quarta-feira, 1 de abril de 2020

NOTÍCIAS DA IGREJA: ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Pastoral em tempos de Coronavírus


Arcebispo metropolitano envia carta ao clero, dando novas orientações sobre o agir pastoral da Arquidiocese de São Paulo em tempos de Coronavírus

São Paulo, 17/03/2020

“Fraternidade e vida: dom e compromisso”

Aos Bispos Auxiliares,
Todos os Padres e Diáconos da Arquidiocese de São Paulo

Caríssimos,

Atravessamos um período difícil na saúde pública por causa do “novo Coronavírus”, que se espalha rapidamente e pode representar um risco sério para a saúde e até para a vida de muitas pessoas. Estou me manifestando sobre o assunto há várias semanas, através da Rádio 9 de Julho, o Jornal O SÃO PAULO, as mídias sociais e também através de entrevistas na grande imprensa.

Na semana passada, foi emitido e difundido um COMUNICADO da Arquidiocese com orientações e recomendações para o clero e as comunidades católicas sobre atitudes e posturas diante da atual crise sanitária. Houve também uma coletiva de imprensa para informar o público mais amplo sobre o assunto. A toda hora, nossa orientação tem sido a de seguir as recomendações das autoridades sanitárias e isso continua valendo também agora.

Hoje, reunido com a Comissão de Coordenação do sínodo da Arquidiocese, tomamos a decisão de suspender, por enquanto, a realização da assembleia sinodal arquidiocesana; a comunicação sobre isso já foi feita amplamente e as pessoas convocadas ou convidadas para participarem da assembleia já foram comunicadas pessoalmente. O portal de nossa Arquidiocese (www.arquisp.org.br) é referência para essas informações.

Mas entendo que continuam no ar muitas perguntas dos padres sobre como levar adiante a vida das paróquias e demais organizações da nossa Igreja neste tempo de pandemia. É bom saber que ainda não temos respostas para todas as perguntas, pois a crise ainda está no seu início.

Portanto, além das orientações já dadas para toda a Arquidiocese, continuemos atentos para os próximos desenvolvimentos da crise e as eventuais novas decisões. Esperamos que a crise possa estar superada em alguns meses, mas disso não temos hoje a certeza. Portanto, não parece adequado que se tomem decisões de longo prazo neste momento. Para tempos de emergência, soluções emergenciais. Vejamos algumas questões específicas:

1. Celebrações das missas e outras atividades pastorais: as orientações já foram dadas no comunicado da semana passada e continuam válidas. Levando em conta a recomendação do Papa Francisco, não é tempo de fechar as igrejas e cancelar as celebrações. Nesta hora, o povo precisa receber o conforto e a assistência religiosa. As pessoas que fazem parte de grupos de risco sejam encorajadas a rezarem em suas casas e podem assistir à missa através dos meios de comunicação, até que a crise seja superada. Mas está claro que, o fato de manter as igrejas abertas não obriga ninguém a entrar nelas.

2. Confissão e outras atividades próprias da Quaresma e Páscoa. Os Padres continuem a atender as pessoas que os procurarem para a confissão. Padres idosos e de saúde fragilizada tomem especiais cuidados. A confissão também seja feita com uma certa distância entre confessor e penitente e, se for feita no confessionário, haja o cuidado de colocar uma folha dupla de celofane na “janelinha” do confessionário, para evitar eventual contágio. Isso deveria valer sempre, também em tempos “normais”.

3. Catequese, reuniões e eventos de massa. Cada padre veja com os catequistas e os pais das crianças e adolescentes se é o caso de suspender temporariamente a catequese presencial; sugere-se continuar a catequese através da internet, até que passe a crise. Evitem-se neste tempo os eventos de massa. Cursos, encontros e assembleias, é melhor suspender e adiar tudo isso. De toda forma, contatos físicos (saudações com as mãos dadas, abraços...) devem ser evitados.

4. Celebrações da Semana Santa e Páscoa: Estejamos atentos aos próximos desdobramentos da crise. Desde logo, recomendo que se cancelem as procissões do Domingo de Ramos e de Sexta-Feira Santa. As celebrações do Tríduo Pascal, salvo fato novo que justifique decisão diversa, sejam mantidas, tomando-se as precauções já conhecidas. A Missa do Crisma e da renovação das promessas sacerdotais, na Quinta-Feira Santa (9/4, 9h00) na Catedral da Sé, está mantida, salvo decisão diversa da Arquidiocese. Claro está que os sacerdotes, que fazem parte do grupo de risco, participem dela a partir de suas casas, através das mídias e meios de comunicação.

5. O próximo retiro do clero (11 a 14 de maio) e o curso do clero em agosto (3 a 6/8) ficam mantidos, salvo fato novo que justifique decisão diversa, a ser devidamente comunicada, se necessário.

6. A Romaria a Aparecida, no dia 3/05, (10h) está mantida, ao menos de forma simbólica e representativa. Seria difícil mudar a data, pois o Santuário também tem o seu programa de romarias. Oriento que o povo seja estimulado a não ir a Aparecida em ônibus e lotações, por causa do risco de contágio. Porém, as pessoas rezar em suas casas, unindo-se a um grupo menor e representativo de romeiros, que irá a Aparecida para a celebração da Missa da peregrinação anual da Arquidiocese.

Recomendo a todos que mantenhamos a calma e o bom senso, evitando toda forma de pânico. Orientemos o povo sobre o contágio, a prevenção contra o vírus e sobre os cuidados da saúde, seguindo indicações seguras dadas pelas autoridades sanitárias. Olhemos para o exemplo do Papa Francisco e estejamos atentos às suas insistentes recomendações para que o povo não fique sem o cuidado e o carinho dos pastores neste momento de crise sanitária e de incertezas. Saibamos manter a calma, o bom senso e o discernimento nesta hora. Evitemos de toda forma repassar “Fake-News”, para não desorientar o povo.

Recomendo que estas orientações sirvam de referência para todos os padres da Arquidiocese de São Paulo e que fiquem atentos a eventuais novas orientações. Os padres, em conformidade com suas competências e com as normas da Igreja, tomem as decisões que as situações locais requerem.

Rezemos e façamos rezar, para que Deus nos conduza neste trecho difícil do caminho. Em tudo, procuremos discernir o que Deus nos quer dizer através dos irmãos necessitados e das circunstâncias vividas. Esta pandemia nos dá a ocasião para viver com maior realismo a Campanha da Fraternidade deste ano: “fraternidade e vida, dom e compromisso”. Tenhamos o coração atento às necessidades do próximo, como fez o Bom Samaritano da parábola: “viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.

Deus abençoe e proteja a todos! Boa saúde e boa vivência da Quaresma!

Odilo Pedro Scherer


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2020
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquia: http://www.pnslourdes.com.br

NOTÍCIAS DA IGREJA: CNBB

Dioceses cumprem mandado da CF 2020 para amenizar os impactos do Coronavírus


À luz da Campanha da Fraternidade 2020 cujo lema extraído do capítulo 10, 33-34, do Evangelho de Lucas é “viu, sentiu compaixão e cuidou” e o mandado maior é para o cuidado com a vida, dioceses organizam, em parceria com organizações da sociedade civil e do setor público, ações solidárias para mitigar os impactos do coronavírus na vida de populações vulneráveis e somar-se à corrente do bem que se espalha pelo Brasil afora.

Segundo o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, nesse tempo de dificuldade, quando o mundo enfrenta a pandemia do covid-19 e as pessoas são convocadas a permanecer em isolamento social, brotam no coração da Igreja inúmeros e belos exemplos de solidariedade.

Para dom Walmor nestes dias é louvável, especialmente, a ação caritativa dedicada aos pobres. “Tantas pessoas, a exemplo das que vivem nas ruas, têm como único amparo a mão dos nossos agentes de pastoral, cidadãos sensíveis, homens e mulheres de boa vontade. As nobres ações, de quem vê, sente compaixão e cuida, revelam a presença de Deus entre nós. Mesmo diante das crises, brilha a luz de Deus, o que nos dá certeza de que este tempo de dificuldade será superado”, afirmou.



Mais dioceses brasileiras suspendem missas com participação dos fiéis e investem na internet


Continuando as ações de prevenção ao novo Coronavírus e acatando as determinações de isolamento social, as dioceses brasileiras continuam suspendendo as missas com fiéis e dispensando-os do preceito dominical.

Em nossa última atualização, deste dia 25 de março, às 14h, contabilizamos 37 arquidioceses, 120 dioceses, 5 prelazias e a administração apostólica pessoal São João Maria Vianey que suspenderam as missas com público. Além da igreja Metropolita Católica Ucraniana.

Neste contexto, a indicação é acompanhar as celebrações transmitidas pelos meios de comunicação, como televisão, rádio e internet (Confira os horários das missas transmitidas pelas emissoras de TV de inspiração católica). Os bispos têm incentivado padres e agentes de Pastoral a, mesmo sem contato pessoal, reforçarem a proximidade com os fiéis.





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2020
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NOTÍCIAS DA IGREJA: VATICANO E PAPA FRANCISCO

Coronavírus: as normas para celebrar a Semana Santa


A Congregação para o Culto Divino determina como organizar os ritos do momento central para a fé cristã nos países afetados pelo Covid-19. Onde as restrições estão em vigor, não será possível reunir os fiéis na assembleia.

A pandemia de Coronavírus exigiu do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos a elaboração de um Decreto com “indicações gerais” a serem seguidas na organização de celebrações que vão desde o Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa. Um documento que atualiza o publicado em 19 de março, divulgado nesta quarta-feira (25/03), tornou-se necessário, “considerando a rápida evolução da pandemia” e “levando em consideração as observações recebidas das Conferências Episcopais”.

Como a data da Páscoa não pode ser transferida, nos países afetados pela doença, onde estão previstas restrições aos encontros e movimentos de pessoas, os bispos e os presbíteros celebram os ritos da Semana Santa sem a participação do povo e em local adequado, evitando a concelebração e omitindo o abraço da paz.

Os fiéis são informados do horário de início das celebrações, para que possam se unir na oração em suas casas. Os meios de comunicação telemáticos ao vivo e não registrados, podem ajudar. De qualquer forma, continua sendo importante dedicar um tempo adequado à oração, valorizando principalmente a Liturgia Horarum.

1 - Domingo de Ramos. A recordação da Entrada do Senhor em Jerusalém seja celebrada dentro do edifício sagrado; nas igrejas catedrais seja adotada a segunda forma prevista pelo Missal Romano, nas igrejas paroquiais e em outros lugares a terceira.

2 – A Missa crismal - Avaliando o caso concreto nos diversos países, o Bispo tem a faculdade de a adiar para data posterior.

3 – Indicações para o Tríduo Pascal

Onde a autoridade civil e eclesial impôs restrições, atenda-se ao que se segue em relação ao Tríduo Pascal. Os Bispos darão indicações, de acordo com a Conferência Episcopal, para que na Igreja Catedral e nas Igrejas paroquiais, mesmo sem a participação dos fiéis, o bispo e os párocos celebrem os mistérios litúrgicos do Tríduo Pascal, avisando os fiéis da hora de início de modo a que se possam unir em oração nas respectivas habitações. Neste caso são uma ajuda os meios de comunicação por telas ao vivo, não gravada. A Conferência Episcopal e cada Diocese não deixem de oferecer subsídios para ajudar a oração familiar e pessoal.

Na Quinta-Feira Santa, nas Igrejas catedrais e paroquiais, na medida da real possibilidade estabelecida por quem de direito, os sacerdotes da paróquia podem concelebrar a Missa na Ceia do Senhor; concede-se a título excecional a todos os sacerdotes a faculdade de celebrar neste dia, em lugar adequado, a Missa sem o povo. O lava-pés, já facultativo, omite-se. No término da Missa na Ceia do Senhor omite-se a procissão e o Santíssimo Sacramento seja conservado no Sacrário. Os sacerdotes que não tenham a possibilidade de celebrar a Missa, em vez dela rezarão as Vésperas (cf. Liturgia Horarum).

Na Sexta-Feira Santa, nas igrejas catedrais e paroquiais, na medida da real possibilidade estabelecida por quem de direito, o Bispo / o pároco celebra a Paixão do Senhor. Na oração universal, o Bispo Diocesano terá o cuidado de estabelecer uma intenção especial pelos doentes, pelos defuntos e por aqueles que sofreram alguma perda (cf. Missal Romano, pág. 255, n. 12).

Domingo de Páscoa. A Vigília Pascal celebra-se apenas nas igrejas catedrais e paroquiais, na medida da real possibilidade estabelecida por quem de direito. Para o “Início da vigília ou Lucernário” omite-se o acender do fogo, acende-se o círio e, omitindo a procissão, segue-se o precônio pascal (Exsultet). Segue-se a “Liturgia da Palavra”. Para a “Liturgia batismal”, apenas se renovam as promessas batismais (cf. Missal Romano, pág. 288, n. 46). Segue-se a “Liturgia eucarística”.

Aqueles que não podem de modo nenhum unir-se à Vigília Pascal celebrada na igreja, rezam o Ofício de Leituras indicado para o Domingo de Páscoa (cf. Liturgia Horarum).

Os mosteiros, os seminários e as comunidades religiosas, observem as indicações desse decreto.

As expressões de piedade popular e as procissões que enriquecem os dias da Semana Santa e do Tríduo Pascal, a juízo do Bispo diocesano poderão ser transferidas para outros dias convenientes, por ex., 14 e 15 de Setembro.

De mandato Summi Pontificis pro hoc tantum anno 2020

Sede da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos,
25 de março de 2020, - Solenidade da Anunciação do Senhor.

O Decreto é assinado pelo Prefeito do Dicastério, cardeal Robert Sarah e pelo secretário, arcebispo Arthur Roche.



A oração do Papa Francisco: Maria, nós nos entregamos a Ti


Ó Maria, Tu sempre brilhas em nosso caminho como sinal de salvação e esperança. Nós nos entregamos a Ti, Saúde dos Enfermos, que na Cruz foste associada à dor de Jesus, mantendo firme a Tua fé. Tu, Salvação do povo romano, sabes do que precisamos e temos a certeza de que garantirás, como em Caná da Galiléia, que a alegria e a celebração possam retornar após este momento de provação. Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a vontade do Pai e a fazer o que Jesus nos disser. Ele que tomou sobre si nossos sofrimentos e tomou sobre si nossas dores para nos levar, através da Cruz, à alegria da Ressurreição. Amém.

Sob a Tua proteção, buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus. Não desprezes as nossas súplicas, nós que estamos na provação, e livra-nos de todo perigo, Virgem gloriosa e abençoada.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2020
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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PASTORAL FAMILIAR

PÁSCOA: ALEGREMO-NOS, O SENHOR RESSUSCITOU!!!



A palavra páscoa significa passagem. No livro do Ex 1-15, Deus ouve o clamor daquele povo oprimido e envia Moisés para libertá-lo. Aí percebemos que acontecem várias páscoas. Deus passa no meio do povo para ouvir as reclamações, o clamor. Passa na vida de Moisés, quando se manifesta na sarça ardente.

Aquele homem violento e medroso é transformado em profeta da libertação. Deus passa na vida das autoridades políticas do Egito, que já naquele tempo não tinham olhos para perceber a passagem de Deus. Mas o povo simples percebeu.

Animados pela fé e fortalecidos pela esperança, os escravos hebreus prepararam às pressas o pão sem fermento, para durar mais, e saíram em busca da vida. Todos conhecemos a passagem do Mar vermelho a pé enxuto (cf. Ex 13-14). O povo passa pelo mar e percebe que Deus, solidário e providente, passa juntamente com ele. Isso é páscoa.

A páscoa passagem para a vida ficou tão marcada na memória do povo, que era lembrada, todos os anos, entre cânticos e festas. Tornou-se uma passagem celebrada. Era a festa da festa páscoa. Mas a passagem de Deus não ficou congelada em uma celebração. Não ficou aprisionada ao culto.

O povo da Bíblia sempre percebeu a páscoa, no dia-a-dia. Uma nuvem que acompanhava o povo, amenizando o sol do deserto, era sinal claro da passagem de Deus. O maná, as codornizes, a água saída da rocha, o Monte Sinai, as tábuas da Lei, a arca da aliança, as sábias palavras do profeta, e, mais tarde, o templo de Jerusalém, tudo isso era visto como sinal da passagem de Deus. Eram sinais de páscoa.

Não podemos perder de vista esse sentido original. Caso contrário, aprisionaremos a Páscoa numa época do ano ou numa determinada celebração. Vivemos em páscoa-permanente. Pois Deus, a todo momento, está passando em nossa vida. Onde ele passa, acontece uma páscoa. Jesus Cristo é a expressão suprema da passagem de Deus no meio do povo.

Logo, no início do Evangelho de Mateus, Jesus é apresentado como “Deus-conosco”, Emanuel(cf. Mt 1,23). Em outras palavras, diríamos que Jesus é Deus passando no meio do povo, é Deus-passagem, é Deus-páscoa. Mais tarde, o apóstolo João diria isso, de modo mais poético: “A Palavra se fez gente e armou sua tenda no meio de nós”(Jo 1,14). Lembra o povo acampado no deserto e uma tenda reservada para o encontro entre Deus e o profeta. Jesus se revela como a tenda viva de Deus, acampado no meio de nós. Ele é o Templo. Ele é o pão. É a água viva. Jesus é a Páscoa.

O Mestre passava no meio do seu povo, gerando vida em plenitude (cf. Jo 10,10). Curava os enfermos, alimentava os famintos, consolava os aflitos, perdoava os pecadores, animava os desanimados e libertava os cativos. Mas a Páscoa de Jesus acabou no dia de sua ressurreição? Só nos resta viver aquela lembrança de modo celebrativo? É claro que não.

Quem curava, continua curando hoje. Quem alimentava continua alimentando nos nossos dias. Quem libertou no passado não vai nos decepcionar agora. Porque Deus é fiel. Passou no Egito, na Galiléia e está passando aqui também. Isso ficou registrado na promessa que o próprio Jesus fez, antes de voltar para o Pai: “Estarei com vocês, todos os dias, até o fim do mundo”(Mt 28,20).

Celebrar a Páscoa - memória da paixão, morte e ressurreição de Cristo – é testemunhar nossa fé na vida, na vitória do bem. Por isso a Igreja entoa cantos alegres, celebrando a vitória do Salvador. E nos convida a testemunharmos nossa fé por meio da prática do amor, da fraternidade, da solidariedade. Convida-nos a dar um sentido novo a nossa vida, que seja marcada pelo otimismo, pela alegria, pelo compromisso de amor a Deus e aos irmãos.

Alegremo-nos! O Senhor ressuscitou!

Com esses sentimentos, A VOZ DE LOURDES expressa a todos os cordiais votos de uma

Feliz e Santa Páscoa, repleta das bênçãos do Cristo Ressuscitado

Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Abril de 2020
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CATEQUESE E PÁSCOA



Jesus morreu na cruz. Teve algumas causas que o levaram a isso, entre elas sua fidelidade ao projeto do Pai, sua luta pela justiça e a força do amor. Ele foi julgado injustamente, mas a justiça de Deus evidenciou sua inocência, e O ressuscitou no terceiro dia. A partir daí surge uma vida nova, não sujeita mais aos sofrimentos da morte, mas ao encontro amoroso com o Pai, na eternidade.

A plenitude da vida, alcançada no alto da cruz, é causa de esperança para aqueles que vivem angustiados e marcados pelos sofrimentos da vida presente. É a esperança que a Páscoa oferece para todos que a buscam de coração sincero e aberto à graça de Deus. É ainda a certeza de que o bem eterno é superior a todos os valores conquistados na vida presente.

O modo de vida de Jesus na terra foi totalmente marcado pela prática da doação e de atos em benefício das pessoas. Ele sempre fez o bem sem distanciar da fraternidade para com todos. A discriminação não era seu jeito ser. Não praticava a violência e nem a desonestidade, tornando-se modelo de vida para todas as pessoas. A Páscoa é um constante crescimento no seguimento de Jesus.

O Tempo da Páscoa começa no primeiro dia da semana, isto é, na primeira feira, que não existe no nosso calendário. Esse dia foi substituído pelo domingo, dia do Senhor. Isso deixa transparecer um sinal de eternidade, para dizer que a ressurreição significa entrar na vida eterna de Deus. Aí está o sentido da Celebração da Eucaristia no dia de domingo, fazendo antecipar, no tempo, a eternidade.

O grande sinal de vida que vem da Páscoa é o amor, mas vivido na comunidade dos discípulos que colocam em prática os ensinamentos do Evangelho. Não basta fazer festa com presentes de amizade, mesmo sabendo que eles também são importantes para unir as famílias e as pessoas. O foco principal é Jesus Cristo como presente que consegue dar sentido verdadeiro para o ser humano.

A Ressurreição e a Páscoa não são palavras para ser pensadas no futuro, como se fosse para o fim da vida. Devem ser vivenciadas nos dias de hoje, na vida concreta do cristão. Nelas está contida a mensagem de conversão constante, que começa já no cotidiano, no encontro pessoal com Jesus Cristo, já fazendo a experiência da ressurreição. Assim podemos dizer: Feliz Páscoa!


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TRANSMISSÃO DAS MISSAS NESTA SEMANA DE SEGUNDA(23/03) A 03/04(MENOS DIA 02= 7h00) ESTÁ SENDO AS 19h00 PELO FACEBOOK DA NOSSA PARÓQUIA/

quarta-feira, 25 de março de 2020

TRANSMISSÃO DAS MISSAS




COMUNICADO DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE LOURDES

Horário de missas e intenções: Olá queridos irmãos e irmãs. Desde a última quinta-feira estamos transmitindo a missa pelo facebook da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes em horários alternativos. Para facilitar estabelecemos os seguintes horários: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira e sexta-feira as missas serão transmitidas as 19h. Na quinta-feira, transmitiremos a missa as 7h. da manhã. No sábado, em dois horários: 7h. e 18h. Domingo: 10h. e 18h.
Queremos manter também as intenções pessoais que vocês tem em suas casas e famílias. Para essa finalidade, as intenções para celebração poderão ser enviadas ao e-mail: frmvinicius@yahoo.com.br

Pedimos que no pedido especifiquem bem o dia da intenção e o motivo (saúde, falecimento, louvor à algum santo, aniversário...). Essas intenções devem ser enviadas até as 13h para que possamos nos organizar. Intenções recebidas depois desse horário serão colocadas no dia seguinte. Nos acompanhem pelas redes sociais e continuemos unidos pelas nossas orações. É uma maneira de estarmos próximos de cada um de vocês nesse momento e vocês sentirem próximos de nós também. Deus os abençoe e ajude. Lembro a importância de permanecer em suas casas.


PS. EM BREVE TEREMOS TAMBÉM AS MISSAS TRANSMITIDAS NO INSTAGRAM DA PARÓQUIA. ANOTEM E INSCREVAM-SE, POR FAVOR: pnslourdessp

JÁ TEMOS ALGUNS VIDEOS POSTADOS LÁ.
Frei Marcus Vinicius Dorrigo Leite,OAR.




segunda-feira, 16 de março de 2020

CORONAVIRUS RECOMENDAÇÃO

CORONAVIRUS RECOMENDAÇÃO
ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Recomendações de Dom Odilo Scherer acerca  do Coronavírus:

domingo, 1 de março de 2020

EDITORIAL MARÇO-2020


Queridos/as Paroquianos/as!

Neste mês de março já estamos vivenciando o Tempo da Quaresma e também refletindo sobre a Campanha da Fraternidade de 2020.

A Campanha da Fraternidade” e um modo privilegiado pelo qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, à sociedade e ao planeta, nossa Casa Comum. A cada ano um tema é destacado como sinal de que realmente necessitamos de conversão”. (Texto Base, Apresentação).

O tema da Campanha da Fraternidade 2020(CF 2020) é: “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”(Lc 10,33-34).

A Campanha nos convida “a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida” (Texto-Base, Ib.). A vida “é um dom que recebemos de Deus e que somos chamados a partilhar em busca da plenitude”(Ib. 23). Que no Tempo da Quaresma “possamos nos dispor a uma profunda conversão da cultura de morte para a cultura da vida” (Ib. 25). O objetivo geral da CF 2020 é: “Conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relação de mútuo cuidado entre as pessoas, na família e no planeta, nossa Casa Comum”.

A Voz de Lourdes neste mês de março destaca os seguintes assuntos:

1) As Mensagens do nosso querido Papa Francisco sobre a Quaresma e a CF 2020;
2) Reflexão sobre a Mulher, segundo N.P. Santo Agostinho;
3) São José, patrono da Ordem dos Agostinianos Recoletos;
4) A Agenda Paroquial com a Liturgia e eventos da nossa Paróquia;
5) Notícias da nossa Igreja: da Paróquia, da Arquidiocese, CNBB e Papa Francisco;
6) E por fim, o Congresso de Catequistas, em Aparecida (SP), apresentado por uma amiga catequista, de Franca (SP), que participou do Congresso e nos deu o seu testemunho.

Mais uma vez o nosso Obrigado!

Que Nossa Senhora de Lourdes abençoe a todos para que possamos viver mais como irmãos e irmãs neste mês de março, neste tempo quaresmal.

PASCOM - Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março de 2020
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A MULHER, SEGUNDO SANTO AGOSTINHO

Por Enrique A. Eguiiarte B.

Santo Agostinho viveu em uma sociedade incipientemente cristã e fortemente marcada e modelada pela tradição romana expressa pelo mesmo direito romano.

Para o direito romano, a mulher essencialmente era um ser alieni iuris, quer dizer, uma criatura dependente de outro na maior parte dos momentos de sua vida. Pode-se contar e apontar as mulheres, grandes e poderosas matronas romanas que, pelo menos de maneira implícita, chegavam a ser sui iuris, quer dizer, independentes e ter uma personalidade jurídica própria. A sociedade romana é, portanto, uma sociedade na qual a mulher é vista como uma criatura de segunda categoria.

Por outro lado, o pensamento de santo Agostinho está marcado pela Sagrada Escritura. No livro do Gênesis são encontradas duas visões, a da igualdade entre homem e mulher (Gn 1, 27) e um pouco depois, a da superioridade do homem sobre a mulher (Gn 2, 22-24).

Por isso, santo Agostinho, fiel a seus princípios exegéticos de interpretar a Escritura com a mesma Escritura, buscará a solução desta antítese nos escritos de são Paulo. Em suas epístolas são Paulo apresenta – por causa de sua época e tradições – uma visão e inclinação de clara subordinação da mulher ao homem.

Muitos dos textos mais discutidos de santo Agostinho sobre este tema, como acontece em outros muitos casos, não passarão de uma tentativa de explicação exegética de algum texto paulino.

Até este ponto, santo Agostinho não chegou a sair dos elementos próprios de sua cultura e do pensamento cristão moldado pela Sagrada Escritura.

Contudo, a reflexão de santo Agostinho, em sua lucidez e sinceridade, vai mais além, a ponto de reconhecer que, apesar de todas estas considerações próprias de seu tempo e da reflexão em torno do assunto, a mulher é um ser de uma estatura enorme, humana e, espiritualmente falando, que ultrapassa os limites a que sua cultura queria confiná-la.

Em primeiro lugar, quem sai ao resgate da condição feminina e, em geral, da raça e condição humana, não é outra senão a Virgem Maria que, com sua própria e obediente entrega ao plano de Deus, como nova Eva repara os estragos feitos pela desobediência da primeira Eva (s. 51, 3).

Para santo Agostinho, a Virgem Maria é não só o protótipo e ideal de toda mulher, mas também de todo cristão (s.191, 4) e, inclusive, da mesma Igreja que, como ela, é também Virgem e Mãe (virg. 2, 2).

Deste modo santo Agostinho reconhece que a mulher, apesar de sua debilidade e limitações físicas, pode ter uma inteireza e uma fortaleza inusitadas, capaz de afrontar as adversidades e a morte com grande força de espírito, como acontece no caso das mártires, representadas particularmente pelas figuras de duas cartaginesas bem populares na África de então, Perpétua e Felicidade, que não deixam de encher de admiração ao Bispo de Hipona, como fica manifesto nos sermões dedicados a elas (s. 280, 281, 282, s. Erfurt1).

Mas, provavelmente, a mulher com a qual santo Agostinho teve maior proximidade e a que mais lhe transmitiu a imensa riqueza que encerra a condição feminina, foi sua mãe santa Mônica.

Nela santo Agostinho admirará a constância na oração e, por meio dela, se dará conta da fortaleza e dignidade que a mulher pode apresentar em meio às maiores provas e dificuldades, sobretudo quando se apoia em Deus, como foi o caso de sua mãe.

Santo Agostinho apontará também a riqueza espiritual que pode haver na maternidade e no cuidado espiritual das verdadeiras mães para com seus filhos, dando-lhes à luz quantas vezes percebe que se afastam de Deus.

Por outro lado, sabe também que santa Mônica, apesar de ser pessoa com uma limitada preparação acadêmica, possui uma inteligência viva e aguda, o que leva santo Agostinho a ter consciência de que as mulheres podem ser não só tão inteligentes quanto os homens, como podem, em alguns casos, ultrapassá-los.

Fonte:


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março de 2020
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19/03: SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ

SÃO JOSÉ, PATRONO DA ORDEM DOS AGOSTINIANOS RECOLETOS

A devoção e o culto a São José se remonta, entre os agostinianos, ao século XV. O capítulo geral de 1491, celebrado em Roma, determinava: «Em todas as residências e conventos de nossa Ordem celebre-se o ofício de São José, cuja festa será dia 19 de março».

A festa do Patrocínio de São José começou a ser celebrada de forma particular no século XVII. Dentro da família agostiniana, foram os Recoletos e Descalços, que tinham faculdade para isso, que, em 1700, iniciaram a celebrá-la.

À sua imitação, também os agostinianos calçados, em 1722, solicitaram poder celebrá-la. Pio IX a introduzirá no calendário romano, fixando a data no terceiro domingo depois da Páscoa. Pio X a transfere para a quarta-feira anterior. Foi, contudo, suprimida quando Pio XII instituiu a celebração de São José Operário para o dia 1º de maio.

Segundo nossas Constituições (nº 80), a devoção e o culto a São José, especial protetor da Ordem – como o declarou o capítulo de 1669 –, constitui também parte da espiritualidade agostiniano-recoleta.

A última edição do Missal agostiniano apresenta a São José como Patrono da Ordem.


Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Março de 2020
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
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