o caminho do amor. Por isso, tem razão o egrégio Dr. Scalfari, quando vê na encarnação do Filho de Deus o caminho da salvação. Já Tertuliano escrevia “caro cardo salutis”, a carne [de Cristo] é o cardo da salvação. Porque a encarnação – o fato que o Filho de Deus tenha vindo na nossa carne e tenha condiviso alegrias e dores, vitórias e derrotas da nossa existência, até o grito na cruz, vivendo cada coisa no amor e na fidelidade ao Abbá – testemunha o incrível amor que Deus tem por cada homem, o valor inestimável que lhe atribui. Cada um de nós, por isto, é chamado a fazer seu o olhar e a escolha de amor de Jesus, a entrar no seu modo de ser, de pensar e de agir. Esta é a fé, com todas as expressões que são descritas com precisão na Encíclica.
No mesmo editorial de 07 de julho, o Sr. me pergunta ainda como compreender a originalidade da fé cristã enquanto essa tem seu foco precisamente sobre a encarnação do Filho de Deus, em relação a outros credos que, diferentemente, gravitam em torno da transcendência absoluta de Deus.
Eu diria que a originalidade está precisamente no fato que a fé nos faz participar, em Jesus, da relação que Ele tem com Deus que é Abbá e, a esta luz, no relacionamento que Ele tem com todos os outros homens, inclusive os inimigos, no sinal do amor. Em outros termos, a filiação de Jesus, como a apresenta a fé cristã, não é revelada para marcar uma separação insuperável entre Jesus e todos os outros: mas para dizer-nos que, nele, todos somos chamados a ser filhos do único Pai e irmãos entre nós. A singularidade de Jesus é para a comunicação, não para a exclusão.
Disto segue também – e não é pouca coisa – a distinção entre a esfera religiosa e a esfera política que é afirmada no “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”, afirmada com clareza por Jesus e sobre a qual, com fadiga, se construiu a história do Ocidente. A Igreja, de fato, é chamada a semear o fermento e o sal do Evangelho, o amor e a misericórdia de Deus que atingem todos os homens, apontando a meta ultraterrena e definitiva do nosso destino, enquanto à sociedade civil e política toca a árdua tarefa de articular e encarnar na justiça e na solidariedade, no direito e na paz, uma vida cada vez mais humana. Para quem vive a fé cristã, isto não significa fuga do mundo ou procura de qualquer tipo de hegemonia, mas serviço ao homem, ao homem todo e a todos os homens, a partir das periferias da história e tendo desperto o sentido da esperança que impulsiona a trabalhar pelo bem apesar de tudo e olhando sempre além.
O Senhor me pergunta ainda, na conclusão de seu primeiro artigo, o que dizer aos irmãos judeus a respeito da promessa feita por Deus a eles: esvaziou-se completamente? Este é – acredite-me – um questionamento que nos interpela radicalmente, como cristãos, porque, com a ajuda de Deus, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, temos redescoberto que o povo judeu é ainda, para nós, a raiz santa da qual germinou Jesus. Eu também, na amizade que cultivei ao longo de todos esses anos com irmãos judeus, na Argentina, muitas vezes na oração interroguei a Deus, de modo particular quando recordava a terrível experiência da Shoah. O que lhe posso dizer, com o apóstolo Paulo, e que nunca se acabou a fidelidade de Deus à aliança feita com Israel e que, através das terríveis provas destes séculos, os judeus conservaram a sua fé em Deus. E por isto, nunca seremos suficientemente gratos a eles, como Igreja, mas também como humanidade. Esses, perseverando na fé no Deus da aliança, recordam todos, também nós cristãos, o fato que estamos sempre na espera do retorno do Senhor, como peregrinos, e, portanto, devemos estar abertos para ele e nunca apoiar-nos no que já tenhamos atingido.
Agora trato das três questões que o Sr. me propôs no artigo de 07 de agosto. Me parece que, nas duas primeiras, o que lhe interessa é entender o comportamento da Igreja com relação aos que não partilham a fé em Jesus. Antes de tudo, me pergunta se o Deus dos cristãos perdoa quem não crê e não busca a fé. Antecipando que – e é o fundamental – a misericórdia de Deus não tem limites se se volta a ele de coração sincero e contrito, a questão para quem não crê em Deus está em obedecer à própria consciência. O pecado, também para quem não tem fé, existe quando se vai contra a consciência. Escutar e obedecer a ela significa, de fato, decidir-se diante do que é percebido como bem ou como mal. E sobre essa decisão se joga a bondade ou a maldade do nosso agir.
Em segundo lugar, me pergunta se o pensamento segundo o qual não existe nenhum absoluto e, consequentemente, nenhuma verdade absoluta, mas somente uma série de verdades relativas e subjetivas, seja um erro ou um pecado. Para começar, eu não falaria, nem mesmo para quem crê, de verdade “absoluta”, no sentido que absoluto é o que é desligado, o que é privado de qualquer relação. Ora, a verdade, segundo a fé cristã, é o amor de Deus por nós em Jesus Cristo. Portanto, a verdade é uma relação! Tanto é verdade, que cada um de nós a compreende e a exprime a partir de si: da sua história e cultura, da situação em que vive, etc. Isto não significa que a verdade seja variável e subjetiva. Ao contrário. Mas significa que ela se dá a nós sempre e só como um caminho e uma vida. Jesus não disse “Eu sou o caminho, a verdade, a vida”? Em outros termos, a verdade, sendo definitivamente uma com o amor, requer a humildade e a abertura para ser buscada, acolhida e expressa. Portanto, é necessário um bom entendimento a respeito dos termos e, talvez, sair da estreiteza de uma contraposição... absoluta, impostar novamente em profundidade a questão. Penso que isto seja absolutamente necessário para entabular o diálogo sereno e construtivo que eu auspiciava no início desse meu dizer.
Na última pergunta, o Sr. me pergunta se, com o desaparecimento do homem sobre a terra, desaparecerá também o pensamento capaz de pensar Deus. Certo, a grandeza do homem está no poder pensar Deus. E no poder viver uma relação consciente e responsável com Ele. Mas a relação existe entre duas realidades. Deus – este é o meu pensamento e esta é minha experiência, mas quantos, ontem e hoje, a condividem! – não é uma ideia, ainda que elevadíssima, fruto do pensamento do homem. Deus é realidade com “R” maiúsculo. Jesus no-lo revela – e vive a relação com Ele – como um Pai de bondade e misericórdia infinita. Deus não depende, portanto, do nosso pensamento. De resto, também quando viesse a acabar a vida do homem sobre a terra – e para a fé cristã, em todo caso, este mundo assim como o conhecemos é destinado a acabar –, o homem não cessará de existir e, de um modo que não sabemos, também com ele o universo criado. A Escritura fala de “novos céus e nova terra” e afirma que, no fim, no onde e no quando que estão além de nós, mas para os quais, na fé, tendemos com desejo e esperança, Deus será “tudo em todos”.
Egrégio Dr. Scalfari, concluo assim estas minhas reflexões, suscitadas pelo que o Sr. quis me comunicar e perguntar. Acolha como resposta provisória mas sincera e confiante ao convite que lhe dirigi de fazer um percurso de caminho juntos. A Igreja, creia-me, apesar de todas as lentidões, infidelidades, erros e pecados que pode ter cometido e pode ainda cometer nos que a compõem, não tem outro sentido e fim a não ser o de viver e testemunhar Jesus: Ele que foi enviado pelo Abbá “a levar aos pobres o alegre anúncio, a proclamar aos prisioneiros a libertação e aos cegos a vista, e por em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,18-19).
Com proximidade fraterna,
Francisco.



Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Outubro 2013
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
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CENTENÁRIO DA ORDEM DOS AGOSTINIANOS RECOLETOS

ORDEM DOS AGOSTINIANOS RECOLETOS

O Centenário da declaração dos agostinianos recoletos como Ordem religiosa, se encerrou solenemente em nove países.


O ano do Centenário do reconhecimento dos agostinianos recoletos como Ordem religiosa, inaugurado dia 16 de setembro de 2012, foi concluído no último dia 15.

A celebração dos cem anos do Breve Religiosas Familias foi uma ocasião providencial para iluminar a tessitura de revitalização e reestruturação em que a Ordem se encontra.

O encerramento mais solene, presidida pelo Núncio pontifício em Colômbia e com a participação do Prior Geral, teve lugar em Bogotá.


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ACONTECEU NA ARQUIDIOCESE

CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

1. Papa nomeia Cardeal Cláudio Hummes como seu representante em celebração no Paraguai.

O Santo Padre nomeou o prefeito emérito da Congregação para o Clero, cardeal brasileiro Cláudio Hummes, como seu enviado especial às celebrações conclusivas do 25º aniversário da canonização de São Roque González de Santa Cruz e dos Companheiros mártires, que serão realizadas em Assunção, no Paraguai, em 15 de novembro de 2013.
São Roque e seus companheiros foram alguns dos primeiros mártires sul-americanos. Foram assassinados pelos índios em 1628 e canonizados pelo papa João Paulo II. Roque González nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576.

2. Material da Campanha para Evangelização 2013 é divulgado pela CNBB
Já estão disponíveis para download no site da Conferência os materiais da Campanha para a Evangelização 2013. O evento tem início na solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo em 24 de novembro e se estende até o 3º domingo do Advento.
A Coleta Nacional será realizada em 15 de dezembro nas paróquias e comunidades do Brasil. O resultado é todo direcionado para os trabalhos de evangelização, nos vários níveis: diocesano (45% do total arrecadado), regional (20%) e nacional (35%).
A Campanha para a Evangelização foi instituída pelos bispos em 1997 e realizada pela primeira vez em 1998, com o objetivo de despertar nos fieis o compromisso evangelizador e a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil. A CE tem o slogan “evangeli.já”, que faz referência a palavra evangelizar. 
O presidente da Comissão Episcopal da Campanha para a Evangelização, dom Murilo Ramos Krieger, explica o lema Eu vos anuncio uma grande alegria!", proposto para este ano. “Queremos que a CE de 2013 seja marcada pela alegria - alegria que nasce do dom que o Pai nos faz de Seu Filho Jesus no Natal; alegria pelo privilégio de termos sido chamados para ser evangelizadores. Por isso, escolhemos como lema da CE de 2013 o anúncio dos anjos aos pastores de Belém”.


3. Região Episcopal Lapa peregrinou no dia 15/09 no Ano da Fé

O arcebispo cumprimentou dom Júlio, o clero, os leigos e falou que, peregrinar até a Catedral a fim de  renovar a Profissão de Fé tem um significado especial, pois é feito como parte da Igreja num todo, haja vista que a Catedral é a Igreja Mãe de todas as igrejas da Arquidiocese e Nela, todos professam a mesma Fé: “Unidos na Fé que se professa junto com o Papa, os cristãos, e católicos do mundo inteiro”.

Neste Ano da Fé, onde todos os cristãos são convidados a renovar e aprofundar o encontro com Deus e a resposta da fé, dezenas de fieis e religiosos dos cinco setores da região Lapa (Butantã, Lapa, Leopoldina, Pirituba e Rio Pequeno) se concentraram no Pátio do Colégio, peregrinaram à Catedral da Sé na tarde de domingo, 15/9, e assistiram a missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada por dom Julio Endi Akamine - vigário episcopal para a Região Lapa.

Dom Julio disse que a caminhada feita pela Região Lapa caracteriza a Fé e o reconhecimento precioso, que é o encontro pessoal com Jesus Cristo: “A Fé nos ilumina, ilumina a nossa caminhada. Ela dá sentido as nossas canseiras, nos faz fortes diante dos sofrimentos, angústias e atribulações”.

Ele também pediu que celebrassem com Fé, esperança e alegria a eucaristia, e reforçou o quão é importante a Fé na vida daquele que a tem: “A Fé nos faz mais esperançosos, porque sabemos e experimentamos que somos amados, esperados e desejados por Deus”.




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ACONTECEU NA PARÓQUIA

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes

1. Aniversário de 20 anos do Sopão - 14.09.2013


Dia 14 de setembro foi comemorado na parte da manhã, no salão de festas, o 20º Aniversário do Sopão.

Após uma celebração litúrgica aconteceu um belíssimo almoço para as pessoas que são atendidas por este serviço de caridade e à noite houve uma Missa de Ação de Graças, com a presença daqueles que trabalham na Obra.



Leia abaixo o que está escrito no site da Paróquia: www.pnslourdes.com.br atualizado:

“Tive fome e me destes de comer, tive sede e 
me destes de beber, era peregrino e me acolhestes”
(Mt 25,35).


Falar do “sopão” é falar de uma das obras mais bonitas que há em nossa Paróquia.    Este é um trabalho que começou a 20 anos, no dia 14 de setembro do ano de 1993, com o incentivo do então pároco Frei Egisto Cansian.

A princípio, o trabalho era realizado em parceria com as paróquias do Setor Leopoldina, o Pronto-Socorro da Lapa e a Seicho-no-ie. Servia-se, uma vez na semana, somente a sopa que vinha do Pronto-Socorro; daí o nome de “sopão”.

Hoje em dia é somente a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes a responsável pela comida. É servida cerca de 180 refeições de segunda a sexta-feira, as 18:00hs, a moradores de rua.

Atualmente, contamos com a colaboração de cinco equipes que nos auxiliam na preparação e no serviço das refeições. É um trabalho totalmente voluntário.

Quanto às doações, é a própria comunidade que nos ajuda; não temos nenhum vínculo governamental. A comunidade nos doa o arroz, feijão, óleo, macarrão, sal, farinha de mandioca, molho de tomate, vinagre, etc.   Do CEASA ganhamos as verduras e legumes e da avícola, os frangos. Nosso sincero agradecimento a todos! Gás e material de limpeza cabe à própria Igreja comprar.

Seja um doador, contamos com sua colaboração!

Neste ano de 2013 estamos comemorando os 20 anos de um lindo serviço aos moradores de rua, que são o rosto do próprio Jesus Cristo que se manifesta no meio de nós, em nossa Comunidade e na Paróquia.

CONTAMOS COM SUA AJUDA!!!


2. ENCONTRO DE NOIVOS

No dia 21 de setembro aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Vila Hamburguesa o 3° Encontro de Noivos.

A Pastoral da Família ajudou a refletir e dialogar a respeito do matrimônio.

Participaram dez casais de noivos.



3. ESCOLA DA FÉ

Para viver mais intensamente o Ano da Fé, o Grupo de Oração Nossa Senhora de Lourdes da Paróquia preparou três noites de palestras, com o tema central: ‘’Senhor, aumentai nossa fé!”, da 2ª Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo Ano da Fé 2013-2013, escrita pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.

O primeiro tema: “Senhor, aumentai a nossa fé!” (Lc 17,5) foi apresentado pelo Frei Marcus Dorrigo Leite; o segundo tema: “A fé vem da pregação da Palavra de Cristo!”( cf. Rm 10,17), reflexão feita por Sérgio Bonadiman e o terceiro tema: “Acabei a minha corrida, guardei a fé”( 2Tm 4,7) esteve a cargo do Padre Édson.

A participação dos leigos foi em média de trinta pessoas por cada noite. O Grupo de Oração esteve à frente com as orações e cantos. Agradece a todos pela participação. E aguarda todos para próximos encontros da Escola da Fé.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Outubro 2013
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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SANTOS E CELEBRAÇÕES - OUTUBRO

SANTOS E CELEBRAÇÕES DE OUTUBRO

01 - Santa Teresinha do Menino Jesus
02 - Santos Anjos da Guarda
03 - Bem-aventurados de Soveral, Ambrósio F. Ferro e companheiros
04 - São Francisco de Assis
05 - São Benedito
07 - Nossa Senhora do Rosário
09 - São Dionísio e Companheiros - São João Leonardi
12 - Nossa Senhora Aparecida
14 - São Calixto
15 - Santa Teresa de Jesus (Teresa D´Ávila)
16 - Santa Edwiges - Santa Margarida Maria Alacoque
17 - Santo Inácio de Antioquia
18 - São Lucas, Evangelista
19 - São João de Brébeuf e Santo Isaac Jogues e Companheiros - São Paulo da Cruz.
23 - São João de Capistrano
24 - Santo Antônio Maria Claret
25 - Santo Antônio de Sant’Ana Galvão
26 - Santa Maria no Sábado
28 - São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, Padroeira do Brasil


Na segunda quinzena de outubro de 1717, três pescadores, Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, ao lançarem sua rede para pescar nas águas do Rio Paraíba, colheram a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, no lugar denominado Porto do Itaguaçu. Filipe Pedroso levou-a para sua casa conservando-a consigo até 1732, quando a entregou a seu filho Atanásio Pedroso.

Este construiu um pequeno oratório onde colocou a Imagem da Virgem que ali permaneceu até 1743. Todos os sábados, a vizinhança reunia-se no pequeno oratório para rezar o terço.

Devido à ocorrência de milagres, a devoção a Nossa Senhora começou a se divulgar, com o nome dado pelo povo de Nossa Senhora Aparecida. A 26 de julho de 1745 foi inaugurada a primeira Capela. Como esta, com o passar dos anos, não comportasse mais o número de devotos, iniciou-se em 1842 a construção de um novo templo inaugurado a 8 e dezembro de 1888.

Em 1893, o Bispo diocesano de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, elevou-o à dignidade de “Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”.

A 8 de setembro de 1904, por ordem do Papa Pio X, a Imagem milagrosa foi solenemente coroada, e a 29 de abril de 1908 foi concedido ao Santuário o título de Basílica menor.

O Papa Pio XI declarou e proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil a 16 de julho de 1930, “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”.

A 5 de março de 1967 o Papa Paulo VI ofereceu a “Rosa de Ouro” à Basílica de Aparecida.

Em 1952 iniciou-se a construção da nova Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, solenemente dedicada pelo Papa João Paulo II a 4 de julho de 1980.


SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANA GALVÃO - O primeiro santo brasileiro

Há seis meses ocorreu a canonização em terras brasileiras, do primeiro santo nascido aqui. Todos temos nos olhos e no coração as imagens de fé e alegria desse evento único da nossa história.

Foi em 11 de maio 2007, quando cerca de um milhão de pessoas testemunharam no Campo de Marte, em São Paulo, o Papa Bento XVI canonizar Frei Galvão, pronunciando a fórmula de canonização: "... declaramos e definimos como Santo o beato Antônio de Sant'Anna Galvão e o inscrevemos na Lista dos Santos e estabelecemos que, em toda a Igreja, ele seja devotamente honrado entre os santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".

As canonizações ocorrem normalmente no Vaticano, mas o Papa decidiu realizar a cerimônia no Brasil como homenagem ao país de maior número de católicos do mundo. Frei Galvão foi inscrito na glória dos Santos como: Santo Antonio de Sant'Anna Galvão.

Sua memória litúrgica ocorre em 25 de outubro. Este franciscano paulista tornou-se santo 185 anos após sua morte, ocorrida em 1822.

A Postuladora da causa de canonização do novo santo, Irmã Célia Cadorin, definiu-o como 'a ternura de Deus'. "Ele devia ser um padre, um Frei de uma delicadeza, de uma ternura, de uma bondade, sobretudo para com os pobres. Ele é o frade da oração. Tinha um coração compassivo para com os doentes e os pecadores, a todos transmitia uma paz muito grande".

O novo Santo foi 'bem normal': nada de cilícios ou penitências extremadas, mas deixou-nos belo testemunho marcado de simplicidade franciscana ao alcance de todos, mesmo hoje em dia. Viveu a santidade na vida do dia-a-dia como homem de oração, pregador, confessor, missionário popular, pedreiro e também porteiro do Convento São Francisco, no centro de São Paulo. Como porteiro, alegre e cordial, acolhia bem todas as pessoas. É reconhecido como frade da paz e da caridade. Foi também grande devoto de Maria.

O provincial dos Franciscanos de São Paulo, Frei Augusto Koenig, disse que "não basta bater palmas por termos o primeiro Santo brasileiro. É preciso imitar suas virtudes, ser missionário como ele o foi, ter amor aos pobres como ele o teve, ser pacificador, defender a justiça e salvaguardar a vida. (...) Se alguém não é simpático pelas 'pílulas do Frei Galvão' pelo menos não ridicularize, pois, enfim, Deus fez falar até a mula de Balaão" (Nm 22,28).

Frei Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822, assistido pelo superior e pelos confrades e sacerdotes, que admiravam suas virtudes e a sua vida apostólica. Foi sepultado diante do altar mor da igreja do Mosteiro da Luz.

Frei Galvão é o primeiro Santo franciscano nesta terra na qual os Franciscanos tiveram a graça de celebrar a primeira Missa. Tudo isso é significativo e nos compromete a 'recomeçar sempre de novo', com ardor e alegria em nossa missão. O mundo precisa de 'outros' Franciscos, Antônios, Galvões... Você aceita?

Frei Jorge Hartamann- OFM



Jornal Online “A Voz de Lourdes” - Outubro 2013
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
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Beatos, Santos Agostinianos e Celebrações Agostinianas - OUTUBRO

Celebrações, Beatos e Santos Agostinianos

09 - Beato Antônio Patrizi
10 - Santo Tomás de Vilanova
11 - Beato Elias do Socorro Nieves
12 - Beata Maria Teresa Fasce
13 - Comemoraçãode todos os benfeitores falecidos da Ordem
14 - Beato Gonçalo de Lagos
20 - Santa Madalena de Nagasáki
23 - São Guilherme e Beato João Bom
25 - São João Stone.

SÃO TOMÁS DE VILANOVA
Patrono dos estudos da Ordem e da Província Sto. Tomás de Vilanova da OAR.

Santo Tomas de Vilanova nasceu em Fuenllana (Ciudad Real-Espanha) em 1486. Viveu seus primeiros anos em Villanueva de los Infantes, domicílio de seus pais. Foi estudar em Alcalá de Henares, em cuja célebre Universidade foi aluno e professor.

Não aceitou o convite para lecionar na outra, não menos célebre Universidade de Salamanca. Mas foi à Salamanca para entrar na Ordem, no convento de santo Agostinho.

Professou a 25 de novembro de 1517. Foi duas vezes Prior Provincial. A 10 de Outubro de 1544, foi nomeado arcebispo de Valência, onde morreu no dia 8 de setembro de 1555.

Distinguiu-se por sua ardente caridade, pela promoção dos estudos, pelo impulso reformador da vida religiosa com boas doutrinas e bom exemplo e pelo espírito missionário na Ordem, pela devoção a Nossa Senhora e por sua incondicional entrega ao serviço da igreja e dos pobres. Seus restos conservam-se na catedral de Valença.



SANTA MADALENA DE NAGASÁKI
Padroeira da Fraternidade Secular Agostiniana Recoleta

Madalena era uma jovem terciária (= da fraternidade secular) japonesa que colaborou com os missionários Francisco de Jesus e Vicente de santo Antônio na evangelização de Nagasaki.

Agostiniana Recoleta Terciária, Madalena foi uma dentre os muitos mártires do Japão no século XVII.
Cristã entusiasta, ela conheceu os frades agostinianos recoletos em 1623, atuou como intérprete para eles e, mas tarde, foi também catequista.

Durante o período de perseguição aos cristãos ela sustentou a fé de muitos novos convertidos.

Apresentação de Santa Magalena de Nagasaki (1611-1634)

Na época do martírio dos missionários ela animava os cristãos de Nagasaki, então perseguidos, a permanecerem fiéis na fé.

Os juízes não tiveram sucesso em convencer Magalena a deixar de ser cristã e ela foi submetida a dolorosas torturas.

Madalena invocava, durante o suplício, Jesus e Maria e cantava hinos ao Senhor. Seu martírio causou grande impressão em Nagasaki e muitos pediram sua intercessão.

Madalena foi canonizada pelo papa João Paulo II no dia 18 de outubro de 1987. A Fraternidade Secular a venera como padroeira.



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PARABÉNS DIZIMISTAS

DÍZIMO E ANIVERSARIANTES DE OUTUBRO

“Cada um dê conforme manda seu coração, não de má vontade ou constrangido, pois Deus ama quem dá com alegria”( 2 Cor 9,7).


Seu aniversário é uma oportunidade para manifestarmos a nossa gratidão a Deus pelo dom de sua vida e a nossa gratidão a você por sua participação solidária e compromissada em nossa comunidade paroquial.

E pedindo a Deus que abençoe e ilumine todos os seus passos, a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, por seu Pároco, Pe. Frei Egisto Cansian, OAR e a Pastoral do Dízimo, desejamos a você muitas felicidades.

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!

Aniversariantes: Antônia Aparecida FranchinZaninetti, Cláudia Regina Cândido, Elsio Silvestre Trombeta, FutamiSasake(Nair), Hilda Donatelli, Ivone Nakahima, Ivone Sacramento dos Santos, Jandyra Godinho,  José Estevam de Souza Neto, Kátia FelippeOhtani, Leonardo Altafini, Luiz Gomes dos Santos, Maria Pereira Lousada, Maria Rosa Negri da Silva, Marlene Sapateiro, Raquel Aparecida Adornato, Rogério Lopes Pereira, Sônia Helena FlustyFurlaneto.

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COTIDIANO - OUTUBRO

“DE NOVO O MENSALÃO”

No dia 18 de setembro de 2013, nós, brasileiros, tivemos a inacreditável notícia de que haveria um novo julgamento do mensalão.

O conhecimento dessa resolução trás de volta, à memória de todos nós, os fatos vergonhosos que, de modo sucinto, descrevo a seguir:

O mensalão foi um escandaloso esquema arquitetado para comprar o apoio de deputados federais e líderes partidários.

Essa “compra” era feita através de uma mensalidade ou mesada paga aos deputados e líderes partidários para votarem a favor dos projetos de interesse do Poder Executivo.

O esquema tornou-se público após uma entrevista concedida por Roberto Jefferson que apontou o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, como o mentor do esquema.

Os réus, em busca de desculpas que justificassem à nação tanta pouca-vergonha, argumentavam que os pagamentos a políticos visavam quitar dívidas eleitorais e financiar campanhas da base aliada ao governo federal. O presidente da época, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou-se declarando que se sentia traído por tais práticas inaceitáveis, além de indignado pelas revelações que chocavam o país sobre as quais ele não tinha qualquer conhecimento (!).

Assim, sete anos após a eclosão das denúncias, teve início o maior julgamento da história da corrupção política no país e que nos levou a repensar o conceito de “quadrilha” que, até então, ao menos em minha humilde concepção, fazia menção apenas a bandos de criminosos comuns armados que assaltavam bancos e coisas assim.

Ao final do julgamento tivemos um saldo de 25 condenados, 12 absolvidos e ninguém aceitou investigar o Lula. De qualquer modo, a nação estava feliz. Era a vitória da democracia.

No entanto, no mês passado, sob um recurso denominado “embargo dos infrigentes” o Supremo Tribunal Federal decidiu, por seis votos a cinco, por um novo julgamento do mensalão.

Foi como um balde de água gelada em nossas cabeças. Nos sentimos frustrados, ofendidos e desvalidos.  Para muitos de nós, que até se permitiram sonhar com prisões espetaculares dos réus mais famosos, esse resultado foi, talvez, a confirmação de que a lei não é para todos e que, de fato, há algumas pessoas intocáveis.

Assim sendo, penso que se, após o final do novo julgamento, esse resultado se mantiver, este triste episódio de nossa história política estará mostrando aos cidadãos brasileiros honestos (e desonestos) que vale a pena ser político e “enfiar a mão” no dinheiro público para uso próprio.

Portanto, se assim de fato for, terei, tristemente, que concordar com o falecido Oscar Niemayer quando disse que: “Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de camburão”.

Vanusa dos Reis Coêlho Rodrigues
vanusa.coelho.rodrigues@gmail.com

(*) Graduada em Ciências Contábeis e Letras/Inglês. Especialista em Neuroaprendizagem e em Psicopedagogia Clínica e Institucional. É Personal Coach e Practitioner em Programação Neurolinguística. Possui MBA em Recursos Humanos; certificação em Mediação PEI e Curso de aperfeiçoamento em TODA e TDAH.

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