quarta-feira, 1 de novembro de 2017

NOTÍCIAS DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

SÍNODO ARQUIDIOCESANO DARÁ TRABALHO, MAS VALERÁ À PENA!


A Arquidiocese de São Paulo promoveu no dia 7 de outubro, no Centro de Pastoral São José, no Belém, zona Leste, mais um encontro de formação para os animadores paroquiais do sínodo arquidiocesano. O evento foi destinado àqueles que não puderam participar do encontro realizado no dia 16 de setembro. 

Os representantes de paróquias e agentes de pastorais tiveram acesso a informações preliminares do caminho sinodal e à metodologia da etapa do sínodo nas paróquias ao longo de 2018. Os temas foram apresentados pelo Padre José Arnaldo Juliano, Teólogo Perito do sínodo, e o Padre Jordélio Siles Ledo, membro da Comissão de Coordenação Geral do sínodo.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, também participou do evento e explicou aos animadores paroquiais que o sínodo será uma oportunidade de a Igreja em São Paulo fazer uma profunda reflexão sobre sua vida e missão. Para ele, a vida da Igreja se expressa por meio do testemunho, vivência pessoal e comunitária, mas também pelas suas ações litúrgicas, da caridade, e da ação dos católicos no mundo. 

Dom Odilo reafirmou o estado permanente de missão que os recentes documentos da Igreja reforçam. “Precisamos ser uma Igreja ‘em saída’, não esquecer que os horizontes da missão são muito amplos. Não podemos pensar que não seja mais tempo de missão. É sempre tempo de missão. Se a Igreja não é missionária não é a Igreja de Cristo”.  

No dia 24 de fevereiro de 2018, haverá um grande momento celebrativo que marcará o início dos trabalhos do sínodo na base. Segundo o Arcebispo, cada paróquia é convidada a realizar o grande “ver”, dar-se conta de sua vida e missão enquanto Igreja presente na base. Para isso, está sendo preparado um roteiro de reflexão e levantamento de dados e informações objetivas sobre a realidade paroquial. “Cada paróquia, naturalmente, vai ter muito trabalho. E para ajudar os padres a fazer esses trabalhos é que vocês estão aqui. Vocês irão ajudar a preparar mais animadores e a promoverem as ações do sínodo na base”. 

“O sínodo arquidiocesano vai dar trabalho, mas valerá a pena! Sem trabalho, ficaríamos onde estamos. O sínodo vai suscitar coisa nova, vai trazer novo ânimo, vai ajudar a Arquidiocese de São Paulo a dar um passo avante para que realizemos a vida e a missão da Igreja aqui nessa metrópole da melhor forma que pudermos. E o Espírito Santo é quem nos ajuda”, completou Dom Odilo.


‘Todos são chamados a refletir sobre a vida e a missão da igreja’


As regiões episcopais já receberam os materiais que serão utilizados pelas paróquias na animação do sínodo arquidiocesano de São Paulo para marcar este mês missionário. Os dois folhetos contêm o roteiro de um encontro celebrativo em âmbito paroquial e dois encontros a serem realizados em grupos. “É preciso percorrer, com fé, esperança e empenho generoso, o caminho da conversão pastoral e missionária”, destaca o texto introdutório do subsídio. 

O subsídio da Novena de Natal, elaborado pela Arquidiocese de São Paulo, que em breve estará disponível para as paróquias e comunidades, também propõe reflexões relacionadas ao caminho sinodal arquidiocesano. 

No dia 24 de fevereiro de 2018, haverá uma celebração arquidiocesana para marcar o início dos trabalhos do sínodo em âmbito paroquial. O evento está sendo organizado pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo, que se reuniu na segunda-feira, 16, na Cúria Metropolitana, no bairro de Higienópolis, na zona Oeste de São Paulo. Também foram tratados os temas que serão debatidos e a metodologia das atividades sinodais durante o ano que vem. 

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, ressaltou que essa etapa é fundamental, pois será a ocasião do grande “ver” do caminho sinodal, marcado por três momentos: reflexão, levantamento da realidade eclesial e a realização da assembleia paroquial.




Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro de 2017
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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NOTÍCIAS DA CNBB


SÍNODO ESPECIAL PARA A AMAZÔNIA SERÁ REALIZADO EM OUTUBRO DE 2019

Antes de rezar a oração mariana do Angelus, o Papa fez neste domingo, 15 de outubro, um anúncio surpreendente, que diz respeito de perto à nossa realidade. Após saudar todos os peregrinos e delegações oficiais de Brasil, França, Itália, México, Ordem de Malta e Espanha, países de origem dos santos recém-canonizados, Francisco disse:

“Atendendo o desejo de algumas Conferências Episcopais da América Latina, assim como ouvindo a voz de muitos pastores e fiéis de várias partes do mundo, decidi convocar uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica. O Sínodo será em Roma, em outubro de 2019. O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.



Cardeal Sergio da Rocha afirma no Vaticano: “o Brasil ama o papa Francisco”



A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi recebida pelo papa Francisco, nesta quinta-feira, dia 19 de outubro. Na ocasião, foi reforçado novo convite para que o pontífice volte ao Brasil, uma vez que não foi possível sua presença nas festividades dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, neste mês de outubro. Na pauta do encontro, também foi abordada a conjuntura social, econômica e política do país. Francisco ainda recebeu presentes, como de costume.

O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, comentou em vídeo divulgado pela Rádio Vaticano – Programa Brasileiro, que foi repetido a Francisco o que foi dito ao enviado especial em Aparecida: “O papa se sinta amado pelo Brasil, o Brasil ama o papa Francisco. Hoje, novamente a gente pôde dizer a ele aquilo que lá nós expressamos de maneira muito carinhosa, em Aparecida, na conclusão do Ano Mariano”.




Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro de 2017
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NOTÍCIAS DO VATICANO E PAPA FRANCISCO

No dia 15 de outubro, o Papa canonizou 30 brasileiros

Em cerimônia presidida pelo Papa Francisco na manhã deste domingo, 15 de outubro, na Praça São Pedro, foram canonizados os mártires de Cunhaú e Uruaçu, os Protomártires do México – considerados os primeiros mártires do continente americano – além do sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e do Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d’Acri.



Vaticano publica nova edição do Catecismo da Igreja Católica



Vaticano, 20 Out 17. (ACI).- A Santa Sé publicou uma nova edição do Catecismo da Igreja Católica com uma breve apresentação do Papa Francisco e um comentário teológico-pastoral elaborado por Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Esta nova edição, por ocasião do 25º aniversário de sua primeira publicação no ano de 1992, não contém nenhuma modificação em relação à edição anterior.

Na apresentação, o Santo Padre afirma que “o Catecismo da Igreja Católica se apresenta como um caminho que, através de quatro etapas, ajuda a entender a dinâmica da fé”.

Essas quatro etapas são “o desejo de cada ser humano que carrega consigo o anseio de Deus”, “a vida da graça expressa em particular nos Sete Sacramentos”, “o estilo de vida do fiel como uma vocação a ser vivida segundo o Espírito” e “a oração como expressão de um encontro em que o homem e Deus se olham, falam e escutam”.

Esse percurso é necessário “para entender plenamente a identidade do fiel como discípulo missionário de Jesus Cristo”.

Além disso, esta nova edição do Catecismo da Igreja Católica contém um comentário teológico-pastoral escrito por Dom Fisichella, “de grande ajuda para entrar sempre mais na compreensão do mistério da fé”, explica Francisco.

Assim, o Catecismo se torna “uma ulterior mediação por meio da qual promover e apoiar as Igrejas particulares em todo o mundo no compromisso de evangelização, como instrumento eficaz para a formação, sobretudo dos sacerdotes e catequistas”.

No comentário de Dom Fisichella, é assinalada a importância do Catecismo da Igreja Católica na formação dos cristãos e em seu crescimento na fé.

“Para que a evangelização possa ser fecunda, pede-se a cada batizado que cresça na escuta da Palavra de Deus, que celebre os santos mistérios, que viva no caminho do Senhor e que faça da oração seu pão de cada dia. O Catecismo da Igreja Católica é um instrumento que ajuda a entrar progressivamente nesse empenho de vida”.

Além disso, o Catecismo “também é um instrumento necessário para a nova evangelização enquanto permite evidenciar a unidade que intervém entre o ato com o qual se crê nos conteúdos da fé”.

Nesse sentido, “pode ajudar a nova evangelização a superar uma dificuldade presente em várias igrejas que com frequência limitam a catequese apenas à preparação dos sacramentos”.

“Se a catequese se dirige unicamente à recepção dos sacramentos, parece evidente que terminado o percurso da iniciação cristã, a formação sucessiva corre o risco de acabar à deriva. É o momento de retomar com convicção a possibilidade de uma formação constante, dirigida a todos os crentes”.



Papa Francisco: O cristão deve olhar para o futuro com Deus, para viver em plenitude.


VATICANO, 22 Out. 17 /(ACI).- Em suas palavras antes da oração do Ângelus, o Papa Francisco convidou os milhares de fiéis, reunidos na Praça de São Pedro, a viver cada dia reconhecendo Deus como o Senhor de tudo e olhar para o futuro com esperança.

“O fiel olha a realidade futura, a de Deus, para viver a vida terrena em plenitude e responder com coragem aos seus desafios”, sublinhou.

O Pontífice falou sobre o Evangelho cujo tema abordado é o do tributo a César: uma “pergunta espinhosa”, sobre se “é lícito ou não pagar o imposto ao imperador de Roma, que era submetida à Palestina no tempo de Jesus”.

Os fariseus perguntam: “É lícito ou não pagar imposto a César? era uma armadilha para o Mestre”, porque “dependendo de como tivesse respondido, ele seria acusado de estar a favor ou contra Roma”.

Entretanto, Jesus responde “com calma” e “aproveita a pergunta para dar uma lição importante”. “Por um lado, intimando a restituir ao imperador o que lhe pertence, Jesus declara que pagar o imposto não é um ato de idolatria, mas um ato devido à autoridade terrena; por outro lado, Jesus recorda o primado de Deus, pede para dar ao Senhor da vida do homem e da história o que lhe cabe”.

Deus “é o Senhor de tudo, e nós, que fomos criados à sua imagem, pertencemos, sobretudo a Ele”, destacou. “É Ele que lhe deu tudo o que você é e o que você tem” e por isso “devemos viver a nossa vida, todos os dias, no reconhecimento da nossa pertença fundamental e no reconhecimento do coração para com nosso Pai, que cria cada um de nós individualmente e únicos”.

Francisco explicou ainda que o cristão “é chamado a se comprometer concretamente nas realidades humanas e sociais, iluminando a realidade terrena com a luz que vem de Deus”.




Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro de 2017
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CATEQUESE: TODOS OS SANTOS



Só tem sentido falar de “santo” se fazemos referência a Deus, tendo Jesus Cristo como critério de santidade. Ele testemunhou a prática das bem-aventuranças na convivência de seu tempo. Foi capaz de enfrentar os caminhos da vida, seja no sofrimento, como também nas alegrias, colocando sua vida como doação para o bem das pessoas e do mundo.

A santidade é fruto de uma consciência convicta de pertencer a Jesus Cristo e de colocar tudo na vida como prática de amor a Deus. Ela vem da consciência fraterna na comunidade, do respeito e do valor que damos às realidades que nos cercam. Supõe um estilo de vida marcado pela esperança, pela mansidão, pela misericórdia e pureza.

Podemos dizer que os santos são os bem-aventurados, os felizes, que conseguiram prosseguir na vida mesmo tendo que enfrentar dificuldades e sofrimentos. Estão sempre apoiados em Deus e não simplesmente nas coisas materiais, naquilo que é passageiro e que não satisfaz plenamente os desejos do coração das pessoas.

Ser santo é não duvidar do amor de Deus e nem agir com violência revidando atitudes de maldade. É decepcionar-se com as injustiças que acontecem e desrespeitam os mais fracos e indefesos. É ter a capacidade de agir com misericórdia e amor, superando conflitos, desavenças, agindo para defender um mundo de paz.

Santidade e justiça caminham juntas na construção do reino de Deus. Quem se ajusta à vontade soberana de Deus tem lugar em seu reino. É reino de valores que têm preços até de martírio, como aconteceu com o Mestre Jesus Cristo. É o preço pago pela felicidade adquirida no Evangelho, no meio de um mundo de muita hostilidade.

O mundo, no sentido pejorativo, não reconhece o valor e a dignidade de quem participa da filiação divina. Na verdade, não reconhece valores de eternidade. Tudo isto dificulta a fidelidade de quem acredita na mensagem de Jesus Cristo, caminho de santidade e de vida autenticamente feliz. Os contra valores da cultura moderna são totalmente desestimuladores de uma verdadeira santidade de vida.

Dom Paulo Mendes Peixoto- Bispo de Uberaba




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PASTORAL FAMILIAR

Como lidar com o luto pela morte de uma pessoa próxima?

Raquel Baldo- Psicóloga CRP 79518/ SP

O luto é um processo de angustia resultado de uma perda significativa em nossa vida e tende a fazer parte de todo fim que vivenciamos. Ao contrario do que muitos pensam e dizem,  o luto não é um transtorno ou uma doença, logo não é algo a ser curado ou evitado, mas sim compreendido, acolhido e elaborado (no contexto daquela pessoa, daquele momento de vida e conforme grau da relação e impacto da perda) e às vezes um auxílio profissional, como psicológico, pode ser necessário.

É comum as pessoas se referirem ao luto como uma situação que precisa ser resolvida, deixada para trás e normalmente com tempo breve. Isso acontece devido à falta de compreensão que se possui sobre o tema e sobre a pessoa envolvida no luto. E esta falta de compreensão tende a ser uma geradora da falta de tolerância, que tende a prejudicar diretamente a superação ou a readequação da vida da pessoa. A não habilidade, ou a falta de manejo com o assunto morte e luto, acaba sendo, na maioria das vezes, a maior causa de sofrimento, pois a pessoa enlutada acaba sendo pressionada pelo meio, às vezes por ela mesma, a sair desta situação o mais breve possível, assumindo atitudes e movimentos contrários ao que se sente e vive naquele momento.

Existem dores e sofrimentos de perdas mais ou menos intensos. E quanto mais próximo afetivamente formos da pessoa que morreu, maior o luto. Assim, quando falamos de lutos mais sofridos ou mais longos, normalmente falamos de perdas de filhos, pais e cônjuges. Pessoas estas que normalmente ocupam lugar de base (passada ou futura) em nossa vida e por isso a sensação de desnorteamento é intensa. A tristeza faz parte dos sentimentos que compõem o luto e tende a trazer consigo o choro, o desanimo, sensação de dor. Alguns pacientes comparam com uma sensação de dormência, do corpo, dos movimentos, das sensações e até dos pensamentos.

Reações ao luto

Não há atitude padrão para estar de luto. Algumas pessoas se calam, se fecham em seus mundos, se afastam, enquanto outras se tornam ativas, querem falar, chorar abertamente, estar acompanhadas. Não devemos nos prender ou avaliar uma reação, por si só, afinal cada ser humano tem o direito de sentir e vivenciar em sua particularidade. Podemos notar que independente a reação, ambos os casos possuem em comum a necessidade de ter sua dor de perda acolhida e respeitada.

Os primeiros dias tendem a ser terríveis, sendo mais comum os choros descontrolados,  atitudes agressivas ou intensas, falta de apetite e de sono...

Com o passar do tempo, (e este tempo é particular para cada ser humano), estas reações tendem a ganhar uma estabilidade, não falo ainda em desaparecer, mas sim devem ocorrer de forma mais organizada. E assim a tendência é que o luto se encaixe na vida da pessoa e fique presente por algum tempo, podendo ser meses ou anos, oscilando as intensidades e as formas de expressões.




Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro de 2017
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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO

A Amizade


O tema da amizade é abordado por Santo Agostinho numa das suas principais obras, as ‘Confissões’. É destacado, em vários momentos, nesses escritos, que os seus relacionamentos mais sinceros e profundos tiveram como ponto de partida a verdadeira amizade com o amigo dos amigos: Deus.

O bispo de Hipona traz uma novidade em seu tempo ao unificar o conceito filosófico de amizade com a sua concepção cristã. Com isso, Santo Agostinho concebe a amizade, com seus princípios arraigados em Deus, que se dá por meio do Espírito Santo e gera frutos de caridade.

Conforme Santo Agostinho, a amizade deve estar intimamente ligada a Deus, porque Ele é o primeiro Amigo. Em ‘Confissões’, ele versa que “bem-aventurado o que te ama, Senhor, e ama ao amigo em Ti, e ao inimigo por amor a Ti; só não perde o amigo quem tem a todos por amigos Naquele que nunca se perde”. Esse amor acontece, verdadeiramente, quando temos por fundamento o vínculo de amizade com Deus, pois, para construir uma amizade verdadeira é preciso ser amigo d’Ele.

Ama-se Deus ao amar um amigo, e só se ama de verdade um amigo quando se ama a Deus. E para amar e ser amigo de Deus “posso sê-lo agora mesmo”, disse Santo Agostinho.

Contrário à verdadeira amizade, a Bíblia, em Tiago 4, 4 exorta que “todo aquele que quer ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus”, onde, da mesma forma, Santo Agostinho acentua que a amizade com este mundo é adultério contra Deus. Claro que, aqui não se trata do mundo como criação do Criador, mas no sentido de tudo que se opõe ao Senhor.



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domingo, 1 de outubro de 2017

PALAVRA DO PÁROCO

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1).

Queridos paroquianos!

Outubro é o Mês das Missões, um período de intensificação das iniciativas de animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões no penúltimo domingo de outubro (este ano dias 21 e 22), conforme instituído pelo Papa Pio XI em 1926. “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias para a Campanha Missionária de 2017.

Tudo está em sintonia como os ensinamentos do Papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso, o lema: “Juntos na missão permanente”.

Com o título “A missão no coração da fé cristã”, a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2017 quer nos interrogar: “Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?”, pergunta Francisco e afirma: “A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo”. Trata-se de “sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 20). A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesmo, mas instrumento e mediação do Reino”, diz o Papa.

Neste mês também nos lembramos de maneira muito especial os 300 anos de benção da aparição de Nossa Senhora Aparecida. As comemorações dos “300 anos de Bênçãos” de Nossa Senhora Aparecida tiveram início no dia 12 de outubro de 2016. Para celebrar esse grandioso tricentenário, o Santuário Nacional promoveu uma programação especial de devoção e obras de fé.

É motivo de júbilo e alegria celebrar com grande magnitude e solenidade tão distinto acontecimento em nossa pátria. A história do encontro da milagrosa Imagem de Aparecida se entrelaça com a história do Brasil, com a nossa tradição, com a nossa cultura e com nossos costumes e crença.

Muitas dioceses e paróquias do Brasil, desde o ano de 2014, se preparam para o grande Jubileu dos 300 anos. A imagem peregrina da Senhora Aparecida percorreu o nosso imenso solo brasileiro, levando a todos o amor e a misericórdia de Deus. Por onde passou a milagrosa imagem da Mãe do Redentor, o povo aclamou, saudou e homenageou a sua bendita padroeira, que por sua intercessão, continua lançando sobre a nossa Pátria inúmeros benefícios, como também, copiosas e generosas graças dos Céus.

O Brasil é abençoado pela sua Rainha e Padroeira, que desde o seu Santuário  olha com misericórdia os seus filhos e filhas, que acorrem à proteção do seu manto bendito. 

Quero por fim convocar a todos os paroquianos para que rezemos pelas missões no Brasil, de modo particular nossas comunidades agostinianas de Lábrea e Marajó. Que o Senhor fortaleça nossos missionários na tarefa de anunciar o Evangelho a partir de suas experiências com o ressuscitado.  De uma forma muito especial lembremos das nossas visitas missionárias às famílias. Esse é um momento muito especial para nossa paróquia, portanto convido a todos para a missa de envio dia 22/10, às 19h.

Desejo um mês muito abençoado a todos!


Frei Alcimar Fioresi, OAR.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Outubro de 2017
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Oração Jubilar: 300 Anos de Bênçãos



Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, / há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores/ no rio Paraíba do Sul./ Como sinal vindo do céu,/ em vossa cor, /vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, /apenas filhos muito amados. / Diante de vós, embaixadora de Deus, / rompem-se as correntes da escravidão! / Assim daquelas redes, / passastes para o coração e a vida / de milhões de outros filhos e filhas vossos./ Para todos  tendes sido bênçãos: / peixes em abundância,/ famílias recuperadas, / saúde alcançada, / corações reconciliados, / vida cristã reassumida. / Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! / Hoje, em vosso Santuário e em vossa visita  peregrina, /nós vos acolhemos como mãe, / e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: / o  vosso Filho Jesus, nosso Salvador./ Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! / Ensinai-nos a viver vosso jubileu com gratidão e fidelidade! / Fazei de nós vossos filhos e filhas, / irmãos e irmãs de nosso Irmão Primogênito, Jesus Cristo, Amém!


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CARTA DE DOM ODILO SOBRE A FESTA DA PADROEIRA E DO SÍNODO






Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
              Arcebispo de São Paulo






São Paulo, 20 09 2017

Estimados Bispos Auxiliares,
Padres, Diáconos, Religiosos/as e Leigos/as
da Arquidiocese de São Paulo

Caríssimos/as:

O Ano Mariano Nacional, na comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul (1717), está chegando à sua conclusão. Convido todos a viverem intensamente as últimas semanas deste tempo de graças e bênçãos que Deus nos concede.

Quem ainda não tivesse lido a minha Carta Pastoral – “Viva a Mãe de Deus e Nossa!”, seria oportuno fazê-lo. Procurar na paróquia, ou no portal da Arquidiocese. Ainda é tempo para ganhar a indulgência plenária concedida pela Igreja a todos os que peregrinarem, neste ano, para alguma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, não importa onde, satisfeitas as condições para recebê-la.

Mas, sobretudo, é tempo de renovar nossa fé na obra de Deus através de Maria, no meio da Igreja e da humanidade. Ela é parte do Evangelho da salvação e também é parte da nossa Igreja.

Convido a acompanhar as Novenas em honra a Nossa Senhora Aparecida, feitas nas tantas igrejas dedicadas a ela, em nossa Cidade ou em outros lugares. Para o dia 12 de outubro, na parte da manhã, faremos a homenagem da arquidiocese de São Paulo a Nossa Senhora Aparecida, com o seguinte programa:

09h00, Missa no Largo de Santa Ifigênia, seguida de procissão solene até o Anhangabaú, onde haverá o momento mariano final e a bênção.

Na ocasião, também será anunciada a instituição de um Santuário Mariano Arquidiocesano, dedicado a Nossa Senhora Aparecida.

Convido todo o povo da Arquidiocese a participar desse momento, durante o qual pediremos a intercessão especial de Nossa Senhora Aparecida pelo Brasil e pelo povo brasileiro, e também pela nossa Arquidiocese, que se prepara para a celebração do sínodo arquidiocesano, a partir de janeiro de 2018. Peço a todos para estenderem este convite ao povo e aos seus grupos.

Um segundo assunto diz respeito, justamente, ao sínodo arquidiocesano. A preparação está em andamento em diversos níveis. Todos podem acompanhar a evolução das reflexões, decisões e trabalhos através do Portal da arquidiocese de São Paulo (http://www.arquisp.org.br), pelo Folheto Litúrgico e pelo Jornal O São Paulo. Recomendo a todos a oração constante em favor do sínodo.

Em outubro, após a festa de Nossa Senhora Aparecida, as paróquias e demais organizações pastorais e eclesiais são convidadas a realizarem o “outubro missionário”, como parte da preparação para o sínodo. Um roteiro de celebração e reflexões está sendo preparado pela Comissão de Coordenação geral do Sínodo e estará disponível em breve nas paróquias.

Serão 3 encontros: um primeiro será celebrativo, no qual o Pároco convocará todos os coordenadores de grupos, pastorais, movimentos e outras organizações eclesiais nas paróquias, para um momento de oração e de “envio” missionário na paróquia. Outros dois encontros deverão ser feitos nos diversos grupos e organizações eclesiais, para a motivação, os esclarecimentos e a oração em favor do sínodo.

Estou confiante com os encaminhamentos feitos até agora, com a colaboração e com a resposta dada pelo clero, religiosos e leigos em geral. A Comissão de Coordenação, a Secretaria Executiva e os peritos estão trabalhando muito. Fazer um sínodo diocesano dá trabalho, mas tenho a certeza de que os frutos serão muitos.

Rezemos para que o Espírito ilumine e conduza os trabalhos sinodais, desde a sua preparação e na sua realização nas diversas etapas. Convido a conhecer a logomarca, o hino, o folder de divulgação e o Regulamento do Sínodo, todos já colocados no portal da Arquidiocese (http://www.arquisp.org.br). E muitas reflexões teológicas e pastorais em preparação ao sínodo arquidiocesano.

Que Deus abençoe a todos. Que seu Espírito Santo nos inspire e converta aos caminhos do Evangelho. Nossa Senhora da Assunção, o apóstolo São Paulo, os Santos Padroeiros de nossas Comunidades e os queridos Santos e Bem-Aventurados que viveram em São Paulo e deram a vida por esta Igreja e este povo, intercedam todos por nós!

“Assistidos por tantas testemunhas (...) corramos com perseverança (...), olhos fixos em Jesus, que vai à nossa frente, autor e consumador de nossa fé!” (cf Hb 12,1-2). Saudação e bênção para todos!

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo




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