quarta-feira, 1 de abril de 2015

ACONTECEU NA DIOCESE

Arquidiocese de São Paulo realiza procissão para pedir a benção da chuva

Os católicos foram às ruas de São Paulo na tarde do domingo, 22, Dia Mundial da Água, para pedir a Deus a bênção da chuva. A procissão penitencial organizada pela Arquidiocese de São Paulo, e convocada pelo arcebispo metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer, reuniu os bispos auxiliares, padres e fiéis para uma manifestação de súplica e agradecimento pela água, bem natural escasso na capital e no Estado nos últimos meses.

A caminhada realizada na região central partiu da Igreja de Nossa Senhora da Consolação e seguiu em direção à Catedral Metropolitana. Ao longo do percurso, os fiéis entoavam cantos, orações, levando a imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira da Cidade de São Paulo, e de São José, patrono universal da Igreja. E durante quase toda a procissão a tão pedida chuva acompanhou o povo.

Ao chegar à Catedral, foi celebrada uma missa, na qual foi abençoada a água trazida pelos fiéis e aspergida sobre o povo, recordando o Batismo.

“Acabamos de fazer um ato de fé no Deus da vida, providente. Nós cremos que Deus é Senhor a natureza, é nosso pai, pode ouvir nossas preces, pode olhar para a angústia dos seus filhos e, por isso, atender as nossas preces”, afirmou Dom Odilo na homilia.

Uso responsável e solidário

O Arcebispo também ressaltou que, dentro do contexto quaresmal, a procissão teve um caráter penitencial “para pedir a Deus perdão, pedir a conversão do nosso coração também em relação ao nosso uso da água, muitas vezes, inadequado, impróprio, senão irresponsável até”. “Assim, tomamos consciência de que a água é um bem, mas Deus coloca em nossas mãos o seu cuidado, para que a água possa vir para todos”, disse.

“Essa nossa manifestação quer ser uma tomada de consciência de que é possível viver com menos água, do que talvez nós gastamos normalmente. Com a economia, nós vimos que dá para usar melhor a água. Usamos um bem que é de todos”, acrescentou o Cardeal, recordando que em 2006, a Igreja no Brasil abordou o tema da água na Campanha da Fraternidade.

Durante a procissão, também foram distribuídas garrafas de água mineral para as pessoas em situação de rua, iniciativa da Pastoral do Povo da Rua, que arrecadou água das comunidades a paróquias da arquidiocese, chamando a atenção para essa parcela da população, que mais sobre com a crise hídrica, por não ter acesso à água potável e nem condições de armazená-la.


Cardeal Scherer envia carta à Arquidiocese por ocasião da Semana Santa

Em carta enviada para toda a Arquidiocese de São Paulo, o arcebispo metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer motivou o clero, religiosos e fiéis leigos para que vivam intensamente a Semana Santa, especialmente o Tríduo Pascal, ponto alto da fé cristã católica. “Esta é a celebração central de toda a nossa Liturgia”, afirmou.

“Desejo, por isso, convidar a todos os caríssimos filhos da Arquidiocese de São Paulo para uma intensa participação nas celebrações da Semana Santa e da Páscoa, num clima de fé e piedade”, manifestou Dom Odilo.

A mensagem também foi oportunidade de o Cardeal Scherer transmitir “os votos de feliz e abençoada Páscoa para todos”.

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril 2015Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval NevesResponsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SPSite da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

ACONTECEU NA PARÓQUIA

ENCONTRO DE NOIVOS – 14 DE MARÇO

Missão cumprida!! Agradeço a toda a equipe que pela realização do Encontro de Noivos, foi maravilhoso!! Os casais saíram do encontro transformados, alimentados na fé e na certeza do passo que vão dar ao proclamar o tão esperado SIM no altar. Que Deus derrame suas bênçãos a todas as famílias da Pastoral Familiar e dos casais encontristas! Amém! (Andréia Zanetti).

SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ – 19 DE MARÇO

Como sempre, a nossa Paróquia celebrou a Solenidade de São José, Padroeiro da Igreja Católica e Patrono da Ordem dos Agostinianos Recoletos, com esmero e muita piedade. (Veja as fotos na Galeria de fotos do site).

VIA SACRA NA MATRIZ E VIA SACRA DA CATEQUESE

A paróquia meditou a Via-Sacra e também a Catequese meditou a Via-Sacra. (Veja as fotos na galeria de fotos do site).

VISITA  DE RENOVAÇÃO GERAL E PROVINCIAL

Como é de praxe, aconteceu na Comunidade dos Religiosos Agostinianos Recoletos - Santa Mônica, onde moram os nossos freis, a visita de Renovação Geral e também Provincial neste mês de março. (Veja as fotos na galeria de fotos do site).

DOMINGO DE RAMOS NA PARÓQUIA
Veja fotos do Domingo de Ramos em nossa Paróquia (cf. Galeria de fotos).


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril 2015Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval NevesResponsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SPSite da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

PARABÉNS DIZIMISTAS

O DÍZIMO

Que passagens da Bíblia nos falam do Dízimo?

São muitíssimas. Por sua Palavra, Deus nos convida: a confiar nele, que é o único Senhor de tudo; a ser-lhe agradecidos, porque ele é a fonte de todo bem; a colaborar com ele na instauração de uma nova sociedade, em que haja partilha e comunhão de bens, e em que não haja necessitados.

Nos textos que seguem, podemos conferir essa divina proposta. A título de exemplo, citamos apenas algumas passagens bíblicas. Veremos, primeiro, que os patriarcas de Israel sabiam reconhecer os dons de Deus e lhe eram agradecidos, oferecendo-lhe a décima parte de tudo o que possuíam: “Abraão deu ao Senhor a décima parte de tudo” (Gen. 14,20). Jacó disse: “Eu te darei a décima parte de tudo o que me deres” (Gen. 28,22).

Através do profeta Malaquias, Javé reclama do povo a oferta do dízimo, e lhe faz a ousada proposta de fazer a experiência do dízimo, como sinal de confiança nas graças que somente ele, Javé, pode dar. Diz Javé: “Vocês perguntam: Em que te enganamos?¹ No dízimo e na contribuição. Vocês estão ameaçados de maldição, e mesmo assim estão me enganando, vocês e a nação inteira! Tragam o dízimo completo para o cofre do Templo, para que haja alimento em meu Templo. Façam essa experiência comigo. Vocês hão de ver, então, que abrirei as comportas do céu, e derramarei sobre vocês as minhas bênçãos de fartura” (MI 3,8-10).


PARABÉNS AOS DIZIMISTAS QUE FAZEM ANIVERSÁRIO NO MÊS DE ABRIL!

Antonino Eterno, Aparecida Maria da Silva Almeida, Bernadeth I.F. Cruz, Clementina Sartorelli, Edna Carrilho Martinez Britto, Eglair Thereza Gomes do Nascimento Cruz, Eliar Rodrigues Marques, Francisco Rodrigues de Abreu, Gilberto C. Pereira de Souza, Ieda Ap. Marques Rodrigues, João S. Ferreira, José Antônio Martins da Silva Neto, José Carlos Lodetti, Juventina Matos de Souza Assis, Márcia Pereira de Souza, Maria Júlia Pacciullia Sellan, Maria Lúcia Pereira Renófio, Maria Soares Moreira, Mariane Rostovcev Pirani, Paula Cristina Sellan, Reinaldo Jeronymo ,Rosilene Jorge Guimarães Almeida,Setuo Noda (Paulo),Sonia Maria Nunes da Silva, Tereza Luiz de Melo.

FELIZ ANIVERSÁRIO!


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REFLETINDO COM SANTO AGOSTINHO


01- DEUS AMA TANTO A CADA UM COMO SE NÃO EXISTISSE NINGUÉM MAIS A QUEM PUDESSE DEDICAR SEU AMOR.

02- Nenhum homem é verdadeiro se Deus não fala nele. E quando Deus fala no homem? Quando o homem está pleno de Deus. (Com. Sl. 73,24).

03- Dignou-se partilhar nossa mortalidade para que nós pudéssemos participar de sua divindade. Fazendo-se partícipe com muitos na morte, nos fez a todos partícipes de sua vida. (Com. Sl. 118,19,6).

04- Eis que estás muito baixo, longe de Deus, ó homem! E Deus está muito acima, longe do homem. Mas entre os dói se colocou o Deus-homem. Reconhece Cristo e, pelo homem, sobe a Deus. (Serm. 82,6).

05- Mas, a Palavra de Deus é fonte de vida eterna e não passa. (Conf. XIII 31,19).
06- A oração pelo irmão tem muito mais mérito quando junto com ela se oferece o amor. (Carta 20,2).
07- Quando o Verbo revestiu-se da fragilidade da carne, foi acolhido e não limitado no seio da Virgem; de modo que aos anjos não faltou o pão da sabedoria e nós pudemos saborear a suavidade do Senhor. (Serm. 187,1)..
08- Qual é o aglutinante que mantém os homens unidos a Deus? É a liga do amor. Ama e adere a Deus. Deixa que ele vá na frente para que tu o sigas. (Com. Sl. 62,7).
09- Ser cristão não é conquistar Cristo, mas deixar-se conquistar por ele. Deixa que ele conquiste em ti, que ele conquiste para ti, que ele te conquiste. (Com. Sl. 149,10).
10- Um homem rico e orgulhoso assemelha-se a um asco vazio. Exteriormente é uma grande figura, mas no coração é um mendigo. Não está cheio, está inchado. (Serm. 36,2).
11- Devemos buscar a Deus e orar nesse recôndito secreto da alma que se chama o homem interior. (O Mestre 1,2).
12- Um falso testemunho pode destruir um bom nome. Mas ninguém pode destruir uma consciência boa. (Serm. 3,43,2).
13- Com o coração pedimos, com o coração buscamos. À voz do coração a porta se abre. (Serm. 91,3).
14- Não há motivo para tristeza duradoura onde há certeza de felicidade eterna. (Carta 263,4).
15- Para chegar à ressurreição da graça do Senhor temos que passar primeiro pela crucifixão de nossos pecados na penitência. (A Trindade 4,3.6).


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril 2015Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval NevesResponsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SPSite da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

CATEQUESE

COMO ERA A CATEQUESE NA PRIMEIRA FAMÍLIA SEGUIDORA DE JESUS (*)
O discurso sobre Cristo tem pouquíssimas palavras. E a comunidade primitiva se mantinha unida e fiel ao Senhor. Quando queremos falar do Kerigma (anúncio) da Boa Notícia sobre Cristo, recorremos aos Atos dos Apóstolos. Demonstramos como era feita esta notável pregação, em três pontos:

a) Jesus morreu e ressuscitou

Qual era a primeira parte deste anúncio fundamental da catequese dos primeiros séculos? Era uma teologia? Uma teoria? Não. Era uma narração de fatos que aconteceram nas terras da Galiléia, Judéia e especialmente em Jerusalém. Todos esses fatos se referiam a uma pessoa: Jesus Cristo, que foi servo e humilhado e, agora, é o Senhor de todos os povos. Esta pessoa tornou-se a medula e o eixo de uma nova história. Tudo é iluminado por ela. Assim resumiam os pregadores esta mensagem essencial: “Jesus, Nazareno, aprovado por Deus com milagres e sinais, vós o matastes, crucificando-o pela mão dos ímpios; mas Deus o ressuscitou. Foi exaltado pela direita de Deus; Ele recebeu do Pai o Espírito Santo e o derramou, e é isto que vedes e ouvis”(At 2,22-23.33). A paixão, morte e ressurreição são o cerne vivo de toda a primeira parte da pregação dos apóstolos, discípulos e diáconos da Igreja. A catequese deve recuperar a força e a vibração desta Boa-Nova.

b) Fundamentação bíblica

O coração desta pregação encontra seus fortes argumentos na Escritura. Os fatos eram confrontados com a Palavra de Deus. Moisés, os Salmos e os Profetas eram as fontes mais seguras. Personagens do passado eram citados frequentemente. Compararam Jesus com a pedra rejeitada e que se tornou a pedra angular (Is 8,14; At 4,11). Eles recorriam às experiências do Antigo Testamento para provar os acontecimentos do presente.

c) Mudança de vida

Este vigoroso anúncio pascal, iluminado pela Bíblia, era uma convocação à conversão. A Páscoa podia ser vivida em cada cultura e em cada pessoa. A adesão ao Cristo ressuscitado comprometida os cristãos a viverem em projeto comunitário, justo e transformador da realidade que Jesus viveu e pela qual morreu. Os catequistas pregavam com voz firme e grande convicção: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Cristo para a remissão dos pecados. Então recebereis o dom do Espírito Santo. Que foi anunciado por João Batista” (cf. At 2,38; Mt 13,11). Este batismo teve sua efusão primeira no dia de Pentecostes (At 2). Era o rito de iniciação ao Reino. O arrependimento era a conclusão dos grandes discursos dos Apóstolos. Indiquemos alguns textos: At 3, 19.26; 5,31; 10,43; 13,38; 17,30. Como foi o primeiro anúncio de João e de Cristo, este tema era destaque para as comunidades cristãs.

Eis os passos pedagógicos da pregação inicial, após a ressurreição de Jesus: Jesus está vivo; as Escrituras já preanunciavam insistentemente tudo o que aconteceu nos últimos dias da vida de Jesus; agora é necessário mudar de vida, arrepender-se dos pecados, ingressando na comunidade dos filhos e filhas de Deus.

Ler: At 2,14-41 e descobrir os temas básicos da catequese apostólica; 3,11-26: quem hoje é o rejeitado? Por quê?

TRABALHOS EM GRUPO

1) Em grupinhos, depois com todos os do grupo, resumir a mensagem de Pedro depois do Pentecostes(At 2,14-36) e as consequências (At 2,37-47).

2) Encenar a “Vida dos Primeiros Cristãos”(At 2,42-47;4,32-37).

3) A catequese tem como objetivo formar comunidades justas, solidárias, fraternas, afetuosas, acolhedoras. Pode-se demonstrar a comunidade com a “Videira e os Ramos” (Jo 15,1-17). O grupo seja criativo e poderá usar uma árvore do local e mostrar, com ela, como os cristãos são chamados a viverem unidos.

Fonte: CANSI, Bernardo. Vamos conhecer e a amar a catequese. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 28-30.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril 2015Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval NevesResponsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SPSite da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

segunda-feira, 2 de março de 2015

PALAVRA DO PÁROCO

A Festa não acabou!

No mês passado tivemos nossa grande Festa da Nossa Padroeira, N. S. de Lourdes. Foi uma festa maravilhosa! Você não veio? Sentimos sua falta.

A comunidade participou ativamente. Semana com Nossa Senhora, momentos de Evangelização e a nossa Missa no dia da Padroeira presidida pelo nosso Bispo Regional Dom Júlio com a presença de vários Sacerdotes Agostinianos e os paroquianos.

Agora vamos continuar nossa caminhada. Temos o ano todo para continuar neste clima de Festa. Nossa Paróquia está de coração acolhedor para você. Venha e traga toda sua família e os amigos também.

A vida é uma festa! Porque temos a graça de Deus em nosso coração.  Agora é o tempo para doar um pouco de nossa vida, para com os irmãos. Na comunidade encontramos esse espaço.

A Igreja somos nós. Continuemos amorosos, agradecidos, humildes e gratuitos, partilhando com os mais pobres os dons e os bens que recebemos de Deus. Quando nascemos, nada trouxemos ao mundo e na nossa morte nada levamos do mundo. Deixemos nesta terra o amor que semeamos e as boas obras que fizemos como frutos de nossa gratidão à bondade da vida.

Como exemplo para nós, temos neste mês, no dia 19, a Solenidade de São José, Padroeiro de toda a Igreja Católica e também da Ordem dos Agostinianos Recoletos.

Oração de São José pelas Famílias:

Ó São José, guarda amorosíssimo de Jesus e Maria, concedei-nos o socorro de vossa proteção, em todas as nossas necessidades espirituais e temporais, a fim de que possamos com a Bem–aventurada Virgem Maria e Conosco, Louvar e Bendizer, eternamente a Jesus Cristo, nosso Divino Redentor. Amém.

Ó Glorioso Patriarca São José, que tivestes o sublime encargo de chefe da Santa Família, valei-me com a Vossa proteção e apresentai a Jesus, pelas mãos de Maria, a minha Família para que Ele a abençoes e a livre de todo o mal. Amém.

Frei Egisto Cansian, OAR.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015

«Fortalecei os vossos corações» (Tg 5,8)

Amados irmãos e irmãs!


Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro »  (1 Jo4,19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós,  conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa  procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada  um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa conosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. 

Trata-se de um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar.

Quando o povo de Deus se converte ao seu  amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios  mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta  Mensagem, é o da globalização da indiferença. Dado que a indiferença para com o próximo e  para com Deus é uma tentação real também para  nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada  Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz  para nos despertar. A  Deus  não  Lhe  é  indiferente  o  mundo,  mas  ama-o  até  ao  ponto  de  entregar  o  seu  Filho  pela  salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida  terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,  abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão  que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos,  do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor  (cf. Gl 5,6).  O  mundo,  porém,  tende  a  fechar-se  em si mesmo e a fechar a referida porta através da  qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo  assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. Por isso, o povo de Deus tem necessidade de  renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação,  gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26) – A Igreja

Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu  testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus,  que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que  é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo  que antes experimentamos. O cristão é aquele que  permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele,  servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas  exemplificar  como  devemos  lavar  os  pés  uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem,  primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa  pessoa « tem parte com Ele » (cf. Jo 13,8), podendo  assim servir o homem.

A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos  como  Ele.  Verifica-se  isto  quando  ouvimos  a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos,  nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que,  com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence  a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. « Assim, se um membro sofre,  com ele sofrem todos os membros; se um membro  é  honrado,  todos  os  membros  participam  da  sua  alegria » (1 Cor12,26). A Igreja é communio sanctorum, não só porque,  nela, tomam parte os Santos mas também porque é  comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que  nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons;  e, entre estes, há que incluir também a resposta de  quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas  santas, aquilo que cada um possui, não o reserva  só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo  mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não  poderíamos jamais, com as nossas simples forças,  alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para  que todos nos abramos à sua obra de salvação.

2. « Onde está o teu irmão? »  (Gn 4,9) – As paróquias e as comunidades

Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal  é  necessário  agora  traduzi-lo  na  vida  das  paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que  fazemos parte de um único corpo? Um corpo que,  simultaneamente, recebe e partilha aquilo que  Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal  pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas  que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc16,19-31)? Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direções. Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu  na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura--se reciprocamente uma comunhão de serviços e  bens que chega até à presença de Deus.

Juntamente  com os Santos, que encontraram a sua plenitude em  Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não  é triunfante, porque deixou para trás as tribulações  do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes  pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o fato de terem vencido  definitivamente a indiferença, a dureza de coração  e  o  ódio,  graças  à  morte  e  ressurreição  de  Jesus.  E, enquanto esta vitória do amor não impregnar  todo o mundo, os Santos caminham conosco, que  ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria  no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena  enquanto houver, na terra, um só homem que sofre e  geme, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da  Igreja:  « Muito  espero  não  ficar  inativa  no  Céu;  o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas  almas »  (Carta254, de 14 de Julho de 1897).

Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no  nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua  alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de  força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.

Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação  com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária,  não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens. Esta  missão  é  o  paciente  testemunho  d’Aquele  que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A  Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a  cada homem, até aos confins da terra (cf.Act1,8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã  pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo  que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom  para a Igreja e para a humanidade inteira.

Amados irmãos e irmãs, como desejo que os  lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se  tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!

3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8) – Cada um dos fiéis 

Também como indivíduos temos a tentação da  indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento  humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa  incapacidade de intervir. Que fazer para não nos  deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos  a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda  a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e  14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração. Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com  gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de  nós como a quem está longe, graças aos inúmeros  organismos caritativos da Igreja.

A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.  E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo  constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha  vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos.

Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então  confiaremos  nas  possibilidades  infinitas  que  tem  de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à  tentação diabólica que nos leva a crer que podemos  salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. Para superar a indiferença e as nossas pretensões de onipotência, gostaria de pedir a todos  para viverem este tempo de Quaresma como um  percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31).  Ter  um  coração  misericordioso  não  significa  ter  um  coração  débil.

Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do  amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo,  um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: « Fac cor nostrumsecundum cor tuum – Fazei o nosso coração  semelhante ao vosso » (Súplica das Ladainhas ao  Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso,  que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença.

Com estes votos, asseguro a minha oração por  cada crente e comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal,  enquanto, por minha vez, vos peço que  rezeis por  mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora  vos guarde!
Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 2014.

Papa Francisco



Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

QUARESMA E CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Vim para servir (Mc 10,45)

Iniciamos nossa preparação para a Páscoa deste ano. A Quaresma propõe um itinerário de conversão e convida a seguir Jesus Cristo, “caminho, verdade e vida”. Ele nos conduz a Deus e nos reconcilia com Ele. Ele é nosso Redentor.

A Igreja nos chama a viver bem a Quaresma, mediante a escuta atenta da Palavra de Deus, a oração intensa, a penitência e a prática da caridade( “jejum, esmola e oração”). 

Assim, chegaremos bem dispostos à Páscoa, quando renovaremos nossas promessas batismais e acolheremos mais uma vez a “vida nova” em Cristo.

Convido todos a participarem da realização da Campanha da Fraternidade: neste ano, recordando os 50 anos do Concílio, a Campanha tem por tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”; e, por lema: “Eu vim para servir”(Mc 10,45).

Jesus veio ao encontro de todas as realidades humanas, especialmente, daquelas que mais precisavam da sua presença solidária e salvadora. Não veio para ser servido, mas para servir e entregar sua vida por nós. Como Igreja, comunidade dos discípulos de Cristo, devemos ter essa mesma atitude: ser cristão é colocar-se a serviço do próximo.

Todo serviço de evangelização e de ação social e caritativa da Igreja é um serviço prestado ao bem da comunidade humana, na qual estamos inseridos. A Campanha da Fraternidade nos estimula a criar fraternidade nas relações com todos.

Desejo a todos os filhos da Arquidiocese de São Paulo que a vivência da Quaresma traga muitos frutos! Deus os abençoe e  guarde!

São Paulo, 22 de fevereiro de 2015
Card. D.Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

Fonte: Folheto O Povo de Deus do Primeiro Domingo da Quaresma: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Veja mais textos sobre a Quaresma no site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes: http://www.pnslourdes.com.br/lit_quaresma.htm com os temas:

- A Espiritualidade da Quaresma
- A Quaresma e Santo Agostinho
- O Significado da Quaresma

- Oração, Esmola e Jejum.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março 2015
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa - SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

AGENDA PAROQUIAL

CalendÁrio - março 2015

01
DOM
2.º DOMINGO DA QUARESMA
Mc 29,2-10(Transfiguração)
06
SEX
1ª sexta – Adoração ao Santíssimo das 9h00 às 19h00 Missa com Bênção do Santíssimo
08
DOM
3.º DOMINGO DA QUARESMA
Jo 2,13-25(Mercadores do Templo)
Missa da Família às 19h00 . Dia Internacional da Mulher.
14
SAB
Preparação de Noivos p/ Matrimônio a partir das 9h00 – Pastoral Familiar
15
DOM
4.º DOMINGO DA QUARESMA
Jo 3,14-21( Jesus Vida e Luz)
19
QUI
Solenidade de São José às 19h00 – Mt 1,16.18-21.24 a ou Lc 2,41-51 a.
Preparação de Pais e Padrinhos p/ Batismo às 20h00.
20
SEX
Cinema na Comunidade às 20h00
21
SAB
Dia da Saúde a partir das 8h00
22
DOM
5.º DOMINGO DA QUARESMA 
Jo 12,20-33(Morte e Glorificação)
Sta. Rita Missa às 15h00.
25
QUA
Solenidade da Anunciação do Senhor: Lc 1,26-38
28
sab
Bazar Beneficente às 8h00
Ceia Hebraica às 20h00
29
DOM
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
Missas às 9h00 (Matriz);
10h00 Procissão de Ramos saindo Colégio Madre Paula e 19h00 (matriz)




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Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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